miniaturadaimagem|direita|alt=Cartaz do filme Pollyanna de 1920, baseado no romance homônimo que deu origem ao "Princípio de Pollyanna"|Cartaz do filme Pollyanna de 1920, baseado no romance homônimo que deu origem ao "Princípio de Pollyanna" A Síndrome de Poliana (também chamado de Polianismo ou tendência à positividade) é a tendência que as pessoas têm de se lembrarem mais facilmente de coisas agradáveis do que de coisas desagradáveis. Estudos indicam que, no nível inconsciente, a mente tem tendência para se focar no otimismo; enquanto no nível consciente, tem tendência para se concentrar no negativo. Este preconceito inconsciente para o lado positivo é muitas vezes descrito como a Síndrome de Poliana e é semelhante ao efeito Forer.http://apsychoserver.psych.arizona.edu/JJBAReprints/PSYC621/Forer_The%20fallacy%20of%20personal%20validation_1949.pdf Forer BR (1949). The fallacy of personal validation: A classroom demonstration of gullibility Journal of Abnormal and Social Psychology. 44, 118-123

História O nome deriva do livro Pollyanna, de 1913, de Eleanor H. Porter, que descreve uma garota que faz o "jogo da felicidade" ("gladness game") - procurando encontrar algo de que se alegrar em todas as situações.Eleanor Hodgman Porter became a remarkable woman of history O romance foi adaptado várias vezes no cinema e na televisão. Um uso anterior do nome "Pollyanna" na literatura sobre psicologia foi em 1969 por Boucher e Osgood, que descreveram uma hipótese de Pollyanna como uma tendência humana universal para usar palavras positivas com mais frequência e de forma diversa do que palavras negativas na comunicação. Evidências empíricas para essa tendência foram fornecidas por análises computacionais de grandes corpos de texto.

A "Síndrome de Pollyanna" foi descrito por Margaret Matlin e David Stang em 1978 usando o arquétipo de Pollyanna, mais especificamente como uma síndrome psicológica que retrata a tendência positiva de que as pessoas têm quando pensam no passado. De acordo com a Síndrome de Pollyanna, o cérebro processa informações que são agradáveis e confortantes de uma maneira mais precisa e exata em comparação com informações desagradáveis. Na verdade, tendemos a lembrar de experiências passadas de maneira mais positiva do que realmente ocorreram. Eles descobriram que as pessoas se expõem a estímulos positivos e evitam estímulos negativos, levam mais tempo para reconhecer o que é desagradável ou ameaçador do que o que é agradável e seguro, e relatam que encontram estímulos positivos com mais frequência do que realmente fazem. Matlin e Stang também determinaram que a recordação seletiva era uma ocorrência mais provável quando a recordação era atrasada: quanto maior o atraso, mais recordação seletiva ocorreu.

A síndrome de Pollyanna também foi observada nas redes sociais online. Por exemplo, usuários têm preferência por compartilhar informações positivas e são mais frequentemente afetados de maneira emocional por elas.

No entanto, a Síndrome de Pollyanna nem sempre se aplica a indivíduos que sofrem de depressão ou ansiedade, que tendem a ter um realismo depressivo ou um viés negativo.

Ver também

Retrospectiva idílica Viés de confirmação Viés da autoconveniência Pensamento desejoso

Referências

Biblliografia

Categoria:Vieses cognitivos Categoria:Figuras de linguagem Categoria:Princípios