O Acordo de Argel foi assinado em 15 de maio e 20 de junho de 2015 em Bamaco - após negociações em Argel - entre a República do Mali e a Coordenação dos Movimentos de Azauade (CMA), uma aliança de grupos armados rebeldes tuaregues e árabes agrupando o Movimento Nacional de Libertação do Azauade (MNLA), o Alto Conselho para a Unidade de Azauade (HCUA), uma ala do Movimento Árabe de Azauade (MAA), a Coalizão do Povo para Azauade (CPA) e uma ala da Coordenação dos Movimentos e Frente Patriótica de Resistência (CM-FPR2).
Contexto Em 2013, um primeiro acordo de paz, o Acordo de Uagadugu foi assinado entre o governo maliano e os rebeldes independentistas tuaregues. Mas em 17 e 21 de maio de 2014, os combates foram retomados em Quidal entre os rebeldes e o exército maliano. O último é derrotado e perde o controle de Ménaka, Andéramboukane, Anéfis e QuidalAFP : Au Mali, Kidal et Ménaka sous contrôle des rebellesRFI : Chassé de Kidal, le gouvernement malien décrète un cessez-le-feuJeune Afrique : Bilal Ag Acherif : "C'est l'armée malienne qui a attaqué le MNLA".
Em 22 de maio, negociações são realizadas em Quidal com a mediação de Mohamed Ould Abdel Aziz, presidente da Mauritânia e da União Africana. Chegou-se a um acordo de cessar-fogo entre o governo maliano e os grupos armados nortistas para retornar ao acordo preliminar de Uagadugu. Os rebeldes, no entanto, mantêm suas posições em Quidal e Menaca.RFI : Mali: trois groupes armés à Kidal acceptent un accord de cessez-le-feuAFP : Mali: les groupes armés à Kidal acceptent un cessez-le-feu avec Bamako
Assinatura Em 19 de fevereiro, o governo maliano e os rebeldes da Coordenação dos Movimentos de Azauade validam um novo documento de cessação de hostilidades à medida que as negociações para um acordo de paz continuam em Argel.RFI : Mali: une déclaration signée à Alger lors des négociations de paix Em 1 de março, um acordo de mediação é proposto pela Argélia, o documento é assinado pelo governo maliano e pelos grupos lealistas, mas representantes da Coordenação dos Movimentos de Azauade hesitam e requerem tempo antes de assinar o texto por causa da hostilidade de uma grande parte da base do movimento rebelde para um texto que não prevê autonomia nem federalismo para o norte do Mali.RFI : Accords inter-maliens à Alger: la CMA demande du tempsLe Point avec AFP : Mali : un "accord de paix et de réconciliation" signé à AlgerRFI : Mali: manifestations à Kidal contre les accords en vue à Alger por Jean-Philippe Rémy.RFI : Mali: accord d'Alger, un mois pour convaincreRFI : Mali: comment le projet d'accord de paix est-il perçu sur le terrain?RFI : Mali: les discussions continuent dans le Nord autour de l’accord d’AlgerRFI : Accord d’Alger: l’interminable indécision des groupes du nord du MaliRFI : Mali: poursuite des discussions à Kidal sur l'accord d'AlgerRFI : Nord du Mali: le texte de l'accord ne changera pas, prévient la médiation Finalmente, em 10 de abril, a Coordenação dos Movimentos de Azauade anuncia que se recusa a assinar o acordo tal como se encontra.MNLAMOV : La CMA déclare ne pas pouvoir parapher l'accord en son état actuelRFI : Nord du Mali: la CMA ne paraphera pas le projet d’accord de paixRFI : Nord du Mali: la médiation fait pression et fixe une date de signature
Em 27 de abril, o Grupo de Autodefesa Tuaregue Ingade e Aliados e os lealistas do Movimento Árabe de Azauade assumem o controle da cidade de Ménaka. Isso provoca novos combates entre os rebeldes e as milícias lealistas. No entanto, a Coordenação dos Movimentos de Azawad rubricou o Acordo de Argel em 14 de maioRFI : Nord du Mali: les groupes armés ont paraphé l'accord de paix d'Alger, mas recusou-se a assinar o texto. por David Baché. No dia 15 de maio, em Bamaco, enquanto combates ocorrem no mesmo dia nas proximidades de Ménaka, o acordo de paz é assinado pelo governo maliense e por grupos lealistas, bem como por vários países e organizações em nome da mediação internacional: Argélia, Burquina Fasso, Mauritânia, Níger, Nigéria, Chade, União Africana, ONU, CEDEAO, Organização para a Cooperação Islâmica, União Europeia e França, mas sem a presença dos representantes da Coordenação dos Movimentos de Azauade.Le Point avec AFP : Le Mali signe la paix, mais sans les TouaregsMNLAMOV : la CMA informe qu'aucun de ses membres n'est présent à la cérémonie de signature à BamakoRFI : Mali: signature de l'accord de paix, sans les principaux groupes rebellesLibération : «La situation au Mali a empiré»
Finalmente, a Coordenação dos Movimentos de Azauade, sob pressão da comunidade internacional, assinou o acordo em 20 de junho em Bamaco. O texto é assinado pelo representante da Coordenação dos Movimentos de Azauade, Sidi Brahim Ould Sidati, líder dos rebeldes do Movimento Árabe de Azauade. RFI, 20 de junho de 2015. RFI, 21 de junho de 2015. RFI, 21 de junho de 2015.
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