Rubens Recalcatti (Videira, 23 de outubro de 1948 - Curitiba, 9 de abril de 2021), mais conhecido como Delegado Recalcatti, foi um advogado, delegado e político brasileiro. Foi deputado estadual do Paraná entre 2017 e 2021.

Biografia Filho de Jacob Recalcatti, nasceu em Santa Catarina e acompanhou os pais e irmãos (sete irmãos de sangue e quatro adotivos) quando estabeleceram-se em Francisco Beltrão, no Paraná. Seu pai foi delegado no sudoeste do estado e uma das pessoas envolvidas diretamente na Revolta dos Colonos de 1957. Mudou-se para Curitiba na década de 1970 e formou-se em Estudos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Polícia Em 1979, prestou concurso para agente investigador da Polícia Civil do Estado do Paraná e por dezesseis trabalhou nesta função. Ao concluir o curso de Direito pelo Centro Universitário Curitiba, prestou concurso para delegado em 1994 e passou a ser titular em várias delegacias do estado, como União da Vitória, Araucária e Curitiba. Destacou-se como delegado da "Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa", conduzindo investigações de grande repercussão.

Operação Aquiles Em 2015, foi preso temporariamente pelo Gaeco a pedido da Promotoria de Rio Branco do Sul, na "Operação Aquiles". A operação investiga a morte de Ricardo Geffer, principal suspeito pelo homicídio do ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari, que era primo de Rubens Recalcatti. O suspeito foi morto pela equipe liderada por Recalcatti, numa operação fora da jurisdição e sem autonomia investigativa, pois o delegado era responsável pela "Divisão de Crimes Contra o Patrimônio" (DCCP) de Curitiba, onde não havia uma investigação em andamento sobre o caso.

Em 2016, o delegado foi denunciado pelo MP-PR por abuso de autoridade e fraude processual. Em 2017, o processo foi enviado ao Tribunal de Justiça do Paraná, quando o delegado tornou-se deputado estadual, pois o cargo lhe dá a prerrogativa de foro privilegiado.

Política Filiado ao Partido verde (PV), concorreu ao cargo de deputado estadual em 2010, sem sucesso. Nas eleições de 2014, foi eleito primeiro suplente do PSD, com 40.358 votos. Com a eleição do deputado Chico Brasileiro a prefeitura de Foz do Iguaçu, em abril de 2017, foi empossado na ALEP. Em 2018, foi reeleito com 35.248 votos.

Escritor É coautor do livro “Sequestro – Modus Operandi e Estudos de Casos”, em parceria com a escritora Noely Manfredini.

Morte Morreu em 9 de abril de 2021 em Curitiba, aos 72 anos de idade, em decorrência de um infarto.

Categoria:Alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná Categoria:Alunos do Centro Universitário Curitiba Categoria:Membros do Partido Social Democrático (2011) do Paraná Categoria:Deputados estaduais do Paraná Categoria:Políticos do Paraná do século XXI Categoria:Mortes por infarto agudo do miocárdio Categoria:Membros do Partido Verde (Brasil)