Matilde Vázquez (Cambados, Pontevedra, 27 de março de 1905 - Madrid, 23 de abril de 1992) foi uma cantora soprano teatral espanhola de zarzuela e revista do século XX.

Trajetória profissional Desde a infância na sua terra natal, Cambados, demonstrou a aptidão pela música; tinha já uma voz de grandes qualidades para o canto. Aos treze anos, a sua família teve de se mudar para Madrid. Foi nesta cidade onde começou os primeiros passos no mundo teatral e musical, atuando primeiro em companhias amadoras. Mas como os seus dotes eram evidentes, a sua família quis que o músico e cantor Luis Iribarne lhe desse lições de música e de canto.

Seus começos profissionais na década de 1920 foram como cantora de cuplé passando depois ao género da revista na companhia de Celia Gámez onde interpretou La mujer chic (1925) e La deseada no teatro Martín de Madrid. Também tinha actuado como tiple de conjunto no Teatro Reina Victoria de Madrid com La bayadera (1924), uma opereta em três actos de Emmerich Calman. Mas as suas qualidades vocais eram muito superiores ao que se requeria para estas revistas pelo que cedo foi contratada para outro género de música: a zarzuela.

Entrou no mundo da zarzuela no teatro Fuencarral de Madrid com a obra La del Soto del Parral, dos compositores Reveriano Soutullo e Juan Vert, com o baritono Sagi Barba. O sucesso obtido foi tão grande que se converteu numa grande figura. Em abril de 1929 voltou a estrear uma obra de sucesso, Los claveles do maestro José Serrano Simeón, no teatro madrileno Fontalba, junto com o tenor Tino Folgar. No seu repertório não faltaram as obras do maestro Serrano e de Moreno Torroba.

Foi uma grande intérprete da zarzuela Doña Francisquita de Amadeo Vives no papel de Aurora la Beltrana, junto com o tenor Fleta no papel de Fernando. Quando esta obra foi levada ao cinema, contrataram-na para a protagonizar.

Em 1937 representou no teatro Pardiñas de Madrid mais zarzuelas de repertório: Luisa Fernanda de Moreno Torroba, Los claveles (obra muito solicitada) e Gigantes e cabezudos de Fernández Caballero. Com a companhia lírica deste compositor, levou a cabo uma série de digressões pela América hispânica durante os anos 1934 e 1935, representando nos teatros um bom repertório de obras já consagradas. No ano seguinte, representou junto a Miguel Fleta no teatro Novedades de Barcelona as obras Luisa Fernanda, Maria la tempranica, La Dolores e Doña Francisquita.

Após a guerra civil espanhola, continuou o seu trabalho como cantora em Madrid estreando em 1942 La Caramba de Moreno Torroba, no Teatro de la Zarzuela e a Polonesa em 1944 no teatro Fontalba; nestas atuações compartilhou reparto com o barítono Pedro Terol. Sua atividade teatral seguiu com sucesso na década de 1950 com La Lola se va a los puertos no teatro Albéniz e outras funções.

No ano 1955 interpretou La verbena de la Paloma na Corrala de Madrid e algumas outras obras noutros teatros, mas poucos anos depois retirou-se dos palcos e dedicou-se à pintura.

Tem discos gravados com Marcos Redondo, Juan García, Mateo Guitart e Pedro Terol.

Matilde casou-se com o famoso ventríloquo e pintor de Salamanca, Felipe Moreno, com quem teve uma única filha também chamada Matilde.

Obras de repertório Las castigadoras 1927. La del soto del parral 1928. La del manojo de rosas 1928 Los claveles 1929. La revoltosa. La caramba 1941. Polonesa no teatro Fontalba de Madrid, de Federico Moreno Torroba 1942. Curro Vargas de Ruperto Chapí.

Filmografia Doña Francisquita (1935) La última falla, Benito Perojo, 1940

Bibliografia

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