Francisco Miranda da Costa Lobo (Vinhais, — Coimbra, ) foi um oficial do Exército Português, astrónomo, professor da Universidade de Coimbra e diretor do Observatório Geofísico e Astronómico daquela instituição, pioneiro da espectrografia astronómicaBonifácio, V. (2017). Costa Lobo (1864-1945), the Coimbra Spectroheliograph and the Internationalisation of Portuguese Astronomy. Cahiers François Viète, 3(3), 133–155. e das observações cinematográficas na astronomia solar. Foi galardoado com a Medalha Janssen de 1926. Também teve intervenção política, tendo exercido as funções de governador civil substituto do Distrito de Coimbra em 1889-1890 e de deputado às Cortes, eleito pelo círculo de Coimbra, entre 1905 e 1909. Fundou o jornal bi-semanário Gazeta Nacional em 1891. Biografia Francisco Miranda da Costa Lobo nasceu na localidade de Curopos (Vinhais), filho de Francisco de Miranda Catalão e de Teresa da Assunção Quintela Miranda Catalão. Depois de concluir estudos preparatórios em Coimbra, e destinado à carreira militar, assentou praça no Exército em 1879 na arma de Infantaria. Chegaria a tenente-coronel em 1924.

Matriculou-se na Universidade de Coimbra, no curso de Filosofia a 22 de junho de 1880 e depois no de Matemática, a 21 de junho de 1881. Aluno distinto, obteve o grau de bacharel em Filosofia a 12 de julho de 1882, com formatura a 16 de julho de 1884, e o de bacharel em Matemática a 14 de julho de 1883, complementado com o grau de licenciado a 20 de dezembro de 1884e o de doutor a 28 de junho de 1885.História da Ciência na UC: Lobo, Francisco de Miranda da Costa (1864-1945).

Instalou no Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra um espectro-heliógrafo inspirado de perto no de Meudon, trabalhando em estreita colaboração com o professor Henri-Alexandre Deslandres. Na conceção do seu espectrógrafo estelar, Costa Lobo reconheceu a ajuda de Sir David Gill. O instrumento é um espectrógrafo de prisma objetivo com montagem equatorial, convertível num telescópio equatorial comum mediante a remoção do prisma e do sistema de refletores do visor, que era utilizado para produzir um desvio no feixe correspondente ao do prisma.

Costa Lobo desenvolveu a sua própria teoria «radiante», baseada na teoria da gravitação de Le Sage, e foi um crítico radical das teorias da relatividade e da mecânica quântica.

Foi por três vezes palestrante convidado do Congresso Internacional de Matemáticos, nas sessões realizadas em Estrasburgo (1920), Toronto (1924) e Zurique (1932).

Entre as suas condecorações contam-se a grã-cruz da Ordem de Afonso XII, o grau de comandante da Legião de Honra e o título de membro estrangeiro da Pontifícia Academia das Ciências. Foi feito sócio efectivo do Instituto de Coimbra em 13 de dezembro de 1884, e mais tarde sócio honorário, tendo presidido à direção do Instituto no período 1913-1945.

O seu filho Gumersindo Sarmento da Costa Lobo veio a ser Lente da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Referências

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