The Oregonian é um jornal diário com sede em Portland, no estado de Oregon, nos Estados Unidos, pertencente à Advance Publications. É o jornal de publicação contínua mais antigo da costa oeste dos Estados Unidos. Foi fundado por Thomas J. Dryer em 4 de dezembro de 1850 como semanário e passou a sair diariamente em 1861. É o jornal de maior circulação do Oregon e o segundo maior do Noroeste Pacífico em circulação. É também um dos poucos jornais dos Estados Unidos voltados para a cobertura de todo um estado. A edição dominical é publicada com o título The Sunday Oregonian. A edição regular circulou como The Morning Oregonian de 1861 a 1937.
The Oregonian recebeu em 2001 o Prêmio Pulitzer de Serviço Público, a única medalha de ouro concedida anualmente pela organização. A equipe do jornal e seus redatores também receberam outros sete prêmios Pulitzer, o mais recente deles o de Escrita Editorial, em 2014.
No fim de 2013, a entrega residencial foi reduzida a quartas, sextas, sábados e domingos, embora exemplares impressos continuassem disponíveis diariamente em bancas e máquinas de venda. Em janeiro de 2024, as edições impressas de segunda, terça e quinta-feira deixaram de ser publicadas.
História miniatura|Prensa Ramage usada para imprimir o primeiro Oregonian miniatura|Primeira prensa a vapor usada pelo Oregonian, instalada em 1862, mais de um ano depois do início da edição diária. Foi usada até 1871 e depois pelo Hillsboro Argus pelo menos até 1911.
Fundação Um ano antes da incorporação da pequena cidade de Portland, em 1851, futuros líderes da nova comunidade decidiram criar um jornal local, visto como requisito para o crescimento urbano.H. W. Scott, History of Portland, Oregon: With Illustrations and Biographical Sketches of Prominent Citizens and Pioneers. Syracuse, Nova York: D. Mason & Co., 1890, p. 413. Entre os pioneiros que procuravam instalar uma imprensa em Portland estavam o coronel W. W. Chapman e o empresário local Henry W. Corbett. No outono de 1850, Chapman e Corbett viajaram a São Francisco, então de longe a maior cidade da costa oeste dos Estados Unidos, em busca de um editor interessado e capaz de produzir um semanário em Portland. Lá conheceram Thomas J. Dryer, nova-iorquino que havia se mudado para o oeste, escritor enérgico, dono de equipamento de impressão e com experiência na produção de um jornal comunitário de pequena circulação em seu condado de Ulster natal, no estado de Nova York.
Primeiras edições semanais miniatura|alt=Primeira página de The Weekly Oregonian em 19 de março de 1859|Primeira página de The Weekly Oregonian em 19 de março de 1859 A prensa de Dryer foi levada a Portland, onde a primeira edição de The Weekly Oregonian chegou aos leitores em 4 de dezembro de 1850.Scott, History of Portland, Oregon, p. 414. Cada edição semanal tinha quatro páginas, impressas em seis colunas. As notícias do momento recebiam pouca atenção. A maior parte do conteúdo era dedicada a temas políticos e comentários biográficos. O jornal adotou uma linha política firme em apoio ao Partido Whig, o que logo o colocou em conflito com The Statesman, jornal ligado ao Partido Democrata lançado em Oregon City pouco depois da estreia de The Weekly Oregonian. Seguiu-se uma rivalidade ruidosa e amarga entre as duas publicações.
Décadas de 1860 e 1870
Era Pittock Henry Pittock tornou-se proprietário do jornal em 1861 como compensação por salários não pagos e começou a publicá-lo diariamente, exceto aos domingos. Pittock queria dar mais espaço às notícias do que ao púlpito de opinião criado por Dryer. Em dezembro de 1860, encomendou uma nova prensa e acertou o envio de notícias por telégrafo até Redding, na Califórnia, de lá por diligência até Jacksonville, no Oregon, e então por correio expresso a cavalo até Portland.
Era Scott miniatura|direita|upright|Harvey W. Scott na década de 1870
De 1866 a 1872, Harvey W. Scott foi o editor.Notson, Robert C., Making the Day Begin, Oregonian Publishing Company, 1976, p. 8. Henry W. Corbett comprou o jornal de Pittock, que passava por dificuldades financeiras, em outubro de 1872 e colocou William Lair Hill como editor. Scott, demitido por Corbett por apoiar os candidatos de Ben Holladay, tornou-se editor do concorrente de Holladay, o Portland Daily Bulletin. O jornal deixou de circular em 1876, depois de Holladay perder US$ 200.000 com a publicação. Corbett vendeu The Oregonian de volta a Pittock em 1877, e Scott retornou ao comando editorial. Coproprietário do jornal, Scott permaneceu como editor-chefe até pouco antes de morrer, em 1910.
Décadas de 1880 e 1890 Um dos jornalistas que começou a carreira em The Oregonian nesses anos foi James J. Montague. Ele assumiu a coluna "Slings & Arrows" e a escreveu até ser contratado por William Randolph Hearst em 1902.James J. Montague, coleção de documentos, Ithaca, Nova York. O governador Sylvester Pennoyer criticou abertamente The Oregonian por defender uma "justiça" de vigilantes contra sino-americanos. Pennoyer preferia retirar do estado pessoas de ascendência chinesa por meios "legais". A revista West Shore criticou The Oregonian por sua cobertura sensacionalista da monarquia inglesa.
Sunday Oregonian Em 1881, foi publicada a primeira edição de Sunday Oregonian.Notson, Robert C., "100 Years of Sunday Reading", The Sunday Oregonian, 6 de dezembro de 1981, pp. NW4-NW11. O jornal passou a ser identificado com republicanos ligados ao meio empresarial, algo visível em seu apoio constante a candidatos do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos em todas as eleições federais anteriores a 1992.
Nova sede miniatura|upright|O Oregonian Building de 1892 abrigou o jornal até 1948. O edifício foi demolido em 1950. Os escritórios e as prensas funcionavam inicialmente em um prédio de dois andares no cruzamento da First Street, hoje First Avenue, com a Morrison Street. Em 1892, o jornal mudou-se para um novo edifício de nove andares na esquina da 6th com a Alder. O novo prédio, como o anterior e o que viria depois, recebeu o nome de Oregonian Building. Tinha uma torre de relógio em uma das esquinas. Com cerca de 59 m de altura,"Oregonian Building Said Most Fireproof On Coast, Ahead of Its Time, When Built". The Sunday Oregonian, 5 de outubro de 1947, p. 16."Yeon Skyscraper Starts March 10". The Sunday Oregonian, 6 de fevereiro de 1910, seção 4, p. 12. foi a estrutura mais alta de Portland até a conclusão do Edifício Yeon, em 1911. O prédio tinha cerca de 9.300 m² de área interna, contando o porão, mas não a torre. O jornal só voltaria a mudar de endereço em 1948. O edifício de 1892 foi demolido em 1950."Building Gone From Old Site". The Sunday Oregonian, 19 de novembro de 1950, p. 18.
Décadas de 1900 a 1940 miniatura|The Morning Oregonian, 22 de janeiro de 1912
Depois da morte de Harvey Scott, em 1910, Edgar B. Piper tornou-se editor-chefe. Ele havia sido editor executivo. Piper permaneceu no cargo até sua morte, em 1928.
A primeira jornalista de The Oregonian, Louise Bryant, entrou para o jornal por volta de 1909.
The Morning Oregonian e KGW Em 1922, The Oregonian encerrou sua edição semanal"Weekly Oregonian is Discontinued", Oregon Exchanges, abril de 1922. e lançou a KGW, primeira estação comercial de rádio do Oregon. Cinco anos depois, em 1927, a KGW tornou-se afiliada à NBC. Em 1933, o jornal comprou uma segunda estação, KEX,"Oregonian Acquires Radio Station KEX". The Morning Oregonian, 1 de setembro de 1933, p. 1. da Northwest Broadcasting Co., subsidiária da NBC. Em 1944, a KEX foi vendida à divisão de estações de rádio da Westinghouse. The Oregonian lançou a KGW-FM, primeira estação de FM do Noroeste,Notson, Robert C., Making the Day Begin, Oregonian Publishing Company, 1976, p. 22. em 1946, anúncio feito pelo próprio jornal em 8 de maio daquele ano. A estação é a atual KKRZ. KGW e KGW-FM foram vendidas à King Broadcasting Co. em 1953.
Em 1937, The Morning Oregonian encurtou seu nome para The Oregonian. Dois anos depois, o editor associado Ronald G. Callvert recebeu um Prêmio Pulitzer por redação editorial, por "redação editorial de destaque [...] exemplificada pelo editorial intitulado 'My Country 'Tis of Thee'".
Um fundo fiduciário de vinte anos sob o qual The Oregonian era administrado expirou em 1939. O. L. Price, que dirigia o jornal sob esse arranjo, aposentou-se aos 61 anos quando o prazo terminou. A propriedade voltou aos herdeiros de Pittock e H. W. Scott.
Mudança em 1948 miniatura|esquerda|Cartão-postal da nova sede de The Oregonian, na esquina da 6th com a Jefferson
Em 1948, o jornal mudou-se para outro ponto do centro de Portland, onde sua sede permaneceria pelos 66 anos seguintes, na SW Broadway entre a Jefferson Street e a Columbia Street. O novo prédio foi projetado por Pietro Belluschi e também recebeu o nome de Oregonian Building. O quarteirão havia abrigado a mansão de William S. Ladd, demolida por volta de 1925. Por volta de 1946, The Oregonian comprou o quarteirão por US$ 100.000. O editor Leslie M. Scott reclamou do que considerou um preço exorbitante. Três anos depois, enquanto ocupava o cargo de tesoureiro do estado do Oregon, Scott comprou para o governo um quarteirão próximo por US$ 300.000.
O novo edifício de The Oregonian deveria abrigar a estação de rádio KGW e um estúdio de televisão, além de uma grande e luxuosa sala de jantar. A empreiteira era a L. H. Hoffman, contratada sob um lucrativo regime de custo mais margem. Além da "extravagância do projeto", faltavam materiais de construção, o país enfrentava forte inflação e os planos de Belluschi nunca ficavam prontos, o que fez os custos dispararem. The Oregonian precisou recorrer a empréstimos bancários pela primeira vez em mais de cinquenta anos. O novo presidente da empresa, E. B. MacNaughton, esgotou o limite de crédito da companhia no First National Bank e depois recorreu ao Bank of America. MacNaughton eliminou então um elevador adicional, a sala de jantar e os estúdios de rádio e televisão da KGW. Ainda assim, o prédio custou US$ 4 milhões, o dobro da estimativa inicial.
O edifício foi inaugurado em 1948, mas The Oregonian precisou vendê-lo à Connecticut Mutual Life Insurance Company por US$ 3,6 milhões em um acordo de venda com locação de volta. Novas dificuldades financeiras levaram à venda do jornal a Samuel Newhouse em 1950.
Décadas de 1950 e 1960 Em 1950, S. I. "Si" Newhouse, fundador da Advance Publications, comprou o jornal. O preço de US$ 5,6 milhões foi, naquele momento, o maior já pago por um único jornal.Notson, Robert C., Making the Day Begin, Oregonian Publishing Company, 1976, p. 27. A venda foi anunciada em 11 de dezembro de 1950. Em 1954, Newhouse comprou 50% da Mount Hood Radio & Television Broadcasting Corp., que operava a KOIN-TV, primeira estação de televisão VHF de Portland, além da KOIN AM, depois KUFO, e da KOIN-FM, depois KXL-FM. A circulação de The Oregonian em 1950 era de 214.916 exemplares, ante 190.844 do concorrente Oregon Journal.
Em 1957, os redatores William Lambert e Wallace Turner receberam o Pulitzer daquele ano na categoria de reportagem local sem horário de edição. A premiação citou "sua exposição do vício e da corrupção em Portland envolvendo alguns funcionários municipais e dirigentes da International Brotherhood of Teamsters, Chauffeurs, Warehousemen and Helpers of America, Western Conference" e registrou que "cumpriram suas tarefas apesar de grandes obstáculos e do risco de represália por elementos fora da lei".
The Oregon Journal