Patrícia Portela (Lisboa, 1974), é uma escritora portuguesa e autora de diversos projetos artísticos transdisciplinares. Vive temporadas em Portugal e na Bélgica. Licenciada em realização plástica do espetáculo pela Escola Superior de Teatro e Cinema (1995). Realizou um mestrado Master of Arts in european scenography pela Central Saint Martins College of Arts, em Londres, em parceria com a Utrecht Faculty of Theatre (1997) e um mestrado em filosofia pelo Instituto de Filosofia de Leuven (2016). Estagiou na European Film College de Ebeltoft, em documentário, argumento, edição de som (2000/2001). Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian realizou uma pós-graduação em arte, performance e teatralidade em APT – Antuérpia (Bolsa FCG Investigação Técnica e Artística 2002/03). Atualmente é candidata ao doutoramento em arte multimédia e filosofia na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Fundadora e membro da direção artística da Associação Cultural Prado em parceria com Isabel Garcez e Helena Serra desde 2003 e membro fundador do coletivo O resto e membro entre 1998 e 2000. Reconhecida nacional e internacionalmente pela peculiaridade da sua obra, recebeu vários prémios (dos quais destaca o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/F.C.G. para Flatland I – 2005, o Prémio Teatro na Década para Wasteband – 2003). Autora de vários romances e novelas como Para Cima e não para Norte (2008) Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE) ou Dias úteis (2017, considerado pelas revistas Sábado e Visão um dos melhores livros do ano), todos com a chancela Editorial Caminho. Participou no 46º International Writers Program em Iowa City em 2013 e foi a primeira Outreach Fellow da Universidade de Iowa City. Foi uma das 5 finalistas do Prémio Media Art Sonae 2015 com a sua instalação Parasomnia com a qual continua a circular pelo mundo, e foi a primeira bolseira literária em Berlim da Embaixada Portuguesa na Alemanha em 2016. Lecciona dramaturgia e imagem com regularidade em lugares como a Universidade do Minho, a Escola Superior de Teatro e Cinema e Forum Dança, em Portugal, ou a Universidade de Antuérpia, entre outros espaços de formação em performance alternativos.
É actualmente cronista no Jornal de Letras e no Fio da Meada na Antena 1.
Biografia “Nascida pela altura da Intentona das Caldas, Patrícia Portela aprendeu a respirar pouco antes da revolução. Interessou-se por livros e bonecos já livre da ditadura. Segue à risca a máxima grega transforma o mundo sem estrondo mas com esperança. Gosta de formigas físicas e meta-físicas, de viajar e de olhar e ouvir a filha.” Raul J. Contumélias.
Publicações
2016 A Coleção Privada de Acácio Nobre (Caminho) 2017 Dias Úteis (Caminho) 2016 Zoëlógica (Caminho) 2014 Wasteband (Caminho) 2015 Hortus Conclusus, edição de autor impressa à mão de 30 exemplares em parceria com Leslie Smith 2012 Banquete (Caminho) 2010 Robinson Crusoé (Bicho do Mato) 2008 Para Cima e Não Para Norte Caminho) 2008 Escudos Humanos, inserido na colectânea Panos (Culturgest) 2007 Odília ou a História das Musas Confusas do Cérebro de Patrícia Portela (Caminho) 1999 Se Não Bigo Não Digo (Fenda) 1998 Operação Cardume Rosa (Fenda)
Espetáculos/Instalações 2017 Je Suis Bovary, tertúlia, em parceria com Leonor Barata 2017 Por Amor, em parceria com Leonor Barata 2015 Parasomnia 2014 Fábulas Elementares, performance/lab>6, em parceria com Cláudia Jardim e Sónia Baptista 2010 A coleção Privada de Acácio Nobre Nobre em parceria com o artista sonoro Christoph de Boeck 2009 O Jogo das Perguntas >8, performance/jogo em parceria com Cláudia Jardim 2008 Anita Vai a Nada >8, em parceria com Cláudia Jardim/Teatro Praga 2007 Banquete em parceria com deepblue (Bélgica) 2006 Odília co-produção com Laika (Bélgica) 2006 Flatland Trilogy 2004 Flatland I 2003 Wasteband 2000 Lan Tao 1999 T5 1998 Operação Cardume Rosa 1997 One Spoke, One Smoked, One died com Jos Roddman e Henriette Benzacken (MA of arts).
Prémios Finalista do Prémio Media Art Sonae/MNACC com Parasomnia, 2015 Associação de Críticos de Teatro Portugueses 2006 (Menção Honrosa para Trilogia Flatland) Prémio Madalena Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian 2004 para Flatland I Menção Especial Bolsa Ernesto Sousa para Flatland I Prémio Madalena Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, 2003 (Menção Honrosa) para Wasteband Prémio Reposição Teatro na Década, C.P.A.I 2003 para Wasteband Prémio Teatro na Década 1998 para T5 Centro Nacional de Cultura - Revelação de Teatro pela Associação de Críticos de Teatro Portugueses e Navegadores Portugueses 94 de BD
Ligações externas
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