A Fortaleza de Ajiade (; ) foi uma cidadela otomana que ficava no topo de um morro com vista para a Grande Mesquita de Meca, no que é atualmente a Arábia Saudita. Construída no final do foi demolida pelo governo desse país em 2002 para o desenvolvimento do complexo multiuso Abraj Al Bait, gerando controvérsia internacional.
História A fortaleza foi construída em 1780 durante o período otomano com o objetivo de proteger a Caaba de Meca de criminosos e invasores. A fortaleza possuía área de aproximadamente no topo do morro de BulbulArticle no Arab News de 9 de janeiro de 2002 (a esporão de Jebel - "morro" ou "monte" em árabe - Kuda) com vista à Grande Mesquita de Meca. Os turcos otomanos governaram um vasto império que ia do norte da África à Península Arábica, passando pelos Bálcãs, mas desintegrou-se no início do , após a I Guerra Mundial quando a atual Turquia foi transformada em Estado secular.
No início de 2002, a fortaleza de Ajiade foi demolida e a maior parte do morro de Bulbul foi nivelada,Artigo no Arab News de 26 dezembro de 2001 de modo a limpar a área para o projeto de construção do Abraj Al Bait, orçado na época em 533 milhões de dólares.Artigo no Brunei Times de Pakinam Amer fem 15 de abril de 2007
Reações A destruição da estrutura histórica fomentou protestos internacionais, assim como dentro da Arábia Saudita. O ministro turco de Relações Exteriores, İsmail Cem İpekçi, assim como várias instituições, tentaram impedir a demolição.Artigo no People's Daily Online O deputado Ertuğrul Kumcuoğlu, do Partido da Esquerda Democrática chegou a propor um boicote a viagens à Arábia Saudita. O ministro turco da Cultura e Turismo condenou a destruição da fortaleza, comparando a ação à destruição dos Budas de Bamiyan e acusando o governo saudita de "continuar sua política de destruir as heranças otomanas."Turkish Ministry of Culture Announcement Retrieved 03-28-2008
A agência de notícias francesa Agence France-Presse (AFP) citou o ministro de Assuntos Islâmicos, Saleh bin Abdul-Aziz Al ash-Sheikh: "ninguém tem o direito de interferir no que vem sob a autoridade do Estado saudita". Em referência ao componente habitacional do plano, al-Sheikh adicionou que a região estava destinada a abrigar os peregrinos a Meca, e que isto "estava no interesse dos muçulmanos de todo o mundo".
Entretanto, a destruição deste e de outros patrimônios históricos criou mais controvérsia e críticas aos sauditas, ainda que tenham sido feitos planos de reconstruir a cidadela, conforme ordenado pelo rei Fahd em 2001:
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