thumb|254px|direita|Logotipos de algumas criptomoedas.
O mercado de criptomoedas no Brasil está em análise para a ser mais fiscalizado. A Receita Federal planeja a primeira medida para regulamentar as moedas virtuais no país, em um esforço para cobrar impostos de quem negocia criptomoedas como o Bitcoin e fazendo as corretoras (exchanges) a prestar informações sobre todas as transações de compra e venda, assim tentando conter o uso da tecnologia para lavagem de dinheiro. Já ocorreram fraudes financeiras vultosas no país, envolvendo criptomoedas falsas como a Kriptacoin (um esquema em pirâmide que lesou investidores em aproximadamente 250 milhões de reais em 2017).
A Receita Federal estima que já existam mais brasileiros movimentando criptomoedas do que investindo na bolsa, por exemplo, na B3, são 800 mil investidores cadastrados. Além disso, o mercado de Bitcoins movimentou mais de R$ 8 bilhões no país apenas no ano passado. O Fisco vê a medida como uma maneira de cobrar impostos de quem trabalha com criptomoedas.https://olhardigital.com.br/noticia/vem-ai-a-primeira-medida-de-regulacao-de-criptomoedas-no-brasil/80336
Desde 2019, a Receita Federal exige a prestação de informações sobre operações com criptomoedas por meio da Instrução Normativa RFB nº 1.888/2019, que obriga as exchanges a reportar ao Fisco todas as transações acima de R$ 30,00. Para o ano-calendário 2025, contribuintes com criptoativos cujo valor de aquisição supere R$ 5.000,00 são obrigados a declará-los na ficha de Bens e Direitos (Grupo 08) do programa IRPF.
Dentre as criptomoedas criadas no Brasil cita-se: Blood Donation Coin, MartexCoin, CriptoReal, Lunes, ZCore, Niobio Cash, Nelore Coin, JEDALs.
Toda esta adesão fez o mercado cripto/blockchain crescer no país e, de acordo com uma pesquisa realizada pela Global Digital Report, o Brasil foi classificado com o quinto país do mundo com maior quantidade de usuários de Bitcoin e outras criptomoedas. Segundo os dados levantados, cerca de 8,1% dos brasileiros entre 16 e 64 anos possui alguma criptomoeda, colocando a nação à frente dos Estados Unidos, Japão, China e também acima da média mundial que está em torno de 5,5%.
BRZ Em setembro de 2020, a criptomoeda brasileira BRZ atingiu um marco importante ao ser considerada a stablecoin com o maior volume de negociação do mercado. Entre julho e agosto de 2020, a stablecoin brasileira movimentou R$ 620 milhões em negociações de balcão. No final de 2020, a Transfero Swiss, emissora da BRZ, divulgou o primeiro relatório de auditoria das reservas em moeda fiduciária mantidas como colateral da stablecoin. O relatório foi assinado pelos escritórios CMT Law e FMC Law, atestando uma reserva total de R$ 47,653 milhões, equivalente a 106% do total de 45 milhões de BRZ existentes. No início de 2021, a stablecoin expandiu sua atuação, anunciando integração com a blockchain Solana, que é considerada mais veloz e econômica do que o Ethereum, que é mais robusto mas sofre com problemas de escalabilidade.
Stablecoin Alliance e criptomoeda brasileira A Stablecoin Alliance, uma organização sem fins lucrativos, foi criada por cinco países que se uniram para acelerar a adoção de stablecoins em todo o mundo. A aliança é formada pela Indonésia, Canadá, Turquia, Europa e Brasil. O Brasil está sendo representado pela criptomoeda brasileira BRZ, a Turquia pela BiLira, Europa pela EURS, Indonésia com Rupiah Token e Canadá com Stablecorp.
ABCripto e autorregulação A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) foi criada em 2017 e reúne empresas do setor que atuam no Brasil, como Foxbit, Novadax e Mercado Bitcoin. Em 2020, a entidade lançou um código voltado à autorregulação do setor, seguindo modelos de outros países.
Regulação pelo Banco Central Após a aprovação da Lei nº 14.478/2022, o Banco Central do Brasil passou a atuar como órgão responsável pela regulação dos prestadores de serviços de ativos virtuais.
Em 2025, o Banco Central publicou normas específicas que regulamentam a autorização, funcionamento e supervisão dessas entidades, consolidando o quadro regulatório do setor no país.
Moeda digital do Banco Central (Drex) O Drex é a iniciativa de moeda digital do banco central brasileiro, desenvolvida pelo Banco Central do Brasil como parte de um projeto de infraestrutura financeira digital baseada em tecnologia de registros distribuídos.
O projeto tem como objetivo ampliar a eficiência do sistema financeiro, facilitar a tokenização de ativos e permitir novos modelos de negócios baseados em contratos inteligentes.
Portais de notícias Com o advento do uso e popularização das criptomoedas no Brasil, diversos portais nacionais de notícias especializados surgiram, como o Livecoins, Portal do Bitcoin e CriptoFácil.
Ver também Criptoanarquismo Economia da informação em rede Economia digital Liberdade econômica Lista de criptomoedas Moeda privada Sistema bancário livre Teoria quantitativa da moeda
Ligações externas "Moedas Virtuais no Brasil: como enquadrar as criptomoedas" - Revista da Procuradoria-Geral do Banco Central Lançamento da Associação Brasileira de Criptomoedas
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