O Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA de 2021 foi a 72.ª temporada da Fórmula 1, que é reconhecido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o órgão regulador do automobilismo internacional, como a mais alta categoria de competição para carros de corrida monopostos. A temporada contou com 22 etapas, realizadas em diversos países ao longo do ano, iniciando no Barém em 28 de março e encerrando nos Emirados Árabes Unidos em 12 de dezembro. Foi uma temporada marcada pelo retorno da equipe à categoria, que havia participado pela última vez em 1960. Max Verstappen, da , conquistou seu primeiro campeonato de pilotos, tornando-se o primeiro holandês e o primeiro piloto com motor Honda a vencer o campeonato desde Ayrton Senna em 1991.

A disputa pelo título foi intensa entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, da , com ambos disputando a liderança do campeonato e protagonizando momentos marcantes ao longo da temporada. O campeonato foi decidido na última corrida em Abu Dhabi, onde Verstappen e Hamilton chegaram empatados em pontos. Na última volta da corrida, Verstappen ultrapassou Hamilton após uma relargada, garantindo seu título. A Mercedes protestou, mas a FIA manteve o resultado e introduziu mudanças na estrutura de controle de corridas para a temporada seguinte, como a substituição de Michael Masi no cargo de diretor de corridas.

A conquistou o campeonato de construtores pela oitava vez consecutiva, enquanto o campeonato marcou também a aposentadoria de Kimi Räikkönen, campeão mundial em 2007. Foi a primeira temporada desde 2008 em que o piloto campeão não fazia parte da equipe vencedora do campeonato de construtores, destacando ainda mais o equilíbrio entre as principais equipes da competição.

Equipes e pilotos

Assim como em anos anteriores, a temporada contou com a participação de dez equipes e vinte pilotos que firmaram contrato para competir em todas as etapas. Cada equipe inscreveu dois pilotos titulares e teve a possibilidade de inscrever pilotos reserva, para atividades de teste ou participação em treinos livres. Também seguindo a tradição das últimas temporadas, todos os carros utilizaram pneus fornecidos pela Pirelli. Diversas mudanças nas formações das equipes marcaram esta temporada, com estreias, retornos e trocas de pilotos entre as equipes.

EquipeConstrutorChassiMotorN.ºPilotosSiglaEtapas Alfa Romeo Racing OrlenC41Ferrari 065/67 Kimi RäikkönenRAI1–12, 15–2288 Robert KubicaKUB13–1499 Antonio GiovinazziGIO1–22 Scuderia AlphaTauri HondaAT02Honda RA621H10 Pierre GaslyGAS1–2222 Yuki TsunodaTSU1–22 Alpine F1 TeamA521Renault E-Tech 20B14 Fernando AlonsoALO1–2231 Esteban OconOCO1–22AMR21Mercedes-AMG M125 Sebastian VettelVET1–2218 Lance StrollSTR1–22 Scuderia Ferrari Mission WinnowSF21Ferrari 065/616 Charles LeclercLEC1–2255 Carlos Sainz Jr.SAI1–22 Uralkali Haas F1 TeamVF-21Ferrari 065/69MAZ1–2247 Mick SchumacherMSC1–22 McLaren F1 TeamMCL35M3 Daniel RicciardoRIC1–224 Lando NorrisNOR1–22 Mercedes-AMG Petronas F1 TeamF1 W12Mercedes-AMG M1244 Lewis HamiltonHAM1–2277 Valtteri BottasBOT1–22 Red Bull Racing HondaRB16BHonda RA621H11 Sergio PérezPER1–2233 Max VerstappenVER1–22 Williams RacingFW43BMercedes-AMG M126 Nicholas LatifiLAT1–2263 George RussellRUS1–22Fonte:

Pilotos de teste e reservas Durante a temporada, as equipes contaram com pilotos reservas prontos para substituir os titulares em caso de necessidade, bem como participar de testes dos carros durante a temporada. A e a tiveram Stoffel Vandoorne e Nyck de Vries como reservas, enquanto a e a contaram com Alexander Albon. Na e na , Callum Ilott e Robert Kubica estavam à disposição; Nico Hülkenberg foi o piloto reserva da , Daniil Kvyat e Guanyu Zhou ficaram a cargo da , Pietro Fittipaldi assumiu o posto na e a teve à sua disposição Jack Aitken e Roy Nissany.

Além disso, durante a temporada, alguns pilotos reservas tiveram a oportunidade de participar de treinos livres. + EquipeNºPilotoEtapa9888 Callum Ilott Robert Kubica3, 94, 8, 1137 Zhou Guanyu94589 Roy NissanyJack Aitken4, 7, 922

Mudanças nas equipes A anunciou que trocaria as unidades de potência da Renault pela Mercedes, retomando a parceria McLaren-Mercedes que perdurou entre 1995 e 2014. A foi renomeada para , uma mudança impulsionada pelo investimento do coproprietário da equipe, Lawrence Stroll, na marca Aston Martin, que voltou à Fórmula 1 após sua última participação em . Já a mudou seu nome para , adotando a marca de carros esportivos da Renault para representar a equipe.

Mudanças nos pilotos 200px|thumb|direita|Mick Schumacher realizou sua estreia na Fórmula 1 pela equipe , nove anos após a última temporada disputada pelo seu pai, Michael Schumacher. O tetracampeão mundial Sebastian Vettel deixou a ao final da temporada de 2020, após seis anos correndo pela equipe italiana. Sua vaga foi ocupada por Carlos Sainz Jr., que saiu da após duas temporadas. Daniel Ricciardo, por sua vez, deixou a e se juntou à McLaren, substituindo Sainz. Na Renault, que passou a se chamar , Ricciardo foi substituído pelo bicampeão mundial Fernando Alonso, que retornou à Fórmula 1 após sua última participação em , pela McLaren.

Sebastian Vettel foi contratado pela , ocupando o lugar de Sergio Pérez. O piloto mexicano, que anteriormente havia renovado contrato para correr pela (antecessora da Aston Martin) até 2022, foi contratado pela , substituindo Alexander Albon, que passou a ser piloto reserva e de testes da equipe nesta temporada. Pérez se tornou o primeiro piloto, desde Mark Webber em , a ingressar na Red Bull Racing sem ter passado pelo programa de jovens pilotos da equipe.

Romain Grosjean e Kevin Magnussen, que corriam pela desde 2016 e 2017, respectivamente, deixaram a equipe ao final de 2020. As vagas foram ocupadas por Mick Schumacher, campeão da Fórmula 2 em 2020 e filho do heptacampeão mundial Michael Schumacher, e por Nikita Mazepin, que terminou o campeonato de Fórmula 2 de 2020 na quinta colocação.

Yuki Tsunoda, que terminou o Campeonato de Fórmula 2 de 2020 na terceira posição, foi contratado pela , substituindo Daniil Kvyat. Kvyat, por sua vez, foi para a Alpine como piloto reserva. Tsunoda se tornou o primeiro piloto japonês na Fórmula 1 desde Kamui Kobayashi, que competiu pela última vez em .

Mudanças durante a temporada No fim de semana do Grande Prêmio dos Países Baixos, Kimi Räikkönen testou positivo para COVID-19. Ele foi substituído pelo piloto reserva Robert Kubica, que havia corrido pela última vez no Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2019, pela Williams. Kubica também substituiu Räikkönen no Grande Prêmio da Itália, que ocorreu na sequência.

Durante o fim de semana do Grande Prêmio de Abu Dhabi, Nikita Mazepin também testou positivo para COVID-19. No entanto, a Haas não contava com um piloto reserva para a etapa, e Mazepin não foi substituído para a corrida final da temporada.

Calendário thumb|direita|Os países em verde sediaram etapas do campeonato de 2021, enquanto os marcados em cinza escuro já sediaram um Grande Prêmio ao menos uma vez na história. O calendário de 2021 foi composto por 22 etapas, que precisaram se adequar às regulamentações locais de combate à Pandemia de COVID-19 e às diretrizes gerais estabelecidas pela organização do campeonato. As etapas da Grã-Bretanha, Itália e São Paulo contaram com o formato de classificação sprint. Grande PrêmioCircuitoData1Grande Prêmio do Barém Circuito Internacional do Barém, Sakhir28 de março2Grande Prêmio da Emília-Romanha Autódromo Enzo e Dino Ferrari, Ímola18 de abril3Grande Prêmio de Portugal Autódromo Internacional do Algarve, Portimão2 de maio4Grande Prêmio da Espanha Circuito de Barcelona-Catalunha, Montmeló9 de maio5Grande Prêmio de Mônaco Circuito de Mônaco, Monte Carlo23 de maio6Grande Prêmio do Azerbaijão Circuito Urbano de Bacu, Bacu6 de junho7Grande Prêmio da França Circuito Paul Ricard, Le Castellet20 de junho8Grande Prêmio da Estíria Red Bull Ring, Spielberg27 de junho9Grande Prêmio da Áustria4 de julho10Grande Prêmio da Grã-Bretanha Circuito de Silverstone, Silverstone18 de julho11Grande Prêmio da Hungria Hungaroring, Mogyoród1 de agosto12Grande Prêmio da Bélgica Circuito de Spa-Francorchamps, Stavelot29 de agosto13Grande Prêmio dos Países Baixos Circuito de Zandvoort, Zandvoort5 de setembro14Grande Prêmio da Itália Autódromo Nacional de Monza, Monza12 de setembro15Grande Prêmio da Rússia Autódromo de Sóchi, Sóchi26 de setembro16Grande Prêmio da Turquia Istanbul Park, Istambul10 de outubro17 Circuito das Américas, Austin24 de outubro18Grande Prêmio da Cidade do México Autódromo Hermanos Rodríguez, Cidade do México7 de novembro19Grande Prêmio de São Paulo Autódromo José Carlos Pace, São Paulo14 de novembro20Grande Prêmio do Catar Circuito Internacional de Lusail, Lusail21 de novembro21Grande Prêmio da Arábia Saudita Circuito da Corniche de Gidá, Gidá5 de dezembro22Grande Prêmio de Abu Dhabi Circuito de Yas Marina, Abu Dhabi12 de dezembroFontes:

Cancelamentos O Grande Prêmio da China, que estava previsto para o dia 11 de abril, foi cancelado juntamente com a reformulação das datas do calendário. O Grande Prêmio do Canadá, que estava previsto para ocorrer em 13 de junho, foi cancelado por conta das medidas restritivas de viagens impostas pelo governo local por conta da pandemia de COVID-19, sendo substituído pelo Grande Prêmio da Turquia. Contudo, a etapa da Turquia também foi cancelada e substituída pelo Grande Prêmio da Estíria. Em 4 de junho, devido as restrições da pandemia, a FIA confirmou o cancelamento do Grande Prêmio de Singapura. Com isso, o Grande Prêmio da Turquia retornou novamente ao calendário da Fórmula 1 de 2021, desta vez, como substituto da etapa de Singapura. Em 6 de julho, o Grande Prêmio da Austrália também foi oficialmente cancelado pela Fórmula 1 em razão das restrições causadas pela pandemia. Em 18 de agosto, foi a vez do Grande Prêmio do Japão ser cancelado. Grande PrêmioCircuitoData prevista Circuito Internacional de Shanghai, Shanghai11 de abril Circuito Gilles Villeneuve, Montreal13 de junho Marina Bay Street Circuit, Singapura3 de outubroGrande Prêmio do Japão Circuito de Suzuka, Suzuka10 de outubro Circuito de Albert Park, Melbourne21 de novembro

Expansão e mudanças do calendário A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1, anunciou que havia a possibilidade de o calendário de 2021 ser expandido além das 22 corridas planejadas para 2020. Nesse sentido, os regulamentos esportivos foram alterados para permitir um máximo de 25 etapas por temporada.

O Grande Prêmio da Emília-Romanha, realizado no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, que inicialmente seria um evento único em 2020, tornou-se a segunda etapa do campeonato de 2021. Da mesma forma, o Grande Prêmio de Portugal, disputado no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, e originalmente previsto para um retorno isolado em 2020, foi incluído como a terceira etapa do campeonato. Outro retorno foi o Grande Prêmio da Estíria, realizado no Red Bull Ring, em Spielberg, que assim como em 2020, o circuito austríaco recebeu duas corridas consecutivas, com o Grande Prêmio da Estíria sendo a oitava etapa do campeonato de 2021. O Grande Prêmio dos Países Baixos foi reintroduzido ao calendário, com a corrida realizada no Circuito de Zandvoort. Este evento marcou a primeira edição do Grande Prêmio dos Países Baixos desde 1985. O retorno estava previsto inicialmente para 2020, mas o evento foi cancelado devido à pandemia de COVID-19. O Grande Prêmio da Turquia, realizado no Istanbul Park, que também estava previsto para um retorno pontual em 2020, foi incluído no calendário de 2021 como a décima sexta etapa.