José Otacílio Saboia Ribeiro (Fortaleza, — Rio de Janeiro, ) foi um arquiteto e político brasileiro.
Biografia
Era filho de Maria José de Saboia Bandeira de Melo e do magistrado Raimundo Francisco Ribeiro Filho. Pelo lado materno, era sobrinho de João Pedro de Saboia Bandeira de Melo, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Pelo lado paterno, era sobrinho de João Firmino Dantas Ribeiro, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, e neto do padre Raimundo Francisco Ribeiro. Era irmão do médico, político e escritor João Felipe de Saboia Ribeiro. Casou-se com Eulina.
Formou-se engenheiro arquiteto pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, turma de 1930.
Foi membro da Faculdade Nacional de Arquitetura e professor catedrático de Urbanismo, Arquitetura e Paisagismo. Foi também diretor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil.
Por indicação de Gustavo Capanema, foi nomeado prefeito de São Luís do Maranhão em 1936. Após ser empossado prefeito, se manifestou em mensagem à Câmara municipal:
O prefeito Otacílio instituiu uma comissão composta por representantes de diversos segmentos da sociedade, com o objetivo de elaborar um plano de remodelação para a capital. A iniciativa, porém, não foi bem recebida por alguns setores influentes, especialmente pela Associação Comercial, que passou a promover uma campanha difamatória contra sua gestão.
A controvérsia gerada em torno do projeto ganhou grandes proporções e culminou na exoneração de Otacílio do cargo de prefeito. Posteriormente, parte do plano foi implementada por seu sucessor, o prefeito Pedro Neiva de Santana, que administrou São Luís entre 1937 e 1945.
Simpatizava com o Integralismo, de Plínio Salgado, e por conta disso é preso em 1938 pela Ditadura Vargas. Mas é logo solto.
Em 1940 integra o Conselho Nacional de Estatística do IBGE, na seção de Estatística dos serviços urbanos.
Em meados da década de 1940, é nomeado pelo prefeito Filadelfo de Azevedo como membro da Comissão Consultiva de Urbanismo do Distrito Federal.
Foi contratado pelo prefeito Acrísio Moreira da Rocha (1948–1951) para elaborar o chamado Plano Diretor de Remodelação e Extensão de Fortaleza. A proposta previa o fim da mononucleação urbana, com a definição de zonas portuárias, industriais, comerciais e residenciais, além da criação de uma hierarquia viária, com abertura e alargamento de vias. Incluía ainda a implantação de avenidas nos leitos dos riachos Pajeú, Jacarecanga e Tauape, bem como a criação de áreas destinadas a parques, evidenciando preocupação com a preservação do sistema ecológico da cidade, entre outras medidas. Apesar de sua abrangência, o plano não chegou a ser implementado, em razão da pressão exercida por proprietários de imóveis.
Em 1953, foi o responsável pelo Projeto de Urbanização do Recreio dos Bandeirantes, que criou o bairro deste nome na cidade do Rio de Janeiro.
Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 30 de agosto de 1969.
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