direita|miniaturadaimagem|Sal da mina de sal de Khewra, província de Punjab, Paquistão miniaturadaimagem|Sal do Himalaia O sal do Himalaia é um mineral extraído de uma rocha salina, ou halita, oriunda da região do Punjab, no Paquistão.

Inúmeras alegações de saúde têm sido feitas sobre sal do himalaia, mas não há nenhuma evidência científica de que seja mais saudável do que o sal de cozinha. Tais alegações são pseudocientíficas.

Geologia thumb|left|Sal do Himalaia O sal do Himalaia é extraído das montanhas da Cadeia Salífera, na borda sul de um cinturão de dobramentos e cavalgamentos que se encontra sob o Planalto de Pothohar, ao sul do Himalaia, no Paquistão. O sal do Himalaia provém de uma espessa camada de evaporitos do Ediacarano ao Cambriano inicial da Formação da Cadeia Salífera. Esta formação geológica consiste em halita cristalina intercalada com sais de potassa, sobreposta por marga gipsífera e intercalada com camadas de gesso e dolomito com raras camadas de xisto betuminoso que se acumularam entre 600 e 540 milhões de anos atrás. Esses estratos e as rochas sedimentares do Cambriano ao Eoceno sobrejacentes foram empurrados para o sul sobre rochas sedimentares mais jovens e erodidos para criar a Cadeia Salífera.

História A lenda local atribui a descoberta dos depósitos de sal do Himalaia ao exército de Alexandre, o Grande. No entanto, os primeiros registros de mineração são do clã Janjua no século XIII. O sal é extraído principalmente na Mina de Sal de Khewra, em Khewra, Distrito de Jhelum, Punjab, Paquistão, que está situada no sopé do sistema montanhoso da Cadeia Salífera entre o Rio Indo e a Planície de Punjab.The Salt Range and Khewra Salt Mine. whc.unesco.org. Acessado em 19 de outubro de 2021. É exportado principalmente a granel e processado em outros países para o mercado consumidor.

thumb|Cristais de sal do Himalaia

Composição mineral O sal do Himalaia é um sal de cozinha. Existe um equívoco comum de que o sal do Himalaia tem menos sódio do que o sal de cozinha convencional, mas os níveis são semelhantes. A análise de uma série de amostras de sal de Khewra mostrou que elas continham entre 96% e 99% de cloreto de sódio, com presença vestigial de cálcio, ferro, zinco, cromo, magnésio e sulfatos, todos em níveis seguros variáveis abaixo de 1%.

Alguns cristais de sal desta região têm cor branca a transparente, enquanto os minerais traços em algumas veias de sal conferem-lhe uma cor rosa, avermelhada ou vermelho-beterraba.

Nutricionalmente, o sal do Himalaia é semelhante ao sal de cozinha comum. Um estudo sobre sais cor-de-rosa na Austrália mostrou que o sal do Himalaia contém níveis mais elevados de vários oligoelementos em comparação com o sal de cozinha, mas que os níveis eram demasiado baixos para ter significado nutricional sem uma "ingestão excessivamente elevada", ponto em que qualquer benefício nutricional seria anulado pelos riscos do consumo elevado de sódio. Uma exceção importante é o mineral essencial iodo. O sal de cozinha comercial em muitos países é suplementado com iodo, e isso reduziu significativamente os distúrbios por deficiência de iodo. O sal do Himalaia não oferece este benefício, a menos que seja iodado.

Usos O sal do Himalaia é usado para temperar alimentos. Devido principalmente aos custos de marketing, o sal rosa do Himalaia é até 20 vezes mais caro do que o sal de cozinha ou o sal marinho. As impurezas que lhe conferem a sua distinta tonalidade rosa, bem como o seu estado não processado e a falta de agentes antiaglomerantes, deram origem à crença não fundamentada de que é mais saudável do que o sal de cozinha comum. Não há base científica para tais supostos benefícios à saúde. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) advertiu um fabricante de suplementos alimentares, incluindo um composto por sal do Himalaia, para descontinuar a comercialização dos produtos usando alegações não comprovadas de benefícios à saúde.

Lajes de sal são usadas como travessas de servir, pedras de forno e chapas, e também é usado para fazer copos de tequila. Nesses usos, pequenas quantidades de sal são transferidas para os alimentos ou bebidas e alteram o seu perfil de sabor.

thumb|upright|Lâmpada de sal Também é usado para fazer que irradiam um tom rosado ou alaranjado, fabricadas colocando uma fonte de luz no interior oco de um bloco de sal do Himalaia. Alegações de que seu uso resulta na liberação de íons que beneficiam a saúde não têm fundamento científico. Alegações cientificamente não comprovadas semelhantes fundamentam o uso de sal do Himalaia para revestir as paredes de spas, juntamente com o seu uso para tratamentos de inalação de sal em spas. As lâmpadas de sal podem ser um perigo para os animais de estimação, que podem sofrer envenenamento por sal depois de lambê-las.

Impacto das tensões comerciais entre Índia e Paquistão Em 2025, o comércio de sal rosa do Himalaia enfrentou uma grande interrupção devido às renovadas tensões geopolíticas entre Índia e Paquistão. Após o ataque terrorista de Pahalgam em abril de 2025, no qual 26 indivíduos — todos turistas hindus indianos — foram mortos, o Governo da Índia impôs uma proibição à importação de todos os produtos do Paquistão, incluindo os que passavam por países terceiros. Esta medida levou a uma paralisação imediata do comércio transfronteiriço de sal rosa.

A Índia era um dos maiores mercados para o sal rosa do Himalaia, tradicionalmente originário da Mina de Sal de Khewra, no Paquistão. Durante décadas, os importadores indianos trouxeram milhares de toneladas por trimestre para atender à demanda, com o sal sendo amplamente utilizado em práticas culinárias, produtos de bem-estar e rituais religiosos — particularmente por hindus durante períodos de jejum, devido à sua origem não marinha.

A proibição não apenas interrompeu as cadeias de abastecimento na Índia, mas também resultou em perdas económicas significativas para os exportadores paquistaneses, muitos dos quais dependiam fortemente da demanda indiana para sustentar as operações em grande escala de sal rosa.

Ver também Lista de tópicos considerados pseudociências

Referências

Ligações externas

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