Restúnio (; ) foi uma família nobre (nacarar) de armênios.

Vida

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Os Restúnios possuíam terras na província de Vaspuracânia. Uma delas era o cantão de Restúnia na costa sul do lago de Vã, com a cidade capital de Vostã (moderna Guevaxe), a cidade-fortaleza de Altamar e Tosbe, certa vez Tuspa, a capital do Reino de Urartu. A outra era Besnúnia, ao norte do lago, obtida dos arsácidas após o extermínio da família Besnúnio. Moisés de Corene alude que os Restúnios eram um ramo da família Siuni, mas Cyril Toumanoff não acha possível. Os Restúnios tradicionalmente eram reconhecidos como relacionados ao divino Haico. Toumanoff pensa que a origem de seu patronímico tem relação com o nome régio Rusa (quatro reis urartitas) e por seu Estado ocupar o núcleo da antiga monarquia urartita, acha que eles têm ligação com essa monarquia. A Lista de Trono (, gahnamak) os menciona em 7.ª posição entre as casas nobres. A Lista Militar (, Zōrnamak), o documento que indica a quantidade de cavaleiros que cada uma das famílias nobres devia ceder ao exército real em caso de convocação, afirma que podiam arregimentar mil cavaleiros.

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Moisés de Corene afirmou que o general parta do Barzafarnes pertencia a essa família. Segundo o relato de Agatângelo, um príncipe Restúnio, listado em nono numa lista de precedência, participou no concílio convocado pelo rei no outono de 314. Em 338, no tempo de , , pai de Tazates, ajudou a lidar com a invasão de Sanatruces, chefe de masságetas e alanos, e a revolta independentista de Bacúrio, vitaxa de Arzanena. À época, Manachir foi "nomeado" um dos quatro comandantes-em-chefe da Armênia e ficou respondeu pela zona sul. Após sua morte, foi sucedido em sua posição por seu outro irmão Zora. Ele rebelou-se contra e causou o massacre de sua família, mas seu sobrinho Tazates, o último membro de sua família, é salvo.

Em 358, participou de uma embaixada a Constantinopla na qual foram libertados Genelo e Tirito, primos do rei . , filho de Tazates, casou-se com Amazaspui, a irmã de , e Vaanes, que foi martirizada em 363/4 ao se recusar a apostatar o cristianismo em favor do zoroastrismo. Ele participou na Batalha de Carenitis de 378 que opôs Manuel e o rei Varasdates e foi morto por certo Danune. No tempo que a Armênia esteve sob disputa entre o Império Bizantino e Império Sassânida, os Restúnios apoiaram mais o segundo. Em cerca de 449, é citado certo Artaces, convocado a corte de Ctesifonte pelo xá .

Em 505-506, no Primeiro Concílio de Dúbio, um príncipe Restúnio assinou as atas do concílio. No , Teodoro Restúnio serviu como mestre dos soldados no Império Bizantino e então governou a Armênia como patrício e príncipe (iscano) entre 643-645 em nome do imperador . Em 653/654, negociou a paz com o Califado Ortodoxo e foi reconhecido como chefe da Armênia pelos árabes até sua queda em 655. Em seguida, sua família entra em declínio, Restúnia foi perdida à família Mamicônio e então à família Arzerúnio e então os Restúnios se extinguem sob domínio árabe.

Notas

Bibliografia

Categoria:Família Restúnio