Cadencia: 1100tiros por minuto A ShKAS (Shpitalny-Komaritski Aviatsionny Skorostrelny, Shpitalny-Komaritski tiro rápido para aeronaves; ) é uma metralhadora de calibre 7.62 mm amplamente utilizada em aeronaves soviéticas na década de 1930 e durante a Segunda Guerra Mundial. Foi projetada por Boris Shpitalniy e Irinarkh Komaritsky, entranto em produção em 1934. A ShKAS foi utilizava na maior parte dos caças e bombardeiros soviéticos e serviu de base para o canhão ShVAK.

Descrição A ShKAS é uma metralhadora do tipo revólver operada a gás; possui uma única câmara na qual o pino atinge o primer (iniciador).

Um elemento chave da alta cadência de tiro da ShKAS é o tambor rotativo que mantém dez cartuchos e fornece uma remoção progressiva e muito suave dos cartuchos de sua cinta com ligação que se desintegra. Outro elemento é a porção de recuo leve da arma, que pesa apenas 921 gramas (2,07 lb).

Uma análise dos Estados Unidos desclassificada sobre o sistema de alimentação, baseado em modelos capturados durante a Guerra da Coreia, cita:Chinn, pp. 78-79 thumb|left|310px|Diagrama da operação do sistema de alimentação da ShKAS

(Ian V. Hogg chamou o sistema de alimentação da ShKAS de uma "gaiola de esquilos".)

Após analisar as partes menos incomuns da ShKAS, a fonte americana conclui:

Apesar da ShKAS ser bem conhecida por sua alta cadência de tiros, havia a possibilidade de atirar mais lentamente ao reduzir a pressão do gás. Isto era feito ao "mudar a posição dos orifícios no regulador de gás, que vem com orifícios de três diferentes tamanhos: 2.1 mm (1/12-inch), 2.5 mm (1/10-inch) e 3.2 mm (1/8-inch). Quanto menor o orifício utilizado, mais moderada é a cadência de tiros."Chinn, p. 80

Variantes thumb|right|ShKAS montada em uma torre A produção inicial consistia de uma ShKAS montada em asas ou torres, com uma versão sincronizada entrando em serviço no ano de 1936.

Em 1952 a inteligência ocidental havia identificado cinco diferentes modelos, todas incluindo o número "426" em suas marcas:Chinn, p. 72 um protótipo "426" apareceu em 1932 KM-33, em tarefas flexíveis, apareceu em 1933 KM-35, em tarefas flexíveis (1934) e montada em asas (1935) KM-36, em tarefas flexíveis (1935) e sincronizada com a hélice (1937); esta última tinha um cano extra longo Um modelo de 1941, montada em asas

"KM" significa "modelo construído", por exemplo, modelo de produção. A tarefa pretendida era marcada com as letras "T" para flexível, "K" para asas, e "S" para sincronizadas. A versão flexível era usualmente montada em uma cópia soviética do "anel Scarff".Chinn, p. 73 O modelo de 1937 tinha uma cadência de tiros pouco maior, de 2.000 tiros por minuto. A quantidade de munição normalmente levada era de 750 cartuchos para os modelos fixos e de 1.000 a 1.500 para os flexíveis.Chinn, p. 79

Os arquivos soviéticos indicam os seguintes volumes de produção, por ano:Shirokorad, p. 73; não há dados para 1936, 1939 e 1941–1942 1933 — 365 produzidas 1934 — 2.476 1935 — 3.566 1937 — 13.005 1938 — 19.687 1940 — 34.233 1943 — 29.450 1944 — 36.255 1945 — 12.455

Em 1939, um pequeno número de Ultra-ShKAS foram produzidas com uma cadência de tiros de 3.000 tiros por minuto, mas foi pouco utilizada devido a problemas de confiabilidade.

Efetividade A ShKAS foi o armamento de aeronaves de calibre de rifle com maior cadência de tiro em serviço na Segunda Guerra Mundial. Uma rajada de um segundo de quatro ShKAS de um Polikarpov I-153 ou Polikarpov I-16 colocava 120 projéteis dentro de 15 mil angular a 400 metros, dando uma densidade de tiro de 5 projéteis por metro quadrado do céu. Além disso, a ShKAS era incomumente leve; as quatro armas, com 650 cartuchos cada, pesava um total de apenas 160 kg (350 lb). A ShKAS não era, entretanto, uma arma livre de problemas. O técnico soviético de metralhadoras Viktor M. Sinaisky destacou:

Especificações da arma Cartucho: 7.62×54mmR Calibre: Cadência de tiro: 1.800 tiros/min montados em asa ou torre; 1.625 tiros/min sincronizada. UltraShKAS: 3.000 tiros/min. Velocidade de saída: 825 m/s Peso: vazia; com 650 cartuchos.

Especificações da munição 7.62 mm Apesar de baseada no cartucho 7.62×54mmR, as armas ShKAS utilizaram alguns construídos especialmente para ela para menores tolerâncias; para distinguir das munições 7.62 comuns, a letra em cirílico "Sh" (Ш) foi impressa na parte inferior dos cartuchos. Projetados por N. M. Elizarov, tinham algumas características adicionais, como uma dupla crimpagem e uma parede do cartucho mais espessa de construção "bimetálica" ao invés do tradicional cobre.Сергей МОНЕТЧИКОВ, ОРУЖЕЙНАЯ МАСТЕРСКАЯ: 7,62-мм ВИНТОВОЧНО-ПУЛЕМЕТНЫЕ ПАТРОНЫ, Bratishka 2012/1 O principal tipo do projétil utilizado era o perfurante-incendiário B-32.

Peso do projétil: 148 grãos (9,6 gramas) Peso do cartucho: 370 grãos (24 gramas) Coeficiente balístico: 2.100 kg/m² (3,0 lb/in²) Duração da munição traçante: 750 m (2.460 ft) Perfuração em blindagem: 11 mm (0,43 in) a 400 m (1.312 ft)

Possíveis influências Alguns historiadores militares consideram que o sistema de alimentação do Mauser MG 213C (o canhão de revólver seminal para projetos ocidentais) tenha sido inspirado pela ShKAS.George Chinn 1951, The Machine Gun: Development During World War II and Korean Conflict by the United States and their Allies of Full Automatic Machine Gun Systems and High Rate of Fire Power Driven Cannon, Volume III, Partes VIII e IX. p. 44

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Ver também Lista de armas de fogo Lista de armas da Segunda Guerra Mundial

Referências Notas

Bibliografia

Ligações externas

Foto da Ultra-ShKAS патроны для сверх пулемета

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