Templo de Juno Lucina () era um templo da Roma Antiga dedicado à deusa Juno Lucina, protetora das parturientes, e localizado no monte Esquilino. Nele se celebrava a Matronália no dia 1 de março, dia de sua inauguraçãoGeorges Dumézil, La religione romana arcaica. Miti, leggende, realtà, III ed., Rizzoli, Milano, 2011, ISBN 978-88-17-86637-8, pagg.263-270..
História Antes da construção do templo no Esquilino, o culto de Juno Lucina já era realizado num bosque sagrado (, provavelmente a origem do epíteto "Lucina"). Varrão atribui a introdução deste culto em Roma a Tito Tácio, rei dos sabinosVarrão, De Lingua Latina V.49, 74.. O templo em si foi dedicado em 1 de março de 375 a.C..
Os historiadores romanos antigos relatam, de forma anacrônica, que o rei Sérvio Túlio (que é muito anterior à data da inauguração do templo) promulgou uma lei que obrigava o depósito de uma moeda no templo pelos pais por ocasião do nascimento de um filho para que se pudesse fazer uma estatística dos nascimentosDionísio de Halicarnasso, Antiguidades Romanas IV.15.
Em 190 a.C., o templo foi atingido por um raio, que danificou o frontão e as portasLívio, Ab Urbe Condita XXXVII.3.2. Em 41 a.C., o questor Quinto Pédio construiu ou restaurou um muro que provavelmente cercava ou o templo ou o bosque sagrado.
Algumas inscrições testemunham que o templo ainda existia no período imperial.
Localização Do templo em si não resta nenhum vestígio. Das fontes literárias, sabe-se que ele ficava na encosta setentrional do Esquilino, no interior do bosque sagrado no qual a deusa já era venerada. Plínio, o Velho, relata que na área do templo havia um antigo bosque de flores de lótus que seria anterior à construção do temploPlínio, História Natural 16, 235 (LXXXV).
Varrão afirma que o templo ficava num dos cumes do Esquilino, o Císpio, perto do sexto santuário dos argeusVarrão, De Lingua Latina V.50. Provavelmente ficava ligeiramente a oeste da moderna basílica de Santa Prassede, a nordeste da Torre dei Graziani (ou Torre Canterelli), em cujo entorno foram recuperadas inscrições relativas ao culto da Juno LucinaSamuel Ball Platner (completato e rivisto da Thomas Ashby), Aedes Junonis Lucinae, in A Topographical Dictionary of Ancient Rome, Londra, Oxford University Press, 1929, pagg. 288-289 (articolo disponibile on-line su LacusCurtius), , , , , , , , .. Provavelmente a área sagrada se estendia até o limite meridional da colina.
Bibliografia
Juno Lucina, Templo De Categoria:Juno (mitologia) Categoria:Esquilino