O Hotel Termal das Caldas de Monchique, originalmente denominado de Hospital Termal das Caldas de Monchique, é um edifício hoteleiro na localidade das Caldas de Monchique, no Distrito de Faro, em Portugal.
Descrição O edifício consiste num antigo hospital, que foi aproveitado para um estabelecimento hoteleiro, o Hotel Termal. O hotel possui 45 quartos, e está equipado com um ginásio no quarto piso. Faz parte de um complexo maior que inclui o Hotel Central, o Hotel D. Carlos Regis e o Central Suites & Apartments, gerido pelo grupo Unlock Boutique Hotels.
História Este não foi o primeiro estabelecimento de saúde nas Caldas de Monchique, uma vez que em 1692 foi inaugurada uma enfermaria para os aquistas, sendo esta data considerada como o início do funcionamento das termas.
Em 1959, a Comissão de Construções Hospitalares elaborou o projecto para o edifício, estando nesse ano ainda em produção o plano relativo às instalações do balneário. Em 29 de Outubro desse ano, o jornal Comércio de Portimão relatou que no dia 10 de Novembro a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais iria abrir o concurso para a construção do edifício do Hospital-Termal, com uma base de licitação de 3.747.921$70. A construção do hospital integrou-se numa fase de desenvolvimento da estância termal, tendo sido considerada pelo jornal Correio do Sul em 26 de Novembro desse ano como « o passo mais importante e pratícamente mais decisivo para a justa valorização do que é, sem favor, uma das mais riquezas algarvias».
Em 30 de Outubro de 1960, o jornal Folha do Domingo noticiou que o Ministro das Obras Públicas tinha concedido um subsídio à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para a instalação de um ramal da Estrada Nacional 266-A, que ligaria a oficina de engarrafamento à povoação das Caldas de Monchique e criar um novo acesso ao Hospital Termal, cujas obras começariam em breve.
Em 20 de Abril de 1961, o jornal Ecos do Algarve noticiou que já se tinham iniciado as obras do hospital termal. Em 10 de Dezembro desse ano, o mesmo periódico reportou que o governo tinha reforçado os subsídios atribuídos à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para a construção do hospital. Segundo o Jornal do Algarve de 8 de Dezembro de 1962, a DGEMN tinha sido autorizada a abrir o concurso para a instalação dos elevadores, e em 27 de Junho de 1963, o Correio do Sul relatou que estava a ser planeada a instalação de um centro de reumatologia no hospital.
Em 16 de Janeiro de 1964, o jornal Correio do Sul anunciou que tinha sido concedido um novo subsídio para a instalação do hospital, desta vez relativo equipamentos de cozinha e outros artigos, e em 6 de Agosto reportou que tinha sido feito recentemente um concurso para a aquisição de equipamento médico a ser utilizado no hospital termal, nos serviços de raios X, câmara escura e fisioterapia, e que o edifício estava quase concluído. Em 8 de Novembro desse ano o jornal O Algarve noticiou que a DGEMN tinha recebido um novo subsídio para as obras do hospital, desta vez correspondentes aos equipamentos da central térmica. Em 30 de Setembro de 1965, o mesmo periódico afirmou que o Hospital Termal já estava construído e quase completamente apetrechado, «faltando apenas as providências governamentais que possibilitem o seu indispensável funcionamento». Porém, em 1969 ainda não estava a funcionar, tendo o coronel Sousa Rosal afirmado, numa intervenção na Assembleia Nacional em Janeiro daquele ano, que parte do edifício estavam a ser utilizado como instalações provisórias de apoio aos aquistas, depois da demolição do balneário em 1941. Em Julho de 1970 o Hospital Termal já estava a funcionar, embora de forma parcial, prevendo-se então que iria servir igualmente como um centro de recuperação.
O edifício foi depois sido readaptado para um hotel.
Ver também Património edificado no concelho de Monchique Centro de Saúde de Monchique Hospedaria Velha das Caldas de Monchique Pousada de Sagres
Ligações externas
Categoria:Património edificado em Monchique Categoria:Hotéis de Portugal