Manuel João Ribeiro Dixo, conhecido como João Dixo, (Vila Real, 22 de Outubro de 1941 – Coimbra, 6 de Agosto de 2012) foi um professor universitário e artista plástico português.

Biografia Filho de Manuel Maria Claro Dixo e de Maria Helena Fernandes Ribeiro, João Dixo foi viver com seus pais para a cidade do Rio de Janeiro, Brasil, no ano de 1949, tendo regressado a Portugal em 1957 para se focar na sua formação académica. Nos primeiros anos da década de 70, estudou, trabalhou e viveu em Paris, tendo nessa altura sido uns dos fundadores de um dos primeiros e mais importantes movimentos da arte moderna portuguesa, o Grupo Puzzle.

Formação Académica João Dixo iniciou a sua formação em 1961, ao ingressar na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP). Em 1962, tornou-se bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Durante o percurso académico, recebeu os prémios D. Ricardina da Costa e Rodrigo Soares, em 1965 e 1966, respetivamente. Em 1966 concluiu o Curso Complementar de Pintura (5.º ano), com a classificação máxima de 20 valores, distinção e louvor. Entre 1969 e 1970 frequentou o Curso de Ciências Pedagógicas na Universidade do Porto. Posteriormente, entre 1976 e 1977, foi subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian para realizar investigação artística e pedagógica em Paris, onde iniciou o doutoramento na Université Paris-Sorbonne, num programa reconhecido pelo Instituto Nacional de Investigação Científica.

Atividade Docente Iniciou a sua atividade docente em 1966, no 9.º grupo do Liceu D. Duarte, em Coimbra, onde lecionou até 1973. Paralelamente, entre 1966 e 1975, foi professor do Curso de Desenho do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. Em 1974 iniciou a docência na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP), onde permaneceu até 1997. Em 1987, tornou-se o primeiro Professor de Pintura do Centro de Arte de S. João da Madeira. Entre 1991 e 1998, foi responsável pelo grupo de Desenho do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Finalmente, entre 1994 e 2004, assumiu a direção da ARCA – Escola Universitária das Artes de Coimbra.

Exposições notáveis

Inviduais Sobre Histórias do meu País. 30 Trabalhos Gratuitos como Matéria-Prima permitindo-vos fazer Obras de Arte; L-55, Paris. Qui peint si peint / Qui regarde invente; Fundação Calouste Gulbenkian, Paris.

Coletivas IV Encontros Internacionais de Arte em Portugal; Museu José Malhoa, Caldas da Rainha. Expectativa de nascimento de um puzzle fisiológico-estético com pretensões a Grupo; Galeria Alvarez Dois, Porto.

Representado nas colecções

Banco de Portugal Banco Português do Atlântico (BPA) Banco Português do Investimento (BPI) Caixa Geral de Depósitos (CGD) Câmara Municipal de São Miguel, Açores Câmara Municipal de Vila Real Casa de Serralves (Museu de Arte Contemporânea), Porto Fórum da Maia, Maia Fundação Cupertino de Miranda, Famalicão Fundação Gulbenkian (Centro de Arte Moderna), Lisboa GEC ALSTHOM Instituto Português de Oncologia do Porto Museu Soares dos Reis, Porto Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante Museu José Malhoa, Caldas da Rainha Museu de Ovar, Ovar

Prémios, distinções e homenagens Em 2010, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal da cidade de Vila Real, atribuída no âmbito das comemorações do 85.º aniversário da elevação da cidade. Em 2014, foi homenageado nas comemorações do 234.º aniversário da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2025, foi novamente distinguido, a título póstumo, com a Medalha de Distinção do Centenário da Cidade de Vila Real.

Ligações externas Artigo no Diário de Notícias (2009). "A pintura não informa e convém não ser clara" Círculo Sede de Coimbra

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