A Usina Cambahyba foi uma usina de açúcar localizada no município de Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro. O local se tornou notório pelo fato de que, durante o período da ditadura militar no Brasil, ter sido utilizado para incinerar os corpos de opositores do regime. A usina foi administrada por Heli Ribeiro Gomes,vice-governador do estado na época.
Pessoas incineradas thumb|O ex-delegado do DOPS do Espírito Santo, Cláudio Guerra, acompanhado da Comissão Nacional da Verdade, foi à Usina Cambahyba, em Campos dos Goitacazes (RJ), e explica como o local foi utilizado para incinerar corpos de presos políticos mortos sob tortura na Casa da Morte. Há muito relata-se que a usina teria servido para incinerar corpos de opositores do regime militar durante o período ditatorial no Brasil. Os relatos apontam para ocultação e destruição de 12 cadáveres entre os anos 1973 e 1975. O caso chegou ao Ministério Público Federal, e de acordo com o procurador Guilherme Virgílio, a investigação foi especificamente sobre a incineração dos corpos e, consequentemente, desaparecimento forçado das vítimas e não sobre como elas foram mortas.
Dentre as pessoas que teriam sido incineradas nos fornos da usina, constam:
João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Sérgio Fleury; Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”; David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”), João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB; Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).
Ligações externas G1: Reconstituição mostra como corpos eram incinerados na Usina Cambaíba
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