Antônia Melo da Silva (1949) é uma ativista brasileira que luta pelas causas dos direitos humanos e conservação do ambiente. Natural do Piauí e vive no Estado do Pará desde a década de 1950, quando sua mãe Eliza Sabina de Melo e seu pai Gentil Lourenço de Melo se mudaram para Altamira, no ano de 1953. É um nome de referência na atuação na Amazônia, especialmente na região do Xingu, com um trabalho de mais de 35 anos na região.
É conhecida ativista de direitos humanos por sua atuação na cidade de Altamira, no Estado do Pará, local conhecido também por conflitos de terra e disputas agrárias e ambientais. É a mesma região onde Dorothy Stang foi assassinada em 2015.
Melo é liderança e fundadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre MORGADO, Cauê Vieira. Movimento Xingu Vivo Para Sempre: ações, reivindicações e estratégias. 2014. 136 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Belém, 2014. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido., coletivo de organizações e movimentos sociais em Altamira.Movimento Xingu Vivo para sempre. Disponível em:http://www.xinguvivo.org.br/quem-somos/; Antônia Melo se tornou um simbolo da luta contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu CORRÊA, S. As lutas e resistências do Movimento Xingu Vivo para Sempre diante do projeto hidrelétrico Belo Monte: o padrão de desenvolvimento da Amazônia em disputa. Tese de Doutorado. Campina Grande: PPGCS, 2014., o que lhe rendeu o Prêmio Ativismo Ambiental e de Direitos Humanos da Fundação Alexander Soros (ASF Award 2017).
A atuação de Antônia Melo na região, além da construção de Hidrelétrica de Belo Monte, enfrentou dois episódios muito marcantes na região: o assassinato Ademir Federicci, o Dema, e o caso do "meninos emasculados" de Altamira.
Origem e Trajetória Na década de 1950, seus pais se deslocaram do Ceará para o Piauí, estado onde nasceu em 1949. A migração para o Estado do Pará ocorreu motivada pela fama de que existia muita terra na região.
Em 1959, esteve em um internato de freiras, o Instituto Maria de Mattias. Atuou como professora na roça. Quando era professora, já era uma militante por melhores condições na localidade. Atua junto as Comunidades Eclesiais de Base , com base na teologia da libertação.
Em 1970, casou e foi morar na mesma casa onde residiu até 2015, em Altamira. Antônia Melo é mãe de cinco filhos. Em 1983, concluiu o curso de Magistério. Cria o "Comitê em Defesa das Crianças e Adolescentes de Altamira" e, mais tarde, o "Movimento das Mulheres do Campo e da Cidade". Em 1994, eleita primeira Conselheira Tutela em Altamira. Em 2004, Antônia Melo recebeu ameaça de morte por conta de seu trabalho na construção da reserva extrativista Terra do Meio em 2015, casa de Antônia Melo foi atingida pela construção de Belo Monte
Prêmios e Reconhecimento
Prêmio Fundação Alexander Soros/ ASF Award 2017 - Ativismo Ambiental e Direitos Humanos (2017). O Prêmio Fundação Alexander Soros para o Ativismo Ambiental e de Direitos Humanos, que reconhece anualmente ativistas que trabalham no âmbito do ambientalismo e dos direitos humanos, é escolhido por um comitê de nomeação composto pelo co-fundador da Global Witness, Patrick Alley; a Presidente da organização Human Rights Firts, Elisa Massimino; o estudioso dos direitos humanos [Neier|Aryeh Neier]; o Diretor-Executivo da Human Rights Watch Kenneth Roth e o advogado William Zabel. Antônia é a sexta pessoa a receber a premiação. Prêmio João Cauto (2013), O Prêmio João Canuto nasceu em 2004, é o reconhecimento do trabalho desenvolvido por pessoas ou instituições em prol dos Direitos Humanos.
Categoria:Mulheres ativistas do Brasil Categoria:Naturais de Piripiri (Piauí)