Drastamate () foi um oficial eunuco do , ativo durante o reinado dos reis e .
Nome
Drastamate (, Drastamat), "bem-vindo", é um nome armênio de origem iraniana derivado de drust, "certo, bem, saudável" e -āmad, "veio".
Vida
thumb|upright=1.05|esquerda|Dinar de
As origens de Drastamate incertas, mas Fausto, o Bizantino afirmou que era um eunuco de origem nobre (nacarar). Serviu como hair (grão-camareiro) sob os reis ou e por sua lealdade e favor, foi designado osticano (governador) das fortalezas de Babila, em Sofanena, e Angle, em Ingilena, onde parte dos tesouros reais eram protegidos. Por conseguinte, recebeu o título honorário de príncipe de Ingilena, haja vista a dinastia principesca da região ainda existir e estar sujeita ao Império Romano como vassala deste a Paz de Nísibis de 298. Alega-se que seu coxim (assento) também era maior do que aquele de todos os outros nacarares.
Por sua relevância, quando Ársaces foi capturado em cerca de 363 pelo xá , Drastamate foi levado junto. No Império Sassânida, lutou com os iranianos na guerra contra o Império Cuchana, na qual salvou Sapor de ser morto quando foi cercado pelo inimigo e matou muitos cuchanas, trazendo a cabeça de vários campeões diante do xá. Ao retornarem ao Assuristão, onde a capital Ctesifonte estava localizada, Sapor disse-lhe que podia pedir o que quisesse e Drastamate teria retrucado:
Embora julgando ser um pedido incomum perante a lei imperial, Sapor consentiu e lhe entregou um guarda costas (pustipano) e uma epístola com o selo real para lhe permitir entrar na fortaleza, onde Ársaces estava preso, no Cuzestão. Ele soltou Ársaces das algemas de ferro nas mãos e pés e das correntes do pescoço. Lavou a cabeça e o corpo, vestiu-o com um manto nobre, sentou-se num sofá e reclinou-o. Diante dele, colocou comida condizente com reis e vinho, segundo o costume real. Reviveu e consolou-o e o fez feliz com menestréis. Na hora da sobremesa, colocou diante dele frutas, maçãs, pepinos e guloseimas para comer e deu-lhe uma faca para descascar e comer o que queria. Drastamate o estimulou muito, levantando e consolando-o. Mas quando Ársaces ficou embriagado, lamentou sua situação e enfiou a faca em seu coração. Quando Drastamate viu isto, agarrou a mesma faca e apunhalou-se, falecendo junto do rei.
Avaliação
Josef Markwart negou a possibilidade de que Drastamate ocupou os ofícios que lhe foram atribuídos no relato de Fausto, mas Cyril Toumanoff refutou sua argumentação. Nicholas Adontz, por conseguinte, negou sua existência considerando a improvável felicidade do seu nome no contexto. É possível que ele pertença à tradição épica vinculada ao conto do fiel vassalo.
Bibliografia
Categoria:Grão-camareiros da Armênia Categoria:Oficiais de Tigranes VII Categoria:Oficiais de Ársaces II da Armênia Categoria:Eunucos do Reino da Armênia (Antiguidade) Categoria:Armênios do século IV Categoria:Ingilena Categoria:Osticanos