Climério Cardoso de Oliveira (Salvador, 1855 - Salvador, 8 de abril de 1920) foi um médico e professor brasileiro. Fundou a segunda maternidade-escola do país, e a primeira do estado da Bahia.

Era filho de Rodolpho Cardoso de Oliveira e de Maria Virginia da Motta Cardoso, irmão do advogado e escritor Virgílio Cardoso de Oliveira que, radicado no Pará, foi ali secretário de governo. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1877; em 1883 concorreu a uma cátedra na mesma Faculdade, junto a Antônio Rodrigues Lima e Deocleciano Ramos, sendo o aprovado o primeiro mas, por razões políticas, o imperador D. Pedro II nomeou a Climério que, assim, tornou-se titular da cadeira de clínica ginecológica e obstétrica.

O médico Climério de Oliveira obteve o título de doutor em 1877, aos 22 anos de idade, defendendo uma tese sobre eclampsia, mal que acometia muitas parturientes. Em 1879, uma nova reforma no ensino de Medicina cria a cadeira de Clínica Obstétrica e Ginecológica. Alguns anos depois, em 1892, ele era uma das principais vozes que se levantavam contra a falta de um espaço destinado exclusivamente aos partos. A enfermaria da Santa Casa comportava um pequeno número de pacientes, em condições precárias materiais e de higiene.

Em 1910 foi inaugurada a Maternidade Climério de Oliveira, instituição centenária da capital baiana, ainda em atividade; sua construção foi capitaneada pelo professor, obtendo para tanto verbas do governo federal que, entretanto, não foram suficientes e este realizou diversos movimentos arrecadatórios a fim de possibilitar sua conclusão.

O empenho de Dr. Climério foi o diferencial para a unidade ficar pronta. O professor mobilizou frentes de arrecadação de fundos, como o Comitê de Senhoras da Sociedade Baiana, formado por 18 senhoras influentes. O comitê realizou seis espetáculos teatrais, montagem do texto “A Maternidade”, de autoria do próprio Climério de Oliveira. Estudantes das escolas de nível superior, sensibilizados com a causa, iam às ruas em grupos pedir doações aos passantes.

O projeto do edifício foi orientado pessoalmente por professor Climério. Apesar de uma polêmica que veio a público nos jornais da época entre os engenheiros Theodoro Sampaio e João Pereira Navarro de Andrade, numa disputa pela paternidade do projeto, ambos reconheciam a orientação do médico para a construção.

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