A Radiodifusão no Brasil começou oficialmente em 7 de setembro de 1922, no dia do centenário da Independência do Brasil, sendo a primeira transmissão um discurso do então Presidente Epitácio Pessoa, porém a instalação do rádio de fato ocorreu apenas em 20 de abril de 1923 com a criação da "Rádio Sociedade do Rio de Janeiro", idealizada por Roquette-Pinto. Ele tentou convencer o governo de comprar os equipamentos necessários da empresa Westinghouse, porém não obteve sucesso e a aquisição foi feita pela Academia Brasileira de Ciências.
Porém, a primeira transmissão data de 1893, feita pelo padre Landell de Moura. Em 1899, Landell fez a primeira transmissão com voz humana. Em 7 de abril de 1919, estudantes da Escola Superior de Eletricidade fundaram o Radio Clube de Pernambuco. miniaturadaimagem|esquerda|alt=Congresso de radiodifusão no Brasil em 1945. Na década de 1930 começou a era comercial do rádio, com a permissão de comerciais na programação, trazendo a contratação de artistas e desenvolvimento técnico para o setor. A primeira rádio foi a Rádio MEC, doada por Roquette-Pinto para o Ministério da Educação. Outros marcos foram a criação da Programa Nacional, da EBC, em 1935, e a Rádio Nacional, em 1940.
Rádio, fonografia e carreira de intérpretes Pesquisas sobre indústria fonográfica indicam que, já desde a Casa Edison e as primeiras gravadoras do início do século XX, o diálogo entre disco e rádio foi decisivo para a criação de um “mercado de música” moderno no Brasil. Na primeira metade do século XX, o rádio torna-se a principal vitrine para cantores e compositores, permitindo que intérpretes como Francisco Alves, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Carmen Miranda e, mais tarde, Angela Maria e Cauby Peixoto se convertessem em ídolos nacionais graças à combinação de discos e exposição constante em programas radiofônicos.
Com o surgimento das Radionovelas e da popularização da programação, na década de 1940, começou a chamada era de ouro do rádio brasileiro, que trouxe um impacto na sociedade brasileira semelhante ao que a televisão produz hoje.
Orquestras de rádio como laboratório musical
Na década de 1940, treze emissoras cariocas mantinham orquestras regulares, cinco só na Rádio Nacional, o que transformou o estúdio de rádio em um verdadeiro “laboratório” para arranjadores e instrumentistas, com produção diária de novas versões orquestrais de músicas populares. Maestros como Radamés Gnattali, Lyrio Panicali e Leo Peracchi desenvolveram, nesse contexto, uma escrita que combinava técnicas da música de concerto com ritmos populares, influenciando diretamente trilhas de cinema, bailes de cassino e gravações fonográficas nas décadas seguintes.
Com a criação da televisão, o rádio passa por transformações, os programas de humor, os artistas, as novelas e os programas de auditório são substituídos por reprodução de fonogramas e serviços de utilidade pública. Na década de 1960 surgiram as rádios FMS que trouxeram mais músicas para o ouvinte.
Ver também Internet no Brasil Televisão no Brasil
Ligações externas Chegada do rádio no Brasil completa 90 anos - O Globo Cem anos do rádio no Brasil - Agencia Brasil (EBC)
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