L'Absinthe, conhecido em português como O absinto ou O Copo de Absinto ou também No Café, é uma pintura de Edgar Degas ambientada no Café de la Nouvelle Athènes, Place Pigalle de París. Este era o café frequentado por Degas, mas depois de sua mocidade preferiu o Café Guerbois.Christa von Lengerke, «Del Impresionismo al Art Nouveau» en Los maestros de la pintura occidental, Taschen, 2005, pág. 494, ISBN 3-8228-4744-5

Descrição Pintado em 1875-1876, e originalmente chamado de Dans un café –No café–, a obra representa duas figuras, uma mulher e um homem, ambos estão no centro da pintura e à direita, respectivamente. O homem, de chapéu, olha para a direita, para fora do quadro. Enquanto que a mulher, vestida formalmente, olha de forma distraída para baixo. Uma taça cheia de absinto, que também nomeia o quadro, encontra-se em frente a ela. A mulher é Ellen André, atriz, e o homem é Marcellin Desboutin, pintor e gravador.Ficha: «Edgar Degas - En un café.» Sitio web oficial del Museo de Orsay. Consultado el 1 de septiembre de 2015.

Os dois já estão embriagados pelo consumo de absinto, uma bebida alcoólica à base de Artemisia absinthium e de outras ervas, como o anis verde. Muito difundida entre a população dos países europeus da época e mais tarde proibida.

Apesar de Degas ter participado do movimento impressionista, a obra O absinto apresenta semelhanças com o realismo, tanto pela paleta de cores utilizada quanto pela retratação da figura humana em espaços internos. Degas, em contramão ao uso das cores e do movimento, captura nessa pintura uma imagem estática do cotidiano. SANTOS, Lorena Gabriele Bezerra dos. Aberturas imprevistas: uma análise da obra dans un café ou l’absinthe de Edgar Degas. 2023.

Degas buscou evidenciar a letargia do par por consequência da bebida, e não deixa de representar a marginalização e o isolamento, aludindo ao crescimento da isolação social em rápida expansão em Paris. Degas pintou os sujeitos quase que separados sobre a superfície visual, surgindo um vazio em sua metade.

Estas pessoas aparecem completamente alienadas, e cada uma simboliza um estado de ânimo distinto. A atriz está absorta em seus pensamentos e o pintor fuma um cachimbo e olha com ceticismo para o café, que está fora da perspectiva.

Bibliografia Conrad III, Barnaby; (1988). Absinthe History in a Bottle. Chronicle books. ISBN 0-8118-1650-8 Pp. 43-50 Phil Baker; (2001). The Book of Absinthe a Cultural History. Grove Press books. ISBN 0-8021-3993-0 Pp. 121-24 SANTOS, Lorena Gabriele Bezerra dos. Aberturas imprevistas: uma análise da obra dans un café ou l’absinthe de Edgar Degas. Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023.

Ligações externas Green Fairy: The symbol of liberté — Examina L'Absinthe como un ejemplo apropiado para el «miedo nervioso que los decadentes estilos del continente podrían tener de alcanzar las orillas de las islas Británicas». Museo de Orsay - Página web oficial

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