Carmézia Emiliano (Maloca do Japó, Normandia, Roraima, 20 de abril de 1960) é uma artista plástica brasileira contemporânea. Indígena da etnia Macuxi, é considerada uma expoente da Arte Naïf, tendo participado das edições de 2014, 2012, 2010 e 2008 da Bienal Naïfs do Brasil. Carmézia Emiliano pinta essencialmente representações do cotidiano indígena em Roraima.
Vida Nascida na comunidade indígena de Maloca do Japó, mudou-se para Boa Vista (Roraima) em 1990, para trabalhar como empregada doméstica. Começou a pintar de forma autodidata a partir de 1992. Em 2005, conheceu Augusto Luitgards, que se tornou seu marchand e levou suas obras a circularem pelo país, participando de exposições e recebendo premiações.
Exposições individuais "Maloca Querida" na Intendência, em Boa Vista, Roraima, 2017; ‘‘Makushi, mulher, mãe e artista", em Boa Vista, Roraima, 2015; Exposição individual no Centro Multicultural da Orla Taumanan, em Boa Vista, Roraima, 2013 Exposição individual na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima, 2013 Exposição individual na Galeria de Arte Centro de Turismo Ecológico Refazenda, em Boa Vista, Roraima 2013 Exposição individual no Palácio do Planalto, Brasília, Distrito Federal, 2006 "Parixara", Memorial dos Povos Indígenas, Brasília, Distrito Federal, 2006 Exposição individual na Fundação Pró-Roraima, Boa Vista, Roraima, 2001 "Lendas, costumes e histórias do povo Macuxi" no SESC Roraima, Boa Vista, Roraima, 1996
Participação em exposições Participação na Bienal Naïfs do Brasil, Sesc Piracicaba (SP), 2014; Participação na exposição Primeiro Encontro de Todos os Povos, Centro Cultural União Operária, Universidade Federal de Roraima, 2013; Participação na Bienal Naïfs do Brasil, SESC Piracicaba (SP), 2012, com a obra "Corrida da Massa"; Participação na exposição "Índios", Espaço Cultural Casa do Neuber, Boa Vista, Roraima, 2012; Participação e premiação ("Prêmio Incentivo") na Bienal Naïfs do Brasil, SESC Piracicaba (SP), 2010, com as obras "Dança do Beija Flor" e "Cereia"; Participação na exposição "Cores da Terra: um olhar sobre a arte naïf brasileira”, Galeria do Centro Cultural da Casa Thomas Jefferson, 2010; Participação na exposição "Artistas Brasileiros - 2008", Senado Federal, Brasília, 2008; Participação na Bienal Naïfs do Brasil, SESC Piracicaba (SP), 2008, com as obras "Espremendo Caju" (que ganhou menção honrosa) e "Fazendo Panela"; Participação na exposição "Descobrindo o Brasil Naïf", acervo do Museu Internacional de Arte Naïf, Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal, Brasília, 2007; Participação na exposição "Arte Feminina, Substantiva e Plural", Shopping Casa Park, Brasília, 2007; Participação na exposição "Arte SESC", SESC Boa Vista (RR), 2007; Participação na exposição "Alma Brasileira: Uma mostra em homenagem ao talento muito peculiar dos artistas naïfs", Shopping Casa Park, Brasília, 2006; Participação na exposição "Festa no Interior", Shopping Casa Park, Brasília, 2006; Participação em exposição no Paiol da Cultura, Manaus, 2003; Participação na exposição coletiva em homenagem ao dia do pintor e do artista plástico, Secretaria de Educação, Cultura e Desportos do Estado de Roraima, 1999; Participação na exposição "Arte Roraima", Shopping Boa Vista e SESC/RR, 1998; Participação no I Salão de Artes Visuais do SESC/RR, 1996, onde obteve o terceiro lugar.
Prêmios Prêmio aquisição das obras "Parixara" e "Lenda do Monte", SESC Piracicaba (SP), passando as obras a fazer parte do acervo do SESC/SP; Obtenção do Prêmio de Notoriedade Cultural concedido pelo Governo do Estado de Roraima, 2003 Prêmio Buriti da Amazônia de Preservação do Meio Ambiente, categoria revelação, 1996.
Categoria:Artistas plásticos do Brasil Categoria:Artistas indígenas do Brasil Categoria:Mulheres indígenas do Brasil