Os Protestos no Iraque desde 2019, também chamados de Revolução Tishreen e Intifada Iraquiana, foi uma série contínua de protestos que consistem em manifestações, marchas, protestos sentados e desobediência civil que durou de 2019 até o começo de 2021. Tiveram inicio em 1 de outubro de 2019, uma data que foi marcada por ativistas civis nas redes sociais, espalhando-se pelas províncias do centro e do sul do Iraque, para protestar contra a corrupção, o desemprego e os serviços públicos ineficientes, antes de escalarem para exigências para destituir o governo e deter a intervenção iraniana no Iraque. O governo iraquiano tem sido acusado de usar munições reais, atiradores, água quente, gás de pimenta e gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Os protestos pararam em 8 de outubro e recomeçaram em 25 de outubro. O primeiro-ministro Adil Abdul-Mahdi anunciou em 29 de novembro que renunciaria. Em 26 de dezembro, o presidente Barham Salih apresentou uma carta de demissão após se recusar a nomear o governador de Baçorá Asaad Al Eidani como o novo primeiro-ministro, afirmando que Al Eidani não seria aprovado pelos manifestantes.

De acordo com a BBC, os manifestantes pedem o fim do sistema político que existe desde a invasão liderada pelos Estados Unidos que depôs Saddam Hussein e tem sido marcado por divisões sectárias. Os protestos são o maior incidente de agitação civil desde a queda de Saddam Hussein.

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