Escritório Ramos de Azevedo, oficialmente Escritório Técnico Ramos de Azevedo, foi o maior e mais longevo escritório de arquitetura do Brasil, criado pelo próprio arquiteto que lhe presta o nome, Ramos de Azevedo, que o dirigiu dentre a última década do século XIX e as três primeiras do século XX, período no qual o escritório chegou a empregar cerca de 500 funcionários. Além das construções na cidade de São Paulo e no interior do estado, o escritório também participava de todas as grandes licitações pelo Brasil. No ano de 2015, o Centro Cultural Correios São Paulo realizou uma exposição intitulada “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”.
História
Ramos de Azevedo era filho de uma família abastada e teve sua educação superior na Universidade de Gante, na Bélgica, onde se graduou como engenheiro e arquiteto em 1878. Retornando ao Brasil, abriu seu primeiro escritório profissional na cidade de Campinas, onde assinou diversos projetos. Já em São Paulo, montou seu escritório à Rua Boa Vista, chamado então de Escritório Técnico de Projeto e Construção, vindo a se tornar famoso não apenas pelas obras que realiza, mas também pelo numeroso grupo de engenheiros e arquitetos que, em conjunto, trabalham sob sua direção: Victor Dubugras, Domiziano Rossi, Anhaia Mello, Ricardo Severo e Arnaldo Dumont Villares, esses dois últimos, após a morte de Ramos de Azevedo, em 1928, criam a empresa Escritório Técnico Ramos de Azevedo, Severo & Villares S. A.
Obras Apesar de todas as obras do "Escritório Técnico Ramos de Azevedo" terem a assinatura de seu fundador enquanto era vivo, sabe-se que grande parte delas não foi diretamente projetada por ele. Dentre as principais obras de seu escritório, projetadas ou não por ele, constam:
Antiga Unidade Sampaio Viana da Febem e Área Verde (1910) Batalhão Tobias de Aguiar (1888-1891) Belvedere Trianon (1916) Casa Caetano de Campos (atual sede da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) (1890-1894) Casa das Rosas (1935) Catedral Metropolitana de Campinas (1807-1883) Cemitério da Consolação (frontão; anos 1900) Colégio Politécnico Bento Quirino (anos 1910) Colégio Sion (anos 1900) Colégio Técnico de Campinas (1918) Conjunto das Antigas Instalações da Escola Politécnica (1893) Edifício Lutetia (anos de 1920) Edifício Ramos de Azevedo (atual sede do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo) (1920) Edifícios sede da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo (1881-1894) Edifício Sete de Abril (1937-1939) Educandário Sagrada Família (1893) Escola Estadual Rodrigues Alves (1919) Estação Pinacoteca (1908-1914) Faculdade de Medicina da USP (1928-1931) Fazenda Pau d'Alho (anos 1890) Hospital Psiquiátrico do Juqueri em Franco da Rocha (1895-1898) Hotel Central em São Paulo (1915-1920) Instituto Oscar Freire (1919-1931) Mercado Municipal de Campinas (1908) Mercado Municipal de São Paulo (1928-1933) Palácio da Justiça de São Paulo (atual sede do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) (1920-1933) Palácio das Indústrias (atual Museu Catavento) (1911-1924) Palácio dos Correios (São Paulo) (1920-1922) Pinacoteca do Estado de São Paulo (1897-1905) Residências da Família Ramos de Azevedo (1891) Teatro Renault (1929) Theatro Municipal de São Paulo (1903-1911) Teatro Nelson Rodrigues(1910)
Leitura adicional LEMOS, Carlos Alberto Cerqueira. Ramos de Azevedo e seu escritório. Apresentação Francisco Romeu Landi, José Carlos Valente da Cunha. São Paulo: Pini, 1993. 165 p., il. p&b. color.
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