As eleições para o XXI Knesset foram realizadas em 9 de abril de 2019, para formar um novo parlamento em Israel. Como nenhum partido conseguiu garantir uma maioria mínima para governar, uma nova eleição foi convocada para setembro do mesmo ano.

Antecedentes Avigdor Lieberman criticou um projeto de lei (apoiado por partidos ultraortodoxos) que dispensaria estudantes da Torá do serviço militar nas Forças de Defesa de Israel. Meretz e Yesh Atid enviaram uma proposta em 12 de março para dissolver o Knesset. Eleições antecipadas, no entanto, não ocorreram.

Lieberman eventualmente deixaria o governo liderado por Benjamin Netanyahu em oposição ao acordo de cessar-fogo com o grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Isso deixou a coalizão do governo com 61 assentos no parlamento (de um total de 120). O Lar Judaico anunciou em 16 de novembro que abandonaria o governo se Naftali Bennett não recebesse o cargo de Ministro da Defesa, anteriormente ocupado por Lieberman. Posteriormente, no entanto, Bennett decidiu permanecer no governo como Ministro da Educação, evitando o colapso da coalizão. Porém, problemas como o alistamento dos ultraortodoxos continuaram, e levaram à dissolução do parlamento e à convocação de eleições marcadas para 9 de abril de 2019.

Sistema eleitoral

Os 120 assentos do Knesset são eleitos por um sistema de lista fechada proporcional em uma única circunscrição. A cláusula de barreira dessa eleição é de 3,25%. Na maior parte dos casos, isso equivale a um mínimo de quatro assentos por partido, mas, em ocasiões raras, um partido poderia eleger três parlamentares.

Principais partidos +PartidoLíderIdeologiaEspectroLikudBenjamin NetanyahuConservadorismo, Liberalismo económicoCentro-direita/DireitaPartido TrabalhistaAvi GabbaySocial-democracia, Sionismo trabalhistaCentro-esquerdaHadash - Ta'alAyman OdehComunismo, Nacionalismo árabeExtrema-esquerdaLista Árabe Unida - BaladMansour AbbasInteresses da minoria árabe, Nacionalismo árabePega-tudoAzul e BrancoBenny GantzLiberalismo, SionismoCentroKulanuMoshe KahlonSocial-liberalismo, Liberalismo económicoCentro/Centro-direitaDireita UnidaRafi PeretzSionismo religioso, Nacionalismo sionistaDireita/Extrema-direitaShasAryeh DeriConservadorismo social, Populismo de direitaDireita/Extrema-direitaJudaísmo Unido da ToráYaakov LitzmanJudaísmo ortodoxo, Sionismo religiosoDireita/Extrema-direitaYisrael BeitenuAvigdor LiebermanInteresses da minoria russa, ConservadorismoDireitaMeretzTamar ZandbergSocial-democracia, AmbientalismoCentro-esquerdaNova DireitaNaftali BennettConservadorismo, NacionalismoDireitaZehutMoshe FeiglinLibertarismo, SionismoDireitaGesherOrly LevySocial-liberalismo, IgualitarismoCentro/Centro-esquerda

Resultados Oficiais +PartidoVotos%+/-Deputados+/-Likud1 140 3703,065Azul e Branco1 125 88117,3124Shas258 2750,251Judaísmo Unido da Torá249 0490,792Hadash - Ta'al193 293 -Partido Trabalhista193 44214,2413Yisrael Beitenu173 0041,091Direita Unida159 4683,043Meretz156 4730,301Kulanu152 7563,956Lista Árabe Unida - Balad143 66 -3Barreira de 3,25%Nova Direita138 598NovoNovoZehut118 031NovoNovoGesher74 701NovoNovoOutros (com menos de 1,00%)34 686Votos Inválidos30 764Total4 340 253Eleitorado/Participação6 339 2793,88Fonte

Análise e formação do governo Likud do primeiro-ministro em funções Benjamin Netanyahu voltava a vencer as eleições com uma votação reforçada em relação a 2015, mas obtinha o mesmo número de deputados que a coligação liberal Azul e Branco liderada por Benny Gantz. Este resultado deixava a balança do poder nos partidos mais pequenos, com especial destaque para os diversos partidos religiosos.

Após meses de impasse com os desentendimentos sobre o serviço militar dos Ultra-Ortodoxos a voltarem a ser um entrave para a formação de um novo governo, o Knesset e foram convocados eleições antecipadas para Setembro.

Ligações externas Site oficial do Comitê Eleitoral Central de Israel

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