miniaturadaimagem|Dalila Teles Veras no Centro Cultural Alpharrabio Dalila Teles Veras, nascida Dalila Isabel Agrela (Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, 1946), é uma escritora, poeta e ativista cultural luso-brasileira, com destacada atuação nos campos da poesia, crônica e ensaio memorialístico. Reside no Brasil na cidade de Santo André.

Biografia Dalila Teles Veras nasceu em 1946, no Funchal, Ilha da Madeira, Portugal. Emigrou para o Brasil ainda na infância, passando a viver em Santo André, no estado de São Paulo, onde construiu sua trajetória literária e cultural. Iniciou sua atuação cultural nos anos 1980, tendo fundado em 1982 o Grupo Livrespaço de Poesia, ativo até 1993. O grupo organizava oficinas, recitais, semanas culturais e publicava livros, sendo uma importante iniciativa de promoção da literatura na região do ABC paulista.

Em 1992, fundou a Alpharrabio Livraria, Editora e Espaço Cultural, em Santo André – SP. A Alpharrabio se consolidou como um polo de resistência cultural e divulgação das artes, da literatura e do pensamento crítico. Desde então, a escritora e sua família dirigem o espaço, promovendo atividades literárias, artísticas e formativas.

Dalila publicou dezenas de livros, especialmente nos gêneros poesia, crônica e ensaio memorialístico. Sua obra mais recente é Opções para Morrer no Espaço (Patuá Editora, 2022). Também teve textos publicados em revistas, coletâneas e antologias no Brasil e no exterior.

Em junho de 1991, participou do Colóquio "Imprensa de Língua Portuguesa no Mundo", realizado em Paris e promovido pela UNESCO, onde apresentou a comunicação intitulada "A Imprensa Alternativa no Brasil como resistência cultural".

Foi colaboradora do projeto "O Escritor nas Bibliotecas" (1993/1994), da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Atuou ainda como diretora e secretária-geral da União Brasileira de Escritores (UBE) em três gestões, entre 1986 e 1992, além de ter integrado o conselho da entidade entre 1994 e 1996. Também é conhecida por seu ativismo político e cultural.

Em 2019, foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do ABC (UFABC), em reconhecimento à sua contribuição à cultura e à literatura.

Dalila também integra o coletivo literário feminista Mulherio das Letras.Justiça de Saia. Arte Contra a Barbárie: mulheres resistem na poesia

Prêmios e Reconhecimentos

Semifinalista do Prêmio Loba 2025 com a obra "Opções para morrer no espaço" publicado pela Editora Patuá. Em 2025, Dalila Teles Veras foi homenageada no 2º Encontro Multicultural do ABC, pela UFABC com o espetáculo Canções para Dalila. Semifinalista do Prêmio Oceanos na categoria poesia com a obra "Opções para morrer no espaço" publicado pela Editora Patuá. Em 2025, Dalila Teles Veras foi homenageada na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), na Casa Gueto. A homenagem destaca sua trajetória literária e sua contribuição para a literatura luso-brasileira. Em 2019, foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do ABC (UFABC), em reconhecimento à sua contribuição à cultura e à literatura. Em 2002, recebeu o título de Cidadã Andreense, honraria concedida a personalidades nascidas em outros municípios, estados ou países, em reconhecimento à sua relevância e às contribuições prestadas à cidade. Em 1991, a revista portuguesa Visão a descreveu como um dos "Dom Quixotes brasileiros", pela sua postura de enfrentamento às normas literárias hegemônicas e defesa de uma bibliodiversidade.

Publicações

Opções para morrer no espaço (poesia, 2024) Fuga e urgências (poesia, 2022) Tempo em fúria (poesia, 2019) A mulher antiga (poesia, 2017) 70 anos poemas leitores (poesia, 2015) Solidões da memória (poesia, 2015) Estranhas formas de vida (poesia, 2013) Retratos falhados (poesia, 2008) Seduzir para a poesia - trajetória do Grupo Livrespaço 1983–1994 (organização, 2008) Pecados (poesia, 2006) Solilóquios (poesia, 2005) Poesia do intervalo (poesia, 2005) Alpharrabio 12 anos - uma história em curso (2004) Vestígios (poesia, 2003) À janela dos dias - poesia quase toda (2002) Diuturnos (diário literário do ano 2000) Minudências (diário, 2000) As artes do ofício - um olhar sobre o ABC (crônicas, 2000) A vida crônica (crônicas,1999) Poética das circunstâncias (poesia, 1996) A palavraparte (poesia, 1996) Forasteiros registros nordestinos (poesia, 1991) Elemento em fúria (poesia, 1989) Madeira: do vinho à saudade (poesia, Funchal, Ilha da Madeira/PT: José António Gonçalves editor, 1989) Inventário precoce (poesia, 1983)

Lições de tempo (poesia, 1982)

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