Aio era antigamente a designação que se dava ao mestre, tutor ou preceptorDicionário de sinônimos, LEXIKON Editora, 22/03/2019, pág. 56 que tinha a seu cargo a educação de um príncipe ou uma criança de família nobre.Dicionário infopédia da Língua Portuguesa (em linha). Porto: Porto Editora, 2003-2019. (consulta 2019-10-11 08:04:46).
Portugal Na Quarta Dinastia do Reino de Portugal surge como sendo um dos ofícios-mores da Casa Real Portuguesa.“Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 44
Ao Aio competia a “grande missão de preparar um Rei para a conservação de Portugal”, de o tornar “um Homem para o Futuro”. Cabia-lhe a orientação dos estudos do Príncipe Real, nomeadamente a escolha dos seus professores e a vigilância das lições ministradas ou mesmo a direcção de outras. Tinha como vencimento uma quantia que se igualava ao do Mordomo-mor, sendo um dos poucos ofícios-mores remunerados. E de todos os que não eram Grandes Cargos, as suas funções eram as únicas que não se cingiam às cerimónias da corte, mas antes constituíam um serviço efectivo e quotidiano, que implicava uma grande proximidade à Família Real.“Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 84Efectivamente, para além dos denominados Grandes Cargos (Mordomo-mor, Estribeiro-mor, Capitão da Guarda Real dos Archeiros, Chefe da Casa Militar, Mordomo-mor da Rainha e Mestre-sala), apenas o Aio detém alguma importância funcional para lá da presença nas cerimónias da Monarquia - “Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 111
Por sugestão do Marquês de Soveral, em 1902, o lugar de aio é abolido substituído por um Chefe para a Casa dos Príncipes, cujo título seria designado de "Camarista do Rei ao Serviço dos Príncipes.“Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 106
Aios da Casa Real Portuguesa Egas Moniz (aio do Rei D. Afonso I de Portugal) Lourenço Gonçalves Magro (aio do Rei D. Dinis I de Portugal) D. Nuno Martins de Chacim (aio do Rei D. Dinis I) Lopo Fernandes Pacheco (aio do Rei D. Pedro I de Portugal) Aires Gomes da Silva (aio do Rei D. Fernando I de Portugal) Lourenço Martins da Praça (aio do Rei D. João I de Portugal) Diogo Soares de Albergaria (aio do Rei D. João II de Portugal) D. João de Meneses (aio de D. Afonso, o filho do Rei D. João II) D. Diogo da Silva, 1º conde de Portalegre (aio do Rei D. Manuel I de Portugal) Aleixo de Meneses (aio do Rei D. Sebastião I de Portugal)
Juan de Zúñiga (aio do Rei D. Filipe I de Portugal)
D. Diogo de Melo (aio do Rei D. João IV de Portugal) D. Francisco de Faro e Noronha (aio do Rei D. Afonso VI de Portugal) Padre Timóteo de Oliveira (mestre da Rainha D. Maria I de Portugal) Antônio de Arrábida (aio do Rei D. Pedro IV de Portugal) D. Leonor da Câmara (aia e mestra da Rainha D. Maria II de Portugal) Alexandre Herculano (aio do Rei D. Pedro V de Portugal) Luís António de Abreu e Lima (aio do Rei D. Pedro V e do Rei D. Luís I de Portugal) Martens Ferrão (aio do Rei D. Carlos I de Portugal) Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque (aio do Príncipe Real Luís Filipe de Bragança) Franz Kerausch (aio do Príncipe Real Luís Filipe e do Rei D. Manuel II de Portugal)Organização da Casa Real: Aios e Preceptores dos príncipes, Blog Monarquia Portuguesa, 1.11.19
Ver também Aia Moço de câmara Escudeiro
Categoria:Extinções em Portugal em 1902