Filippe Medeiros Poubel (Niterói ou São Gonçalo, 26 de abril de 1981) é um empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). Está no segundo mandato como deputado estadual do Rio de Janeiro.

Biografia É pai de três filhos. Seu irmão, Gláuber Poubel, é vereador de São Gonçalo, e seu primo e padrinho, Fábio Poubel, é vereador do Rio de Janeiro.

Carreira política Em 2012, concorreu pelo PSD ao cargo de vereador de Maricá, no qual conquistou 725 votos, não sendo eleito. Em 2016, foi eleito vereador pelo DEM no mesmo município com votos, antes de ser expulso do partido por seu apoio a Jair Bolsonaro. Em 2018, foi eleito deputado estadual pelo PSL com votos. Em 2022, foi reeleito pelo PL com votos.

Segundo seu perfil no site da ALERJ, suas bandeiras incluem o combate à corrupção, melhorias nas condições de trabalho dos profissionais da segurança pública, valores da família e do "cidadão de bem".

Em dezembro de 2017, quando era vereador, Poubel foi atingido por uma pedra arremessada em sua cabeça enquanto protestava contra o ex-presidente Lula, no dia em que este visitava Maricá.

Poubel foi acusado de agressão duas vezes. Em julho de 2018, sua ex-esposa o acusou de bater na ex-sogra, e sua assessoria chamou a denúncia de "armação petista". Em janeiro de 2022, foi acusado de agredir um engenheiro em uma boate onde é sócio, em Cabo Frio, e afirmou em nota ter sido provocado e agredido por ele.

Em 2022, foi condenado por espalhar notícias falsas sobre a mãe de uma das vítimas da Chacina do Jacarezinho, assinou um acordo para pagar uma indenização a ela, e não pagou a última parcela no prazo, em janeiro de 2023.

Em agosto de 2023, a ALERJ instalou a Comissão de Combate à Desordem Urbana, tendo Poubel como membro. Os membros da comissão realizaram ações contra blitzes de trânsito e depósitos de carros rebocados irregulares, o que os levou a sofrer ameaças.

Sob o pretexto de fiscalizações da comissão, o deputado também se envolveu em diferentes incidentes, o primeiro destes em setembro de 2023, quando postou nas redes sociais vídeos gravados no estacionamento da UERJ, junto aos deputados Alan Lopes e Rodrigo Amorim, que afirmaram apurar denúncias de exploração comercial irregular do local em dias de jogos no Maracanã. Os três foram acusados de abuso de poder e calúnia a servidores, e decisões judiciais os proibiram de ingressar nos espaços da UERJ, ou realizar fiscalizações em universidades sem autorização da assembleia ou ordem judicial.

Em outubro de 2023, o Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal do Rio protocolou uma notícia-crime contra Filippe Poubel, Alan Lopes, Rodrigo Amorim e o vereador Rogério Amorim, acusando-os de abuso de autoridade em uma ação de fiscalização na Avenida Brasil, alegando que servidores do órgão teriam sido agredidos e intimidados.

Em fevereiro de 2024, votou a favor do fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de possuir ligações com milicianos.

Em outubro de 2024, foi condenado a indenizar um médico por danos morais, decorrentes de uma exposição não autorizada e vexatória nas redes sociais após uma "fiscalização surpresa" na UPA de Engenho de Dentro. Em dezembro do mesmo ano, tornou-se líder da bancada do PL na assembleia.

Poubel, Lopes e Amorim foram os autores do projeto do Estatuto das Blitzes, que regula as fiscalizações de trânsito no estado e tornou-se lei estadual em julho de 2025.

Em dezembro de 2025, votou a favor da soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da ALERJ, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho.

Dias depois, o Hospital Municipal Miguel Couto instaurou uma sindicância para apurar a suposta emissão de um atestado médico falso para Poubel, que teria sido utilizado por ele para tentar adiar uma audiência em um processo dele contra João Pires, então secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro. Ambos já haviam trocado críticas mútuas. Pires denunciou Poubel ao Ministério Público, acusando-o de falsidade ideológica; o deputado declarou ter sido atendido online por suspeita de COVID-19 e que o médico teria se equivocado ao registrar o atestado pelo hospital.

Em junho de 2026, Poubel foi condenado em uma ação inibitória, junto a Lopes e Amorim, por terem realizado uma "fiscalização surpresa" não autorizada em um hospital de Campos dos Goytacazes e desacatado servidores municipais, em outubro de 2023. Os três foram proibidos de repetir a ação em instalações municipais sem autorização prévia.

Desempenho eleitoral +AnoCargoPartidoVotosResultadoRef.2012Vereador de MaricáPSD7252016Vereador de MaricáDEM2018Deputado estadual do Rio de JaneiroPSL2022Deputado estadual do Rio de JaneiroPL

Ligações externas

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