thumb|right|300px|O projeto irá fracassar se um dos membros for atropelado por um ônibus?
O fator ônibus (também conhecido como fator loteria, fator caminhão, ou fator circo) é uma medida do risco resultante da falta de compartilhamento de informações e capacidades entre os membros de uma equipe, derivado da frase "caso eles sejam atropelados por um ônibus".
O conceito é semelhante à ideia muito mais antiga de risco de pessoa-chave, mas considera as consequências da perda de especialistas técnicos essenciais, em vez de executivos financeiros ou gerentes (que são, em teoria, substituíveis mediante o custo de um seguro). Para que o fator ônibus seja eficaz, a pessoa deve ser essencial e insubstituível; a perda de uma pessoa substituível ou não essencial não resultaria em um efeito de fator ônibus.
O termo foi aplicado inicialmente ao desenvolvimento de software, onde um membro da equipe pode criar componentes críticos ao sistema escrevendo código que tenha bom desempenho, mas que não seja legível por outros membros da equipe, como trabalhos que não foram documentados, compartilhados, criptografados, ofuscados ou publicados. Dessa forma, um componente crítico seria efetivamente perdido como consequência direta da ausência desse membro da equipe, tornando-o, portanto, fundamental. Ou seja, se esse componente fosse essencial para o avanço do projeto, o projeto ficaria paralisado.
Definição O "fator ônibus" é o número mínimo de membros da equipe que precisariam desaparecer repentinamente de um projeto para que ele fosse paralisado.
A expressão "ser atropelado por um ônibus" descreve uma pessoa que morre ou, de outra forma, desaparece repentinamente do projeto. É usado para descrever hipotéticos desaparecimentos futuros se utilizando de humor mórbido. Os membros da equipe não precisam literalmente ser atropelados por um ônibus para que o fator ônibus se aplique: inúmeros eventos podem ocorrer em que um membro da equipe pode ser repentina e substancialmente impedido de trabalhar no projeto, incluindo, mas não se limitando a abandono de emprego, licenças médicas, licenças parentais e mudança de estilo de vida.
História Uma das primeiras citações a esse tipo de risco foi feita por Michael McLay quando perguntou publicamente, em 1994, o que aconteceria com a linguagem Python se Guido van Rossum fosse atropelado por um ônibus.
Estudos realizados em 2015 e 2016 calcularam o fator ônibus de 133 projetos populares do GitHub. Os resultados mostram que a maioria dos sistemas tem um fator ônibus pequeno (65% têm fator ônibus ≤ 2) e que o valor é maior que 10 para menos de 10% dos sistemas.
Melhorando o fator ônibus Em muitos projetos de desenvolvimento de software, um dos objetivos é compartilhar informações para melhorar o fator ônibus, idealmente aumentando para o tamanho de toda a equipe. Um bom fator ônibus significa que muitos indivíduos sabem o suficiente para continuar e o projeto ainda pode ter sucesso mesmo em eventos muito adversos.
Diversas maneiras de melhorar o fator ônibus foram propostas: Reduzir a complexidade, Documentar todos os processos e manter essa documentação atualizada, Incentivar o treinamento cruzado.
Ver também Memória organizacional
Leitura complementar
Categoria:Gestão do conhecimento Categoria:Terminologia informática