Esta é uma lista das primeiras-damas da República Portuguesa, ordenadas cronologicamente desde a implantação da República em até ao presente:
Lista Primeira República (1910–1926) # Primeira-dama(Nascimento–Morte) RetratoPeríodo em funções Presidente da República1 Lucrécia Augusta de Brito de Berredo Furtado de Melo Arriaga(1844–1927) 151x151px 24 de agosto de 1911 29 de maio de 1915 Manuel de Arriaga Apesar das suas convicções pró-monárquicas, apoia o seu marido e muda-se com a família para o Palácio de Belém, onde continua essencialmente dedicada ao lar, como era "costume feminino" na altura. Todavia, a primeira-dama evita a exposição pública e a comemoração do segundo aniversário da República, em 1912, torna-se uma das raras ocasiões em que participa em eventos públicos.– vago 29 de maio de 1915 5 de outubro de 1915 Teófilo Braga 2 Elzira Dantas Gonçalves Pereira Machado<small>(1865–1942) 133x133px 5 de outubro de 1915 5 de dezembro de 1917 Bernardino Machado Casa com Bernardino Machado em Janeiro de 1882, e com ele tem dezanove filhos. A par da gestão do património familiar, desenvolve uma intensa actividade cívica, colaborando em várias organizações de defesa dos direitos das mulheres. Quando o marido assume pela primeira vez a Presidência da República, em 1915, mantém o dinamismo anterior. Com a entrada de Portugal na I Guerra Mundial, lança a Cruzada das Mulheres Portuguesas, cujo objectivo central é o auxílio aos soldados mobilizados e às suas famílias.3Maria dos Prazeres Bessa Pais<small>(1867–1945) 148x148px 9 de maio de 1918 14 de dezembro de 1918 Sidónio Pais Contrai matrimónio com Sidónio Pais em Fevereiro de 1895, e com ele tem cinco filhos. Quando o marido assume a Presidência da República, na sequência do golpe militar de Dezembro de 1917, permanece em Coimbra, onde o casal se fixara. Não participa em qualquer acto público nesse período e só se desloca ao Palácio de Belém uma única vez, no dia seguinte ao assassinato de Sidónio Pais, para velar o corpo do marido em câmara ardente.4 Mariana de Santo António Moreira Freire Correia Manuel Torres de Aboim do Canto e Castro<small>(1866–1946) 129x129px 16 de dezembro de 1918 5 de outubro de 1919 João do Canto e Castro Com origens aristocráticas e de educação profundamente católica e monárquica. Em Julho de 1891, contrai matrimónio com João do Canto e Castro, com quem virá a ter três filhos. Quando o marido aceita a chefia do Estado em 1918, apesar das suas convicções monárquicas, a primeira-dama vive o afastamento de muitos familiares e amigos, adeptos da causa monárquica. Mariana permanece em sua casa, mudando-se para o Palácio da Cidadela de Cascais, de Maio a Setembro de 1919, devido ao estado de saúde do marido.5 Maria Joana Morais Perdigão Queiroga de Almeida<small>(1885–1965) 147x147px 5 de outubro de 1919 5 de outubro de 1923 António José de Almeida Descende de uma família de abastados proprietários alentejanos. Contrai matrimónio com António José de Almeida em Dezembro de 1910, com quem vem a ter uma filha. Em 1916, envolve-se nas actividades da Cruzada das Mulheres Portuguesas, presidindo à Comissão de Assistência às Mulheres e Mães dos Mobilizados. O marido assume as funções de Presidente da República em Outubro de 1919. A visita de Leopoldo III da Bélgica, em Novembro de 1920, é uma das raras ocasiões em que Maria Joana está presente em cerimónias oficiais. Após a imposição da Ditadura Militar em Portugal, participa no movimento nacional de apoio às famílias dos presos, deportados e exilados, em Maio de 1928, tendo presidido à respectiva Comissão de Honra.6 Belmira das Neves<small>(1885–1967) 129x129px 5 de outubro de 1923 11 de dezembro de 1925 Manuel Teixeira Gomes Oriunda de uma modesta família algarvia, conhece Manuel Teixeira Gomes na sua terra natal e passam a viver em comum em 1899. Da união nascem duas filhas. Quando Teixeira Gomes é eleito para a Presidência da República, em 1923, Belmira das Neves decide permanecer em Portimão. Quando este parte para o exílio voluntário, dois anos depois, não mais se voltam a ver.7 Elzira Dantas Gonçalves Pereira Machado(2.ª vez)<small>(1865–1942) 133x133px 11 de dezembro de 1925 31 de maio de 1926 Bernardino Machado(2.ª vez) Após a recondução do seu marido às mesmas funções presidenciais em 1925, é novamente afastado pelo golpe militar de 28 de Maio de 1926. Elzira acompanha-o, como já havia feito da primeira vez, no exílio. Segunda República (1926–1974) # Primeira-dama(Nascimento–Morte) RetratoPeríodo em funções Presidente da República8 Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas(1878–1949) 144x144px 31 de maio de 1926 17 de junho de 1926 José Mendes Cabeçadas Casada com José Mendes Cabeçadas desde Março de 1911, com quem tem quatro filhas. Maria das Dores Cabeçadas vive com alguma preocupação a breve passagem do marido pela Presidência da Republica (por um período de apenas 17 dias) na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926. A oposição à ditadura que caracterizou a actividade de Mendes Cabeçadas a partir de então (e as represálias que a família sofre em consequência disso) são encaradas por ela com o ânimo possível.9 Henriqueta Júlia de Mira Godinho Gomes da Costa(1863–1936) 155x155px 17 de junho de 1926 9 de julho de 1926 Manuel Gomes da Costa Casa-se em 1886 com Manuel Gomes da Costa, de quem vem a ter três filhos. O casal muda-se para o Palácio de Belém quando o seu marido assume a chefia do Estado após o afastamento de Mendes Cabeçadas. A estadia termina cerca de três semanas depois com o contra-golpe de Óscar Carmona. Henriqueta e Gomes da Costa partem então para o exílio nos Açores.10 Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona(1878–1956)122x122px 16 de novembro de 1926 18 de abril de 1951 Óscar Carmona Casada com Óscar Carmona desde 1914, já depois do nascimento dos três filhos, Maria do Carmo torna-se uma presença constante ao lado do marido. Acompanha-o na recepção de destacadas figuras de visita a Portugal e em muitas das deslocações pelo país e às colónias. Dedica-se ainda a actividades de beneficência, assumindo, designadamente, a presidência de honra da Secção Auxiliar Feminina da Cruz Vermelha Portuguesa.11 Berta da Costa Ribeiro Arthur Craveiro Lopes(1899–1958) 141x141px 9 de agosto de 1951 5 de julho de 1958 Francisco Craveiro Lopes Conhece Francisco Craveiro Lopes em Moçambique, e casa com ele em Dezembro de 1918, na cidade de Lourenço Marques. O casal vem a ter quatro filhos. Sem gosto pelo protagonismo e com discrição, Berta Craveiro Lopes adapta-se progressivamente à situação aquando da passagem do marido pela Presidência da República. Não obstante, acompanha o marido nas diversas deslocações oficiais por Portugal e ao estrangeiro, ocasiões em que a sua figura elegante e carácter afável são unanimemente elogiados. Falece no Palácio de Belém no final do mandato do seu marido, em 1958.– vago 5 de julho de 1958 9 de agosto de 195812 Gertrudes Ribeiro da Costa Rodrigues Thomaz(1894–1991) 135x135px 9 de agosto de 1958 25 de abril de 1974 Américo Thomaz Casou com Américo Thomaz em Outubro de 1922, acabando o casal por ter três filhos. Com a eleição do marido para a Presidência da República em 1958, Gertrudes Thomaz adapta-se com rapidez à nova situação por já estar habituada a uma certa exposição pública, consequência do cargo de ministro da Marinha que Américo Thomaz ocupava desde 1944. É presença constante ao lado do marido, acompanhando-o nas suas deslocações oficiais, em Portugal e no estrangeiro, sendo-lhe conhecida a versatilidade da conversa e o bom gosto no vestir. Participa também em várias actividades de carácter benemérito e em festividades de carácter religioso. Segue para o exílio no Brasil na sequência do 25 de Abril de 1974 e do afastamento do marido das funções presidenciais, regressando a Portugal quatro anos mais tarde. Terceira República (1974–presente) # Primeira-dama(Nascimento–Morte) RetratoPeríodo em funções Presidente da República13 Maria Helena Martin Monteiro de Barros Spínola(1913–2002) 145x145px 15 de maio de 1974 30 de setembro de 1974 António de Spínola Casada com António de Spínola desde 1932, vai acompanhando o marido na vida determinada pela carreira militar deste e, na década de 50, inicia uma intensa actividade na Cruz Vermelha Portuguesa, chegando a pertencer à Direcção da Secção Auxiliar Feminina. Quando o marido assume a chefia do Estado após a Revolução de 25 de Abril de 1974, o casal continua a morar na sua residência particular e Maria Helena Spínola assiste, um pouco à margem, ao rumo dos acontecimentos. O Presidente renuncia ao cargo nesse mesmo ano, e é acompanhado pela esposa para o exílio, regressando a Portugal no Verão de 1976.14 Maria Estela Veloso de Antas Varajão Costa Gomes(1927–2013) 132x132px 30 de setembro de 1974 13 de julho de 1976 Francisco da Costa Gomes Casa-se com Francisco da Costa Gomes em Dezembro de 1952, com quem vem a ter um filho. Quando o marido é nomeado para ocupar as funções de Presidente da República no final de Setembro de 1974, o casal vê-se forçado a deixar a sua residência particular e a habitar no Palácio de Belém, por razões de segurança. A Primeira-Dama procura conferir alguma dignidade e conforto à nova morada, que desde há muito havia estado desocupada. Acompanha também o marido nas suas deslocações oficiais ao estrangeiro.15 Maria Manuela Duarte Neto Portugal Ramalho Eanes(1938–) 165x165px 14 de julho de 1976 9 de março de 1986 António Ramalho Eanes Licenciada em Direito, inicia a sua vida profissional no Ministério da Saúde e Assistência, transferindo-se depois sucessivamente para o Instituto de Obras Sociais e para o Ministério da Educação. Casa com António Ramalho Eanes em Outubro de 1970, numa cerimónia realizada na capela do Palácio de Queluz, com quem vem a ter dois filhos (o segundo dos quais nasce durante a Presidência do marido). Quando o marido é eleito Presidente da República, assume o seu papel de Primeira-Dama a tempo inteiro, acompanhando o marido em viagens oficiais no país e ao estrangeiro, recebendo chefes de Estado, conhecendo inúmeras personalidades do mundo artístico e cultural que visitam Portugal. Em 1983 é uma das fundadoras do Instituto de Apoio à Criança. No final do segundo mandato do marido, participa activamente na campanha eleitoral do Partido Renovador Democrático e na campanha presidencial de Francisco Salgado Zenha.16 Maria de Jesus Simões Barroso Soares(1925–2015) 127x127px 9 de março de 1986 9 de março de 1996 Mário Soares Conhece Mário Soares na universidade, e casam-se em Fevereiro de 1949, por procuração, quando este se encontra preso na Cadeia do Aljube. O casal vem a ter dois filhos. Inicia uma carreira como actriz profissional após concluir o curso de Arte Dramática no Conservatório Nacional. Na década de 50, licencia-se em Histórico-Filosóficas, após ser afastada do teatro em consequência do seu activismo contra o Estado Novo. É uma das fundadoras do Partido Socialista, sendo eleita deputada por três vezes após a Revolução de 25 de Abril de 1974. Quando o marido é eleito Presidente da República em 1986, Maria Barroso é presença constante ao seu lado, acompanhando-o em numerosas visitas oficiais no país ou no estrangeiro e assumindo o papel de anfitriã na recepção de chefes de Estado e de outras personalidades. Em simultâneo, assegura os seus próprios projectos de intervenção social e cultural (Colégio Moderno, Associação para o Estudo e Prevenção da Violência, Fundação Pro Dignitate, Presidência da Cruz Vermelha Portuguesa). Recebeu o epíteto de "A eterna primeira-dama".17 Maria José Rodrigues Ritta(1941–) 142x142px 9 de março de 1996 9 de março de 2006 Jorge Sampaio Casa com Jorge Sampaio em Abril de 1974, numa cerimónia civil; o casal tem dois filhos. Tem uma longa e bem-sucedida carreira na TAP, por 30 anos, ascendendo à direcção comercial da empresa. Em 1996, quando o marido toma posse como Presidente da República, Maria José Ritta decide deixar a TAP e assumir a tempo inteiro o papel de "colaboradora nú