A Brigada de Assalto Azov (), conhecida anteriormente como o Regimento Azov (), Destacamento de Operações Especiais "Azov" () ou mais comumente chamado pelo seu nome antigo de até Setembro de 2014, Batalhão Azov (), é uma unidade da Guarda Nacional da Ucrânia, anteriormente sediada em Mariupol, na região costeira do Mar de Azov, de onde deriva seu nome. O grupo é controverso por suas origens como uma milícia paramilitar fundado por neonazistasFontes sobre o Batalhão Azov sendo neonazista incluem: e ultranacionalistas ucranianos. Foi fundada pelo ativista de extrema-direita Andriy Biletsky e luta à favor da Ucrânia contra as forças separatistas pró-Rússia na Guerra em Donbas e mais recentemente contra as Forças Armadas Russas durante a Invasão Russa da Ucrânia.

O grupo foi fundado em 2014 como um "Batalhão de Defesa Territorial" durante a Guerra em Donbas, foi formado por voluntários vindo de diversos grupos nacionalistas, criado para “preencher a lacuna” nas defesas militares ucranianas. Azov teve seu batismo de fogo ao recapturar a cidade de Mariupol em Junho de 2014. Em Novembro do mesmo ano, o Batalhão Azov foi integrado como parte formal da Guarda Nacional da Ucrânia, e foi reorganizado de um batalhão para um regimento. Em 2022, o grupo ganhou destaque novamente durante a Invasão Russa da Ucrânia por lutar contra as forças russas em Mariupol, principalmente pela sua defesa no sangrento Cerco de Mariupol. Onde após dois meses de combate intenso, a maioria do Regimento, incluindo seu líder Denys Prokopenko, se rendeu. Em 2023, os sobreviventes e ex-prisioneiros de guerra do Cerco de Mariupol que retornaram começaram a reconstruir e a Guarda Nacional anunciou que Azov seria expandido para uma Brigada como parte de uma iniciativa do Ministério do Interior da Ucrânia de formar forças de assalto em suas forças. A partir de abril de 2025, a brigada é parte 1º Corpo "Azov", uma formação recém-criada liderada pelo ex-comandante da Brigada Azov, Denys Prokopenko, junto com outras 3 brigadas da Guarda Nacional.

O Batalhão de Azov é muito mais que uma unidade militar, mas se transformou em um movimento político conhecido como o "Movimento Azov", que tem seu próprio partido político - o Partido do Corpo Nacional - duas editoras, acampamentos de verão para crianças, e tinha uma força de vigilância conhecida como a Milícia Nacional (Natsionalni Druzhyny), que patrulhava as ruas das cidades ucranianas ao lado da polícia. Sua ala militar tem pelo menos duas bases de treinamento e um vasto arsenal de armas, de drones e veículos blindados a peças de artilharia. É notável também por seu recrutamento de combatentes estrangeiros de extrema direita dos EUA e da Europa, bem como seus extensos laços transnacionais com outras organizações de extrema direita.

O Batalhão Azov é extremamente controverso, com o grupo sendo classificado como neonazista por diversos analistas, com suas tropas usando símbolos controversos, como a Wolfsangel em seu emblema. Além de alegações vários casos de abusos de direitos humanos e crimes de guerra na Guerra civil no leste da Ucrânia, principalmente em casos de torturas, estupros, saques, limpeza étnica e perseguição de minorias. O governo ucraniano foi duramente criticado por analistas e políticos estrangeiros por legitimar o Batalhão Azov. Em 2018, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que proíbe a venda de armas ao Batalhão Azov. O Escritório ONU para os Direitos Humanos denunciou o grupo. Enquanto a Rússia usou a legalização do grupo pelo governo ucraniano como casus belli para a invasão de 2022, inflando sua presença e influência dentro da Ucrânia para pintar a imagem de todo o governo e militares ucranianos como sob controle nazista. Por outro lado, o Regimento Azov e o governo ucraniano negam e denunciam a ideologia neonazista e vários especialistas e analistas políticos afirmaram que desde a sua integração na Guarda Nacional, Pesquisadores observam que, desde sua formação, o Azov passou por uma despolitização geral, agindo 'com consideravelmente menos neonazismo e extremismo', 'e incluindo muçulmanos, judeus e outras minorias em suas fileiras.

História 300px|miniaturadaimagem|Andriy Biletsky (esquerda) e voluntários do batalhão em Mariupol, Junho de 2014. Nessa época o Batalhão Azov ainda era comumente chamado de "Corpo Negro" ou os "Homens de Preto" devido à seus uniformes e máscaras todo pretos.

Fundação Durante as primeiras fases da Guerra em Donbas, as Forças Armadas da Ucrânia estavam mal preparadas, mal equipadas, com falta de profissionalismo, moral, espírito de luta e incompetência no alto comando, resultando em derrotas contra as forças separatistas. Como reação houve a formação dos "Batalhões de Defesa Territorial", milícias e grupos paramilitares formadas por civis voluntários, para “preencher a lacuna” nas defesas militares ucranianas. Muito desses grupos eram geralmente ligados por movimentos e partidos políticos, principalmente grupos nacionalistas que haviam se tornado espaço após o Euromaidan e a Revolução da Dignidade. Os batalhões foram regulamentadas pelo Ministério de Assuntos Internos como unidades de "Polícia de Patrulha de Tarefas Especiais."

O Batalhão Azov tem suas raízes em um grupo de torcida organizada de futebol (ultras) do FC Metalist Kharkiv chamado "Sect 82" (1982 é o ano de fundação do grupo). "We are trying to come to power through elections, but we have all sorts of possibilities" – as "Azov" becomes party, Hromadske.TV (13/10/2016) "Sect 82" era (pelo menos até setembro de 2013) aliado com os ultras FC Spartak Moscow. No final de fevereiro de 2014, durante a crise ucraniana de 2014, quando um movimento separatista estava ativo em Kharkiv, o "Sect 82" ocupou o prédio da administração regional da Oblast de Carcóvia em Kharkiv e serviu como uma força de "autodefesa" local. Logo, com base no "Sect 82", formou-se uma polícia de patrulha de tarefas especiais chamada "Eastern Corps". esquerda|miniaturadaimagem|150x150px|Insígnia do "Corpo Negro", usado pelo Batalhão Azov no começo

Andriy Biletsky, ativista político de extrema-direita, fundador e líder dos grupos radicais "Patriotas da Ucrânia" e "Assembleia Social-Nacional da Ucrânia" foi liberado da cadeia em Fevereiro após ser considerado um prisioneiro político do antigo governo. Biletsky usou de sua posição para formar uma milícia a partir de ativistas de seu partido para patrulhar as ruas de Kharkiv. Ajudando a polícia local e o Serviço de Segurança da Ucrânia a combater a agitação pró-russia. "We are trying to come to power through elections, but we have all sorts of possibilities" – as "Azov" becomes party , Hromadske.TV (13 October 2016) A milícia de Biletsky ficou conhecida como o "Corpo Negro" () e apelidado pela mídia ucraniana como os "Homens de Preto" ou "Homenzinhos pretos", uma alusão Homenzinhos verdes russos, devido ao seu sigilo e mistério, bem como o uso de uniformes e máscaras totalmente pretos em Kharkiv e depois em Mariupol. Em 14 de março, membros da organização militante pró-Rússia "Oplot" (que mais tarde se tornaria um batalhão militar separatista, e o chefe do ramo de Donetsk, Alexander Zakharchenko, se tornaria chefe da República Popular de Donetsk) e do movimento Anti-Maidan, armados com armas brancas e de fogo tentaram invadir a sede local do Patriotas da Ucrânia. O Corpo Negro retaliou com armas automáticas, e a situação se transformou em um tiroteio entre os dois grupos. Deixando dois mortos do lado russo. Naquela época, o "Corpo Negro" tinha cerca de 60 a 70 membros e eles estavam levemente armados.miniaturadaimagem|302x302px|Soldados do Batalhão Azov em 2014, patrulhando com um caminhão com blindagem improvisada

Em 13 de abril de 2014, o Ministro do Interior, Arsen Avakov, emitiu um decreto autorizando a criação de novas forças paramilitares de até 12.000 pessoas. Для урегулирования ситуация на Юго-Востоке МВД создает спецподразделения по охране общественного порядка , Arena.in.ua, 15 de Abril de 2014. O ex-Corpo Negro foi inicialmente baseado em Kharkiv, onde foi encarregado de defender a cidade contra uma possível revolta pró-Rússia, mas como a situação na cidade diminuiu e se acalmou, eles foram enviados para o leste da Ucrânia para ajudar no esforço de guerra. O Batalhão de Azov, usando "Eastern Corps" e o Corpo Negro como sua espinha dorsal, foi formado em 5 de maio de 2014 em Berdiansk, atribuindo o status de Polícia de Patrulha de Tarefas Especiais pelo Ministério do Interior da Ucrânia.miniaturadaimagem|293x293px|Soldados do Azov em combate acompanham um BMP-2 da Guarda Nacional da Ucrânia durante a Guerra em Donbas, 2014.Muitos membros do Patriotas da Ucrânia se alistaram no batalhão. Entre os primeiros patronos do batalhão estavam um membro do Verkhovna Rada, Oleh Lyashko, um ultranacionalista Dmytro Korchynsky, o empresário Serhiy Taruta e Avakov. O batalhão na época recebeu treinamento perto de Kyiv por instrutores com experiência da Forças Armadas da Geórgia.

Unidade de polícia voluntária O Batalhão teve seu batismo de fogo em Mariupol em maio de 2014, onde esteve envolvido em combate durante a Primeira Batalha de Mariupol como parte da contra-ofensiva para recapturar a cidade dos separatistas da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD). Em 13 de junho, juntamente com o batalhão voluntário Dnipro-1, eles retomaram os principais edifícios e redutos ocupados por separatistas, matando pelo menos 5 separatistas e destruindo um veículo blindado inimigo BRDM-2 e um caminhão blindado durante a batalha. Após a Batalha, Azov permaneceu como guarnição em Mariupol por um tempo, onde foram encarregados de patrulhar a região ao redor do Mar de Azov para impedir o tráfico de armas da Rússia para mãos separatistas.

Em 10 de junho, o batalhão demitiu o vice-comandante Yaroslav Honchar e se distanciou dele depois que Honchar fez declarações críticas sobre os saques e a devassidão do batalhão de Azov. Igor Mosiychuk tornou-se vice-comandante. miniaturadaimagem|282x282px|Funeral para membros do Batalhão de Azov mortos em combate, Agosto de 2014 Em junho de 2014, Anton Herashchenko (assessor do Ministro de Assuntos Internos) disse que estava planejado que o batalhão Azov teria uma força de 400 pessoas e o salário dos voluntários seria de 4.300 hryvnia ($360) Isso dá uma taxa de câmbio de $0,08409 por hryvnia (11.892 hryvnia = $1) em 25 de junho de 2014. por mês. Os soldados contratados recebiam 1.505 hryvnias por mês.

De 10 a 11 de agosto de 2014, o Batalhão Azov, juntamente com o Batalhão Shakhtarsk, o Batalhão Dnipro-1 e o Exército Ucraniano, apoiaram um ataque à cidade de Ilovaisk liderado pelo Batalhão de Donbas. O desempenho de Azov foi criticado por colegas membros do Batalhão Donbas e por um relatório posterior da comissão do Conselho Supremo da Ucrânia sobre os fracassos da Batalha de Ilovaisk, que criticou Azov por chegar com falta de pessoal e atrasado para a batalha, e não cobrir os flancos de outras forças. Durante o ataque inicial, Azov sofreu pesadas perdas. O Batalhão Azov ajudou a limpar a cidade dos separatistas e reforçar as posições ucranianas. No entanto, no final de agosto, eles foram redistribuídos para a guarnição de Mariupol, pois um destacamento de tropas das Forças armadas russas foi visto se movendo para Novoazovsk, localizado a 45 km de Mariupol. Mais tarde, as forças separatistas em Ilovaisk foram reforçadas por tropas das Forças Armadas Russas, que cercaram as forças ucranianas na cidade e as derrotaram. O comandante do Batalhão de Donbas, Semen Semenchenko, mais tarde acusou os militares e o governo ucraniano de abandoná-los deliberadamente por razões políticas, citando a retirada dos batalhões de Azov e Shakhtarsk como uma tentativa de iniciar lutas internas entre os batalhões voluntários.