IAPC é um acrônimo para Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários. O IAPC foi criado durante o Governo constitucional de Getúlio Vargas por meio do Decreto n° 24.273, de 22 de maio de 1934https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-24273-22-maio-1934-526828-publicacaooriginal-1-pe.html e, expandiu suas áreas de atuação, passando principalmente a financiar projetos de habitação popular nas grandes cidades.
Atualmente, IAPC tornou-se, por extensão, o nome de importantes bairros de classe média de várias cidades brasileiras, como Teresina ou Anápolis.
Teve seu período de atividade de 1934 a 1966, quando foi extinto pelo Decreto-Lei n° 72, de 21 de novembro de 1966.
História No Brasil, desde os remotos tempos do Império já existia uma preocupação com o tema previdenciário. Entretanto somente a partir de 1923, com a aprovação da lei Eloy Chaves, o país adquiriu um marco jurídico para a atuação do sistema previdenciário, na época representado pelas Caixas de Aposentadorias e Pensões – CAPs. Esta lei focava especificamente das CAPs das empresas ferroviárias, uma vez que seus sindicatos (mais organizados) tinham uma forte influência e poder de pressão política. O objetivo inicial destas CAPs era de suportar seus trabalhadores durante o período de inatividade.
Ao longo da década de 1930, com o crescimento da população urbana e a ampliação do sindicalismo em diferentes segmentos de trabalho, fez-se necessária uma organização previdenciária por categoria profissional, fortalecendo as instituições de previdência, que por final foram assumidas pelo Estado. Assim surgem os Institutos de Aposentadorias e Pensões – IAPs. Rapidamente os institutos representantes de categorias com renda superior se tornaram politicamente mais fortes, pois dispunham de mais recursos financeiros e políticos. Tal fato gerou um problema de distorção entre os diversos institutos, com categorias efetivamente representadas e outras sub-representadas. Para solucionar esta questão, através da Lei n° 3.807, de 26 de agosto de 1960, criou a Lei Orgânica de Previdência Social – LOPS, que unificou a legislação referente aos Institutos de Aposentadorias e Pensões. Mais tarde, através do Decreto-Lei n° 72, de 21 de novembro de 1966, os seis Institutos de Aposentadorias e Pensões existentes na época, inclusive o IAPC, foram unificados, criando o Instituto Nacional de Previdência Social – INPS.
Em 1990 foi unificado o INPS ao IAPAS (Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social), originando o INSS
Habitação Estes institutos IAP (Instituto de Aposentadoria e Pensões) do qual o IAPC fazia parte, não somente serviu para a previdência como também para a história da moradia urbana. Eles também foram utilizados para a construção e financiamento das unidades habitacionais do Brasil e por isso existem bairros com este acrônimo em algumas cidades brasileiras . Algumas construções inclusive tem sugestões de tombamento, como o Conjunto Casa Amarela do IAPC no Recife .
Também atuaram na aquisição de imóveis, como o edifício Morais em Salvador, comprado pelo IAPC em 1957 e repassado para os associados por meio de venda (hipoteca).
Algumas das habitações suportadas pelo IAPC:
Edifício Morais em Salvador Conjunto Residencial IAPC Cidade Jardim, em uma época que o bairro ainda estava em desenvolvimento Residência da Vila Henrique de La Roque em João Pessoa Residência do Conjunto Filipinho em São Luis Edifício Gervásio Pires em Recife Conjunto Residencial do IAPC no bairro Olaria, Rio de Janeiro Entre outros
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