Vorodes (; ; ; ) foi um oficial palmireno e vice-rei de Odenato . A sua origem é disputada, com alguns especulando que fosse palmireno e outros que fosse parta.

Nome

Orodes (, Orōdēs) é a forma grega do iraniano médio Verode / Urude (, Wērōd/Urūd). Sua etimologia é disputada, mas foi proposto que tenha se originado no iraniano antigo *Hurauda, "de forma acentuada". Foi registrado em persa médio como Viroi (Wīrōy), em parta como Virode (Wīrōδ), em persa novo como Viru () e em armênio como Vorote (, Vorot’).

Vida

thumb|esquerda|upright=1.05|Dracma de cunhado ca. 240-244

Vorodes é um nome de origem iraniana. Pensa-se que era refugiado parta na corte palmirena (após a destruição do Império Arsácida pelo Império Sassânida) ou o chefe de um partido pró-persa em Palmira. Apesar disso, o nome de seu filho, Ogeilo, era de origem árabe. Udo Hartmann nega que fosse parta e insiste que era um nobre palmireno. Quanto a seu nome Sétimo, que possui origem latina, lhe foi dado por Odenato. Vorodes reteve vários ofícios em Palmira, inclusive de administrador da justiça e notário público. Se sabe que Odenato enviou uma embaixada à Pérsia em data incerta e o emissário pode ter sido Vorodes. O xá , inimigo de Palmira, na inscrição Feitos do Divino Sapor lista os nomes dos oficiais estrangeiros que se submeteram; um deles era Viroi Vazarbade (Wīrōy Wāzārbed, "Orodes, chefe do bazar"), um equivalente persa de Vorodes. Isso levou a muita especulação sobre a identidade de Uarzabade, porém não há a existência de qualquer conexão entre eles e a relação é especulativa.

Vorodes aparece numa série de inscrições em estátuas encontradas em Palmira (datadas respectivamente de abril de 262, dezembro de 262, abril de 263, 265, 266 e 267) que foram dedicadas a ele. Em todas é descrito como procurador ducenário (procurador de segunda classe). Duas das inscrições foram dedicadas pelo senado e povo de Palmira, enquanto quatro delas foram dedicadas por seus amigos, que lhe chamam patrono: o estratego Júlio Aurélio Nebuzabades, filho de Soadu, filho de Haire; o homem egrégio Júlio Aurélio Sétimo Iade, filho de Alexandre, filho de Heranes, filho de Soraicu; Júlio Aurélio Sétimo Malcu, filho de Maloca, filho de Nassum; e o cavaleiro Júlio Aurélio Xalme, filho de Cassiano, filho de Manai. Numa delas, diz-se que Vorodes cuidou das caravanas às suas próprias custas e que os chefes dos mercadores louvavam-o por exercer brilhantemente sua função, bem como que gastou grandes somas de seus próprios cofres com os sacerdotes do deus Zeus-Bel.

Bibliografia

Categoria:Árabes do século III Categoria:Partas do século III Categoria:Império de Palmira Categoria:Argapetes