thumb|Igreja Evangélica Metodista do Mirante, no Porto.
O protestantismo em Portugal é uma religião minoritária. As reformas implementadas pelo Concilio de Trento (1545–1563), alicerce da reforma da Igreja Católica surtiram efeito em Portugal e Espanha quanto à não adopção do protestantismo, tendo o início da abertura para este movimento reformista apenas no século XVIII devido ao fortalecimento do Estado e consequentemente da alteração da relação entre a Igreja Católica e a Coroa Portuguesa.
Histórico O protestantismo em Portugal não resulta de uma dissidência religiosa face quase ao nulo impacto da reforma protestante no , o protestantismo surge sobretudo a partir do pelos ingleses que residiam no país. A Sociedade Bíblica, fundada em Inglaterra no início do , estabelece uma agência em Portugal em 1864, assim as primeiras igrejas nacionais, as do chamado protestantismo histórico, começam então a implantar-se nas áreas de maior presença britânica: Lisboa e Porto.
Com a Revolução de 25 de Abril de 1974 e a consequente liberdade política, esta permite um aumento da prática religiosa: As Testemunhas de Jeová, reivindicaram o direito de exercer livremente a sua atividade e em meados dos anos 80, a Igreja Universal do Reino de Deus começa a reforçar a sua presença.
O crescimento do protestantismo deu-se pela multiplicação das “igrejas evangélicas de recorte pentecostal”, algumas vezes numa lógica de aliança e dissidência entre os pastores numa dinâmica de angariação de novos membros.
Em 2010, contavam-se em Portugal templos protestantes/evangélicos, sem contar com os 122 dos Adventistas do Sétimo Dia, os 84 das Testemunhas de Jeová, os 49 da Igreja Maná e os 64 templos mórmons.
Estima-se que os protestantes em Portugal sejam aproximadamente 5% daqueles que se afirmam como religiosos sendo que mais de 60% dos protestantes se concentram na Área Metropolitana de Lisboa e cerca de 15% na região do Algarve, mais de metade tem menos de 35 anos reunindo mais homens do que mulheres, sendo menos escolarizados do que os católicos com menos de 10% com ensino superior. O crescimento do protestantismo e das inúmeras igrejas em Portugal fez-se por influência da imigração, sobretudo proveniente do Brasil e dos países africanos de língua oficial portuguesa, representando 50% do total de crentes.
Em Portugal a presença protestante é composta “de uma minoria muito plural de igrejas que, em muitos casos, não se reconhecem entre si como representantes de um protestantismo puro e que se veem como concorrentes”, “a realidade protestante em Portugal é feita historicamente de muitas camadas”.
Nas camadas mais recentes, convivem as mais representativas igrejas pentecostais, agrupadas sob a Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) e que vão dos batistas aos membros das Assembleias de Deus, passando pela Igreja dos Irmãos (darbistas).
A raiz protestante, herdeira da reforma do inclui ainda as mais recentes neopentecostais Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e Igreja Maná, embora sejam excluídas pelas duas principais famílias protestantes representadas pelo Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) e pela AEP, existindo inclusivamente uma rejeição de alguns rituais praticados.
Ainda no complexo universo protestante português surgem as Testemunhas de Jeová, que representa pouco mais de 1% da população portuguesa que se diz cristã, e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (conhecidos como mórmons), embora não se considerem protestantes derivam do protestantismo.
Ver também Lista de denominações protestantes em Portugal Protestantismo no Brasil
Ligações externas
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