Renata da Silva Souza (Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1982) é uma jornalista, redatora, feminista negra, militante dos direitos humanos e política brasileira, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Está no segundo mandato como deputada estadual do Rio de Janeiro.
Formação Renata Souza é nascida e criada na Favela da Maré, Zona Norte do Rio. É jornalista, formada com bolsa integral pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e pós-doutora em Mídia e Cotidiano pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Renata foi a primeira da sua família a ingressar no ensino superior.
Comunicadora popular, ela atuou por mais de 15 anos em diferentes favelas para inserir a luta em defesa da vida na pauta da comunicação comunitária.
Carreira política Atuou por mais de uma década na defesa dos direitos humanos participando de movimentos sociais. Fez parte do mandato de Marcelo Freixo na ALERJ, trabalhando com a Comissão de Direitos Humanos da assembleia. Com a eleição de Marielle Franco à Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 2016, assumiu a chefia do gabinete do mandato dela.
Deputada estadual Primeiro mandato miniaturadaimagem|Vídeo narrado por Marcelo Freixo para a campanha de Renata Souza a deputada estadual, em 2018 Em 2018, Renata Souza foi eleita deputada estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), se tornando a mais votada da esquerda no estado com votos. Desde então, ela denuncia sofrer episódios de violência política de gênero, desinformação e ameaças.
Em outubro de 2019, um projeto de sua autoria para instituir um programa de prevenção ao suicídio de policiais no estado foi aprovado na assembleia e sancionado pelo governador Wilson Witzel. Em março de 2020, tornou-se a primeira mulher negra a presidir a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.
Foi candidata pelo PSOL à prefeitura do Rio nas eleições de 2020, com apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Unidade Popular (UP). Obteve o sexto lugar no pleito, com votos (3,24% dos válidos).
Em janeiro de 2021, um projeto seu, junto a Dani Monteiro e Martha Rocha, para dar prioridade às investigações de crimes contra crianças e adolescentes, foi aprovado na ALERJ e sancionado pelo governador Cláudio Castro.
Segundo mandato miniaturadaimagem|Renata Souza em entrevista à TV ALERJ, em 2023 Foi reeleita deputada estadual em 2022 com votos, sendo a terceira mais votada no estado.
Em fevereiro de 2023, a ALERJ aprovou um projeto de autoria das deputadas que compuseram a CPI do Feminicídio de 2019 na assembleia, entre elas Renata Souza, para determinar aos serviços estaduais de atendimento à mulher, em casos de violência doméstica, o uso do formulário "Frida", voltado à avaliação do grau de risco e das condições físicas e emocionais da vítima; Castro o sancionou no mês seguinte. Em outubro do mesmo ano, outro projeto seu, para o governo estadual instalar "Tendas Violetas" contra a violência sexual em eventos artísticos e culturais em espaços públicos, tornou-se lei.
Em fevereiro de 2024, votou contra o fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de ter ligações com milicianos. Em setembro de 2024, um projeto de sua autoria para criar um programa de aquisição de alimentos oriundos de pequenos agricultores e pescadores artesanais foi aprovado e sancionado.
Concorreu a vice-prefeita do Rio de Janeiro em outubro de 2024, na chapa de Tarcísio Motta, que obteve o terceiro lugar.
Em dezembro de 2025, votou contra a soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da ALERJ, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho.
Em abril de 2026, a assembleia aprovou um projeto de sua autoria, junto a Dani Balbi, para reconhecer com um selo empresas que permitirem a funcionários acompanhar filhos e dependentes em compromissos de saúde e escolares.
Em junho de 2026, Renata Souza denunciou ao Tribunal Superior Eleitoral casos de violência política de gênero documentados desde 2019, acusando em particular o deputado estadual Rodrigo Amorim, que, no último incidente, afirmou que ela teria "fetiche" nele. Deputados do PL a acusaram do mesmo por sua resposta imediata à declaração, em que citou a deputada Sarah Poncio, e a removeram da presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da ALERJ, o que ela considerou como uma tentativa de interditar sua atuação política. No fim de junho, uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça, devolveu a presidência da comissão a Renata Souza, que argumentou que a remoção violou o regimento da assembleia e tentou silenciar a oposição.
No mês seguinte, ela lançou o livro "Feminicídio Político", sobre a violência contra mulheres em posições de poder.
Desempenho eleitoral AnoEleiçãoCandidata aPartidoColigação/FederaçãoVotos%ResultadoRef2018Estadual no Rio de JaneiroDeputada estadualPSOLMudar é Possível (PSOL, PCB)0,93%2020Municipal no Rio de JaneiroPrefeitaPSOLUm Rio de Esperança (PSOL, PCB, UP)3,24%2022Estadual no Rio de JaneiroDeputada estadualPSOLFederação PSOL REDE (PSOL, REDE)2,02%2024Municipal no Rio de JaneiroVice-prefeitaPSOLO Rio merece Mais (PSOL, REDE, PCB)4,20%
Obras Cria de Favela: Renata Souza, Editora NPC, ISBN 978-85-93117-09-1. 6 de setembro de 2018 Feminicídio político, Dandara Editora, . 21 de julho de 2026
Ligações externas
Perfil da deputada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
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