A Temporada de Fórmula 1 de 2005 foi a 56° realizada pela FIA. Teve como campeão o espanhol Fernando Alonso, da Renault, sendo vice-campeão o finlandês Kimi Räikkönen, da McLaren. Ficou marcada como uma temporada mais balanceada quando comparada a do ano anterior, quando a equipe Ferrari teve dominância em grande parte das provas. As equipes Renault e McLaren mostraram consistência em todo o ano enquanto que equipes favoritas da temporada passada como Scuderia Ferrari e BAR tiveram seu desempenho reduzido com novos carros Ferrari F2005 e BAR 007. Contudo, problemas com os motores Mercedes na McLaren MP4-20 renderam abandonos a Kimi Räikkönen fazendo com que Fernando Alonso ganhasse uma leve vantagem de pontos no inicio do campeonato. Contudo, essa vantagem foi reduzida ao longo dos Grandes Prêmios sendo que o campeão foi definido somente no Grande Prêmio do Brasil onde Fernando Alonso obteve o título. Foi a última temporada de Fórmula 1 a permitir a utilização de motores V10, limitados nesse ano à 18000 rpms, sendo que de em diante a configuração permitida seria somente a V8.
Resumo da temporada No início da temporada, já ficou nítido que a Ferrari, dominante nos anos anteriores, iria enfrentar dificuldades com o novo regulamento, que não permitia mais trocas de pneus. A Michellin se adaptou a isso bem melhor do que a Bridgestone. Nas três primeiras corridas, Schumacher marcou apenas dois pontos e a Renault dominou, vencendo com Giancarlo Fisichella na Austrália e Fernando Alonso na Malásia e no Barém. Na corrida seguinte, em Ímola, Alonso venceu, mas Michael Schumacher foi a grande estrela da corrida, largando em décimo terceiro e chegando em segundo, colado no espanhol, o que parecia ser um renascimento da Ferrari, mas quem mostrou sua força nas corridas seguintes foi Kimi Räikkönen.
O finlandês estragou a festa de Alonso e venceu na Espanha, além de ganhar também nas ruas de Mônaco, quando o espanhol teve problemas no final e foi ultrapassado pelas duas Williams. Na corrida seguinte, em Nurburgring, Kimi caminhava para mais uma vitória, quando viu sua suspensão quebrar no final, abandonando e vendo Alonso vencer. No Canadá, o finlandês voltou a vencer e viu Alonso abandonar a corrida, aumentando suas esperanças. A corrida seguinte, o Grande Prêmio dos Estados Unidos, acabou marcada por um dos maiores vexames da história da Fórmula 1, com os carros equipados pela Michelin não participando da corrida. Com isso, apenas as três equipes equipadas pela Bridgestone participara: Ferrari, Jordan e Minardi. Como estava disputando apenas com as equipes mais fracas do grid, ficou fácil para a Ferrari ganhar, com Schumacher em primeiro e Rubinho em segundo.
A etapa seguinte foi a Grande Prêmio da França, onde Kimi começou a enfrentar problemas, tendo que trocar de motor nos treinos de Sexta Feira. Por isso, apesar de marcar o terceiro tempo no Sábado, perdeu 10 posições, deixando o caminho tranquilo para a vitória de Alonso. Mesmo assim, fez uma brilhante corrida de recuperação, chegando em segundo lugar. Os problemas voltaram a acontecer na etapa britânica, em Silverstone. Kimi trocou de motor, marcou o segundo tempo e perdeu 10 posições. Mesmo assim, foi brilhante, terminando em terceiro lugar, logo atrás de Alonso. Seu companheiro de equipe, Juan Pablo Montoya, foi o vencedor, comemorando muito, pois teve vários problemas no início. O calvário do finlandês continuaria no Grande Prêmio da Alemanha: dessa vez o finlandês não foi punido, marcou a pole e tinha tudo para vencer em Hockenheimring, mas dessa vez abandonou a corrida, vendo o espanhol vencer. A essa altura do campeonato, Alonso tinha 87 pontos e o finlandês 51, estando mais próximo do terceiro colocado, Michael Schumacher, que tinha 47.
As esperanças do finlandês foram renovadas na etapa seguinte, o Grande Prêmio da Hungria. Dessa vez o azarado foi Alonso, após problemas na largada, o espanhol caiu para o fim do grid e não conseguiu pontuar, enquanto Kimi venceu e diminuiu 10 pontos de distância. A etapa seguinte foi na Turquia, que pela primeira vez recebia a Fórmula 1. Kimi venceu de ponta a ponta, seguido por Alonso, ficando a 14 pontos do espanhol, tendo 50 em jogo. Além disso a McLaren também encostava no campeonato de construtores, ficando a 9 pontos da Renault. Porém, o azar, que parecia ter acabado, voltaria no Grande Prêmio da Itália. Novamente, Kimi teve que trocar de motor. Com isso, apesar de marcar a pole em Monza, perdeu 10 posições. Novamente se recuperou, chegando em quarto, mas viu Alonso chegar em segundo, com vitória de Montoya a distância aumentou para 27 pontos e Alonso poderia conquistar o título já na corrida seguinte em Spa-Francorchamps. Porém, Kimi venceu e adiou o título do espanhol, que chegou em segundo na pista belga. Montoya poderia ter tirado mais pontos do espanhol, mas abandonou no final. A distância era de 25 pontos, tendo 30 em jogo, ou seja, Alonso já era o virtual campeão.
O título foi confirmado matematicamente no Grande Prêmio do Brasil, em Interlagos, onde Alonso precisava apenas de um pódio, caso Raikkonen vencesse a corrida. O espanhol saiu na pole e foi ultrapassado pelos carros da McLaren, mas o terceiro lugar garantiu o título. Montoya conquistou sua terceira vitória no ano e Kimi chegou em segundo. A disputa pelo título de construtores se manteve aberta, pois graças à dobradinha, a McLaren tomou a liderança do campeonato de construtores por dois pontos. No Grande Prêmio do Japão, Raikkonen conquistou uma vitória brilhante, largando do fim do grid, e ultrapassando as Renault no final. mostrou que o campeonato poderia ter sido diferente se não fossem as quebras. Porém, a Renault colocou seus dois pilotos no pódio, retomando a liderança nos construtores, título que foi conquistado na última etapa, na China, com a vitória de Alonso.
Essa temporada contou com a participação de quaro pilotos brasileiros: Rubens Barrichello, pilotando a Ferrari pelo sexto ano seguido, começou a ter problemas de relacionamento com Schumacher e com a equipe, saindo no final do ano. Fez uma temporada discreta, marcando 38 pontos e tendo como melhor resultado um segundo lugar em Melbourne e outro em Indianápolis. Felipe Massa, pilotando a Sauber, conseguiu como melhor resultado um quarto lugar, no Grande Prêmio do Canadá. Marcou onze pontos, dois a mais que Jacques Villeneuve, seu companheiro de equipe, e viria a substituir Rubinho na Ferrari em 2006. Antonio Pizzonia substituiu o lesionado Nick Heidfeld na Williams no restante da temporada, a partir do Grande Prêmio da Itália. Chegou em sétimo lugar em Monza, mas não marcaria mais pontos. Por fim, Ricardo Zonta iria disputar o Grande Prêmio dos Estados Unidos pela Toyota após Ralf Schumacher se lesionar nos treinos livres em Indianápolis. Porém, a Toyota acabou não correndo, devido à crise dos pneus. Essa foi a última vez que Zonta atuou como piloto titular na Fórmula 1.
Pilotos e construtores Vice-campeão Campeão 3º Lugar 160px 220px 180px Kimi Räikkönen Fernando Alonso Michael Schumacher McLaren Mercedes Renault Ferrari
EquipeConstrutorChassisMotor *PneuNºPilotoTerceiro pilotoPiloto(s) de testes Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2004MF2005 Ferrari 053Ferrari 055 1 Michael Schumacher <font size="1">n/d Luca Badoer Marc Gené 2 Rubens Barrichello Lucky Strike BAR Honda BAR 007 Honda RA005E 3 Jenson Button <font size="1">n/d Anthony Davidson Enrique Bernoldi Alan van der Merwe Tony Kanaan Adam Carroll 4 Takuma Sato1 Anthony Davidson Mild Seven Renault F1 Team Renault R25 Renault RS25 5 Fernando Alonso <font size="1">n/d Franck Montagny Lucas Di Grassi Robert Kubica Giorgio Mondini 6 Giancarlo Fisichella BMW Williams F1 Team Williams FW27 BMW P84/5 7 Mark Webber <font size="1">n/d Antonio Pizzonia Nico Rosberg Andy Priaulx Sebastian Vettel 8 Nick Heidfeld Antônio Pizzonia8 West McLaren Mercedes (1–12) Team McLaren Mercedes (13–19)9 McLaren MP4-20 Mercedes FO110R 9 Kimi Räikkönen Pedro de la Rosa Alexander Wurz<font size="1">#35 Alexander Wurz Gary Paffett 10 Juan Pablo Montoya2 Pedro de la Rosa Alexander Wurz Sauber Petronas Sauber C24 Petronas 05A Ferrari 055 rebatizados 11 Jacques Villeneuve <font size="1">n/d <font size="1">n/d 12 Felipe Massa Red Bull Racing Red Bull RB1 Cosworth TJ2005 14 David Coulthard Vitantonio Liuzzi Christian Klien Scott Speed<font size="1">#37 Scott Speed Neel Jani 15 Christian Klien3 Vitantonio Liuzzi Panasonic Toyota Racing Toyota TF105 Toyota RVX-05 16 Jarno Trulli Ricardo Zonta Olivier Panis<font size="1">#38 Olivier Panis Ryan Briscoe Franck Perera Borja García 17 Ralf Schumacher Ricardo Zonta Jordan Grand Prix Jordan EJ15 Toyota RVX-05 18 Tiago Monteiro Robert Doornbos Franck Montagny Nicolas Kiesa Sakon Yamamoto4<font size="1">#39 Nicky Pastorelli Mario Domínguez 19 Narain Karthikeyan Minardi F1 Team Minardi PS04BPS05 Cosworth CK2004Cosworth TJ2005 20 Patrick Friesacher Chanoch Nissany6 Enrico Toccacelo7<font size="1"> #40 Chanoch Nissany Juan Cáceres Roldán Rodríguez Katherine Legge Robert Doornbos4 21 Christijan Albers
*Todos os motores configurados em 3.0L V10.
Ferrari: Dominante nos últimos anos, a equipe manteve o heptacampeão Michael Schumacher e o Brasileiro Rubens Barrichello pelo sexto ano consecutivo.
BAR: Maior surpresa de 2004, com o vice campeonato, a BAR manteve Jenson Button, após uma disputa judicial com a Williams, e Takuma Sato como seus pilotos titulares, equipada pela Honda.
Renault: Terceira força em 2004, a Renault manteve o espanhol Fernando Alonso, que teve como novo companheiro o italiano Giancarlo Fisichella. Fisichella pilotou a equipe Sauber em 2004.
Williams: Depois de decepcionar em 2004, a equipe trocou seus dois pilotos: Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya. Mark Webber, ex-Jaguar, foi contratado ainda em 2004, junto com Jenson Button, mas a equipe japonesa brigou na justiça e o piloto permaneceu lá. No fim, a equipe de Frank Williams fechou com Nick Heidfeld, que pilotou a Jordan em 2004. A equipe seguiria equipada pelo motor de 2004.
McLaren: Depois de decepcionar em 2004 com as quebras de motor, a McLaren manteve Kimi Räikkönen e trouxe o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, para o lugar de David Coulthard.
Sauber: Para os seus padrões, foi muito bem em 2004, equipada pelo motor defasado da Ferrari. Para 2005, o campeão mundial Jacques Villeneuve chegou para o lugar de Fisichella, que foi para a Renault. O canadense disputou as três últimas corridas de 2004 pela equipe francesa. O brasileiro Felipe Massa foi mantido na equipe.
Red Bull: A empresa austríaca entrou na Fórmula 1 em 2005, comprando a equipe Jaguar. Trouxe o veterano David Coulthard, que deixou a McLaren após nove temporadas, tendo como companheiro o austríaco Christian Klein, que havia pilotado a Jaguar em 2004.
Toyota: Depois de mais uma temporada aquém do esperado, a equipe veio com uma dupla experiente para 2005: O italiano Jarno Trulli, que já havia pilotado a equipe nas duas últimas corridas em 2004, após ser demitido da Renault, e o alemão Ralf Schumacher, que foi dispensado da Williams.
Jordan: De terceira força do mundial em 1999, para o fundo do grid. Esse foi o declínio da Jordan, que em 2005 contou com o português Tiago Monteiro e o indiano Narain Karthikeyan, ambos estreantes.
Minardi: Mais uma vez lanterna do grid, a simpática equipe italiana promoveu a estreia do austríaco Patrick Friesacher e do holandês Chtistijan Albers.