thumb|Capa de Supa Strikas Banda desenhada africana se refere as diversas manifestações de banda desenhada no Continente africano,Exposição de HQ em Campinas ajuda a quebrar mitos sobre a África até o século XX, a banda desenhada encontrada em colônias na África eram principalmente de países colonizadores, como a França e a Bélgica.Histórias em Quadrinhos da África: a pujança de um continente

"Expostos recentemente em instituições como a Bienal de Dakar de 2006 e o Studio Museum no Harlem, em Nova Iorque, os exemplos de banda desenhada africana vêm alcançando cada vez mais reconhecimento internacional. De forma espirituosa e direta, essas obras abordam questões delicadas, muitas vezes sensíveis e problemáticas, como a censura política, a violação dos direitos humanos, a pandemia de SIDA, a tortura nas prisões ou o papel das mulheres na sociedade."

(Catálogo da 52ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza – "Pense com os sentidos, sinta com a mente. A arte no presente", Marsilio, 2007)

História

Segundo Christophe Cassiau-Haurie (2011), as primeiras tiras de banda desenhada surgem na imprensa africana no final do século XIX, ao lado de caricaturas e desenhos editoriais, no Egito, na África do Sul e na Ilha Maurício. A primeira revista a publicar histórias em quadrinhos modernas foi Karonga Kronikal, editada no Malawi entre 1915 e 1916, seguida por outros periódicos no então Congo Belga, a partir da década de 1920.

Ainda de acordo com Cassiau-Haurie, o primeiro álbum de quadrinhos disponível em línguas africanas foi A Mais Bela História (1947), de Gaston Courtois e Frédéric-Antonin Breysse, primeiro volume da série Belles Histoires et Belles Vies, traduzido para o swati e o suaíli.« La plus belle histoire », dans Christophe Cassiau-Haurie, Dictionnaire de la bande dessinée d'Afrique francophone, Paris, L'Harmattan, outubro de 2013 (ISBN 978-2-336-29898-6), p. 288-289. Uma das primeiras histórias em quadrinhos africanas escritas diretamente em uma língua local foi Matabaro, publicada a partir de 1954.« Matabaro (les aventures de) », dans Dictionnaire de la bande dessinée d'Afrique francophone, Paris, L'Harmattan, octobre 2013, p. 221.

Essa forma de expressão artística teve grande impulso nas décadas de 1950 e 1960, inicialmente como veículo publicitário em países como Egito, Argélia, Congo e Nigéria. As primeiras narrativas desvinculadas da publicidade surgem em 1951, e com o avanço dos movimentos de independência nos anos 1960, autores africanos começaram a apropriar-se do gênero para expressar temas locais. No entanto, durante a década de 1970, com a ascensão de regimes autoritários, muitos criadores passaram a sofrer com a censura.

Entre as séries de maior sucesso está Supa Strikas, banda desenhada sobre futebol de origem sul-africana, que deu origem a uma série animadaProgramação da TV - 26 de maio a 1º de junho e foi distribuída em 17 países.Placar traz Super Strikas

Em 2008, foi lançada na Holanda, a exposição mundial PICHA,Exposição em SP mostra como são os quadrinhos africanos dedicada a banda desenhada de dezesseis países africanos,Museu Afro expõe histórias em quadrinhos africanas picha é um palavra na língua suaíli para desenho, originária da palavra picture (imagem) da língua inglesa.

Entre os títulos mais emblemáticos estão: Goorgoorlu, de T. T. Fons (Senegal), que foi adaptado para a televisão, Aya de Yopougon, de Marguerite Abouet (Costa do Marfim), que também ganhou uma adaptação em longa-metragem de animação; além do já citado Supa Strikas.

No entanto, a banda desenhada africana hoje não pode ser reduzido à simples colonização cultural dos países ocidentais, embora existam em toda parte uma influência da produção europeia, como o estilo ligne claire da banda desenhada franco-belga,Gulp! … un fumetto africano? atualmente na Argélia, nota-se uma influência da banda desenhada japonesa nos chamados DZ-mangas.Les nouveautés Z-Link

Em 2016, a editora nigeriana Comic Republic iniciou a publicação de webcomics do género superaventura seguindo o modelo dos comics publicados nos Estados Unidos.Nove super-heróis erguem-se da Nigéria para salvar o mundo Lista de autores

thumb|Njinga Mbandi ou Ana de Sousa em banda desenhada produzida por Pat Masioni para a UNESCO. Africa do Sul Karlien de Villiers Themba Siwela

Argélia Daiffa Brahim Guerroui Mokdad Amirouche Slim

Benim Hector Sonon

Burkina Faso Sylvestre

Camarões Achille Nzoda Bibi Benzo Mayval Hervé Nouther Almo the best Simon Mbumbo Christian BENGONO Christophe ngallé Edimo Toric Michael Georges Pondy Kangol Joelle Ebongue Youmbi Narcisse República Centro-Africana Didier Kasai

Chade Adji Moussa Adjim Danngar Samy

República do Congo Barly Baruti Bob Kanza Willy Zekid

República Democrática do Congo Al Mata Alix Fuilu Bary Baruti Serge Diatantu Tembo Kash Curd Ridel Pat Masioni Hallain Paluku Alain Mata Fifi MUKUNA Pat Mombini Eric Salla Asimba bathy Jérémie Nsingi

Comores Moniri Mouridi

Costa do Marfim Benjamin Kouadio Marguerite Abouet

Gabão Pahé

miniaturadaimagem|Ramón Esono EbaleGuiné Equatorial Ramón Esono Ebalé

Madagascar Dwa de Eric

Mali Massiré Tounkara

Marrocos Brahim Raïs Mohammed Nadrani Omar Ennaciri

Maurícia Eric Koo Li-AN Pov LAVAL NG

Quênia Frank Odoi

Nigéria Kola Fayemi Tayo Fatunia

Ruanda Jean-Claude Ngmuri

Senegal Ibrahim Mbengue Sambal Fall Salioune Sene T. T. Fons

República Togolesa Accoh Anani Accoh Mensah

Tunísia Gihèn

Bibliografia

Ligações externas