Tifanny Pereira de Abreu (Paraíso do Tocantins, 29 de outubro de 1984) é uma jogadora de voleibol brasileira que atua como oposto e ponteira. Foi a primeira transexual a disputar uma partida oficial da Superliga.

Biografia e carreira Nascida em uma família pobre de Conceição do Araguaia, no estado do Pará, não conheceu o pai e teve que ajudar a família desde muito jovem. É a mais nova de sete irmãos. Consciente de que não poderia contar com apoio financeiro em casa, foi através do vôlei que vislumbrou a chance de realizar seus sonhos de vida. Foi então que saiu de casa em busca de dinheiro para fazer a transição de gênero.

O debate sobre a transexualidade no esporte começou em 2015, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) autorizou transexuais no esporte, estabelecendo algumas condições. Entretanto, vale lembrar que em 2003 a organização já havia se manifestado em relação à importância da autonomia da identidade de gênero na sociedade.

Devido a uma atualização nas regras para a inscrição de atletas, prévia aos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, o COI deixou de exigir a cirurgia de redesignação sexual e passou a cobrar um ano de tratamento hormonal, em vez de dois anos. Para competir atualmente, a atleta que passar pela mudança de sexo, deve manter o nível de testosterona abaixo de 10nmol/L.

O documento em que o COI define as normas para a participação de transexuais assume que as condições podem ser reconsideradas a qualquer momento, caso novas descobertas médicas e científicas sejam feitas.

Antes de jogar em campeonatos femininos, entrou em quadra pela Superliga A e B no Brasil e em outros campeonatos masculinos nas ligas da Indonésia, Portugal, Espanha, França, Holanda e Bélgica. Enquanto defendia o clube JTV Dero Zele-Berlare da segunda divisão belga, resolveu concluir a transição de gênero.

No início de 2017, recebeu a permissão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para competir em ligas femininas. Foi quando defendeu o Golem Palmi, time da segunda divisão da Itália. Após esse período, retornou ao Brasil e usou a estrutura do Vôlei Bauru para aprimorar a parte física e voltar para a Europa. A atleta recebeu uma proposta e aceitou defender o time do interior paulista. A liberação para atuar na Superliga veio dois dias antes da estreia oficial, no dia 10 de dezembro, após exames da comissão médica da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Vida pessoal Após conseguir o dinheiro para realizar sua cirurgia – o custo total gira em torno de R$ 30 mil –, Tifanny abandonou a carreira no vôlei por não ter consciência de que poderia atuar por uma equipe feminina. A intenção era retornar ao Brasil após a transição e buscar uma nova carreira profissional.

Clubes Período Clube País Ref. 2008-09 Esmoriz 2010 UFJF 2011 UFJF 2014 JTV Dero Zele-Berlare 2017 Golem Palmi 2017 Vôlei Bauru 2021 - presente Osasco

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