Atão () foi um nobre armênio (nacarar) do , membro da família Genúnio.
Nome
O nome Atão (, Atom) tem origem incerta. Foi registrado o nome de um cita, cuja leitura foi variadamente feita como Atamo () ou Atato (), dada a semelhança entre ambas as letras na inscrição. Ferdinand Justi, ao defender a primeira leitura, assumiu ter relação com o nome Atão (, Atom). Por outro lado, Hračʻya Ačaṙyan propôs a segunda leitura e assumiu ter relação com o nome Atato.
Contexto thumb|upright=1.05|esquerda|Dracma de
Em 428, os nacarares da Armênia peticionaram ao xainxá para que destronasse o rei e abolisse a dinastia arsácida. Para governar o país, Vemir-Sapor foi nomeado como marzobã e foi designado à tenência real. Vemir-Sapor morreu em 442, após uma administração considerada justa e liberal, na qual conseguiu manter a ordem sem ferir o sentimento nacional de frente. substituiu-o como marzobã. Vararanes permitiu a manutenção do cristianismo, enquanto procurava acabar com a influência do Império Bizantino sobre a Igreja da Armênia ao anexá-la à Igreja do Oriente. Contudo, seu filho e sucessor, , era um pietista masdeísta e se comprometeu a impor o masdeísmo na Armênia, exigindo que a nobreza apostatasse e fundando templos de fogo sobre igrejas.
Vida
thumb|upright=1.05|Dracma de thumb|upright=1.05|Soldo de
Atão era irmão de Arrastão. De acordo com Lázaro de Farpe, esteve presente no Concílio de Artaxata convocado pelo católico , o marzobã Vasaces Siuni, o asparapetes e o vitaxa da Marca da Ibéria . A intenção do encontro, ocorrido em 450 segundo Nicholas Adontz, era responder ao edito enviado por Mir-Narses, em nome de Isdigerdes, que exigia que a nobreza se convertesse ao zoroastrismo. Pouco depois, participou na embaixada de Maictes à corte de Constantinopla para solicitar apoio militar do imperador contra Isdigerdes II. Ao retornar, esteve entre os nobres que mantiveram-se fieis a Vardanes II, não aceitando seguir o pró-iraniano Vasaces I. Com a derrota da rebelião após a Batalha de Avarair de 26 de maio de 451, Atão esteve entre os nobres que foram à corte persa de Ctesifonte, onde, perante Isdigerdes, fez acusações contra Vasaces I e suas atitudes ímpias e dúbias. Depois disso, foi mantido em cativeiro na Hircânia com os demais armênios até 455.
Após Avarair, os armênios foram constantemente chamados pelos iranianos para expedições militares distantes e foram obrigados a aceitar o crescente poder dos apóstatas. No contexto, receberam bem o apelo da revolta de , que sublevou contra os persas. Em 481, participou ao lado de Arrastão na revolta contra o Império Sassânida liderada por na Armênia. Nesse ano, esteve na Batalha de Acorri, que opôs um pequeno contingente de 400 revoltosos e um exército de sete mil soldados liderados pelo marzobã Adar Gusnaspe , onde liderou com Arrastão a ala direita das tropas de Vaanes. Os irmãos quase conseguiram matar Gideão Siuni, um nobre armênio que aliou-se aos iranianos. Em 482, também lutou na Batalha de Narseapate contra o grande exército iraniano liderado por , que foi concluída com uma grande vitória armênia. Na ocasião, liderou a ala direita do exército.
Bibliografia
Categoria:Família Genúnio Categoria:Armênios do século V Categoria:Rebelião de Vardanes II Mamicônio Categoria:Rebeldes do Império Sassânida Categoria:Armênios do Império Sassânida Categoria:Rebelião de Vaanes I Mamicônio Categoria:Concílio de Artaxata