Turn Off the Light (estilizado em letras maiúsculas) é a segunda mixtape da cantora alemã Kim Petras. Foi lançado em 1 de outubro de 2019 através do seu próprio selo, BunHead. O projeto foi anunciado como extended play (EP) Turn Off the Light, Vol. 2 – a sequência do EP de 2018 de Petras, Turn Off the Light, Vol. 1 – embora tenha sido finalmente lançado como um projeto completo, composto pelas oito músicas do primeiro volume e nove novas músicas gravadas para o segundo volume. Musicalmente, possui a temática de halloween, feriado favorito da artista, onde as canções possuem batidas sombrias, cativantes e dançantes, e possui o dance-pop e electropop como gêneros principais, além de outros estilos como EDM, house, techno, synthpop, new wave, trap, hip hop e música industrial.
Turn Off the Light recebeu críticas positivas dos críticos musicais. Os críticos elogiaram a produção, especialmente o som sombrio e infundido em clubes com elementos como batidas de gelar o sangue e sintetizadores demoníacos. Várias faixas foram destacadas pelos críticos por suas melodias cativantes e vibrações assustadoras. O álbum foi visto como dançante e tematicamente adequado para o Halloween com suas influências de terror, como coros assombrados e efeitos sonoros assustadores. As performances vocais de Petras também foram elogiadas pela maioria dos críticos.
Antecedentes Após o lançamento de Turn Off the Light, Vol. 1, Petras anunciou inicialmente Turn Off the Light, Vol. 2, um novo EP continuando a história contada no vol. 1, e mesmo no início de setembro de 2019, disse que o EP seguinte chegaria em 1º de outubro. Em vez disso, em 29 de setembro, Petras anunciou que contaria aos fãs “toda a história”, postando um link de pré-venda e uma lista de faixas para um álbum completo.
Em 23 de outubro de 2020, Petras anunciou que lançaria um terceiro e último volume de Turn Off the Light em outubro de 2021, porém nada acabou sendo lançado então. Ela compartilhou que o motivo para a data de lançamento era seu desejo de tocar as músicas ao vivo para seus fãs após o lançamento, algo que ela não poderia fazer se fosse lançado em 2020 devido à pandemia COVID-19 em andamento. “Não posso fazer isso se não puder tocá-lo ao vivo para vocês, imediatamente. Tenho que fazer. Precisa ser novo e há um monte de coisas que quero fazer para torná-lo realmente épico.” Petras lançou o single “Party Till I Die” imediatamente após o anúncio do terceiro volume.
Temática musical O álbum é fortemente inspirado no Halloween e completa a história contada em Turn Off the Light, Vol. 1, contando como o relacionamento monstruoso retratado no Vol. 1 veio a ser, no qual nenhum deles sai vivo, mas encontra vida após a morte
O álbum tem uma sensação de synthpop dos anos 80, no qual foi inspirado em filmes de terror dos anos 80 — os favoritos de Petras. Uma grande inspiração para este projeto também foram as trilhas sonoras para filmes do gênero slasher, como It Follows e Halloween.
Em uma entrevista à US Weekly sobre o conceito pro detrás do projeto, Petras disse: “Há tantos álbuns de Natal e tantas músicas de Natal sendo lançadas em todos os lugares e eu fiquei tipo: 'Vamos fazer um álbum para o meu feriado pessoal favorito'”, explicou, “O Dia das Bruxas é como o Natal para os gays e para mim!”
A intenção das faixas instrumentais que transecionam de uma para outra era que pudesse ser um disco de festa — um álbum que você poderia tocar em uma festa de halloween com seus amigos e também conectar todas as músicas para que o disco nunca parasse. Em uma entrevista para à revista Cosmopolitan, sobre o projeto ter trilhos instrumentais assustadores entre as músicas, Petras disse o seguinte: “Essas faixas são apenas para serem intervalos de dança onde não há palavras, então você não precisa saber todas as palavras das letras de uma música. Adoro ouvir instrumentais e como isso define o humor”.
Estrutura musical e conteúdo lírico O disco apresenta o dance-pop e electropop como gêneros principais, mas também apresentam o EDM, house, synthpop, hip hop, techno, new wave, trap e música industrial nas batidas e produções. O uso de sintetizadores e auto-tune é frequentemente usado repetidamente como uma ferramenta para manipular a voz alta de Petras para parecer menos humana. O projeto apresenta faixas de dança instrumentais sombrias e assustadoras, com hinos pop cativantes como “Tell Me It’s A Nightmare” e “There Will Be Blood”, enquanto “Death By Sex”, que fecha a primeira metade do álbum, vê Petras abraçar sua escuridão interior por “o diabo sempre vence”. “Eu apenas sei que quando as pessoas ficam bêbadas, as pessoas não querem se lembrar de cada palavra de uma música e as pessoas só querem dançar”, explicou Petras.
O álbum abre com uma faixa instrumental assustadora intitulada “Purgatory” que, ao começar com um refrão sinistro, muda rapidamente para um ritmo estilo de uma discoteca, preparando o clima sinistro. A faixa define perfeitamente o contraste de Petras em seu álbum entre sustos de Halloween genuínos e toques de synthpop e techno. Seus álbuns são sempre uma experiência que deve ser vivida em ordem, à medida que ela lança uma música cativante após a outra. Esta introdução se conecta à próxima música do álbum, "There Will Be Blood”, já se sabe que é apenas um hino pop sombrio sobre a morte, e apesar de sombria, a batida do sintetizador e o refrão emocionante a tornam uma faixa realmente agradável. Na letra da música, Petras interpreta um monstro pronto para sua caçada, onde ela promete destruir a pessoa. A canção foi descrita como “uma fatia eletrizante de Petras cantando sobre sua morte”. Além disso, outros apontaram como a faixa que transmite vibrações demoníacas e assustadoras que lembram os trabalhos do duo eletrônico francês Daft Punk, principalmente devido aos uso forte de sintetizadores e batidas. Em resposta a uma entrevista à Cosmopolitan, Petras declarou como essa se tornou uma de suas músicas favoritas: “Quando eu escrevi, a minha favorita era 'There Will Be Blood'. Eu sinto que é, tipo, a música pop mais atrevida, desagradável e grande. Mas agora que fiz a mixagem e ouvi mais, é 'There Will Be Blood' e depois 'Death By Sex'”. A terceira faixa, “Bloody Valentine", também é a segunda faixa instrumental do álbum, possui batidas fortes do dance-pop, techno e house, que começa com as linhas "Bloody valentine/ my bloody valentine/ my bloody valentine/ you're out of time”, até se tornar um número dançante. A quarta faixa, “Wrong Turn”, é um dos destaques do projeto, pois a batida pulsante dá a sensação de um filme de terror dos anos 80. A faixa pode ter um duplo significado pelo título e seu conteúdo lírico. O primeiro é sobre ambos apaixonados por alguém que você não quer deixá-lo ir ou um golpe geral de terror, aludindo aos motivos malignos de Petras que possivelmente se manifestam em uma matança, junto com ela alertando o possível interesse/vítima por não ser mais cautelosa e, para isso, deve morrer. Outra interpretação da faixa seria sua possível referência ao filme de terror Wrong Turn (2003). A trama dos filmes gira em torno de grupos de pessoas, onde elas acabam fazendo um “caminho errado” e se perdendo em uma floresta sinistra, onde ambos são caçados por canibais, seguidas de consequências bastante terríveis. “Demons” é a terceira faixa instrumental do projeto. Criando um clima e atmosfera assustador, a música acrescenta algum diálogo sobre como os demônios existem na forma de espírito. Embora a faixa mais tarde tenha uma batida mais instrumental, essas faixas mais curtas quebram os hinos pop e dão um fluxo às faixas seguintes. Esta introdução se conecta à próxima música do álbum, “Massacre”.
“Massacre” apresenta versos da canção "Carol of the Bells”, composição de 1914 do artista ucraniano Mykola Leontovych. A música é geralmente associada à época do Natal, mas Petras adaptou a melodia para o tema sombrio, com instrumentais misteriosos e letras escuras sobre “homens em sangue” e “morte”. Em uma entrevista, Petras confirmou que queria “bagunçar” a letra para torná-la assustadora. “O Dia das Bruxas é o verdadeiro começo da temporada de festas para mim, e eu sinto que ela sangra no Natal. Eu sempre quis fazer uma música que pareça realmente assustadora e festiva ao mesmo tempo. Quero que as pessoas a interpretem antes do feriado!” A música parece ser da perspectiva de um vampiro e seu grupo que está procurando alguém para ser sacrificado. Olhando mais profundamente, a faixa também fala com a comunidade LGBT+ de redirecionar algo familiar e adicionar um toque pessoal. “Knives”, sétima faixa do projeto, é também a quarta faixa instrumental, onde sons de facas raspando uma na outra e desaparecendo está presente na faixa. Gritos macabros podem ser ouvidos em segundo plano, assim como gritos mutantes e vocais de coral assustadores. “Death By Sex” é a oitava faixa do álbum. Uma música com uma premissa simples e execução eficaz, onde Petras canta sobre está avisando ao seu parceiro, já que ela é tão boa em sexo que a morte dele é inevitável. Petras falou sobre a produção da música: “Eu acho que uma é produtora, porque é como esse tipo de Halloween sombrio com armadilha. Estou empolgada com isso porque sinto que não fiz e nem ouvi nada parecido.” Duas curiosidades sobre a faixa é que os versos “Mas no final/ o diabo sempre, sempre/ vence” é uma referência direta à faixa “Close Your Eyes”, décima canção do álbum, e os versos “Sex, sex, sex” é um jogo de palavras, fazendo referência ao número seis, e 666 é conhecido por ser o número da besta e representa o diabo adequado para uma faixa e um álbum de Halloween. “Omen”, a nona faixa e quinta faixa instrumental do projeto, a canção é a primeira faixa do primeiro volume. A música foi relançada ao lado da sequência de 2019, dando início da segunda metade do álbum. Em uma entrevista para a revista Out, Petras falou sobre a música: “É muito inspirada pela trilha sonora do Halloween... coloca você de bom humor.” Esta introdução se conecta à próxima música do álbum, “Close Your Eyes”.