Manuel Resende (Porto, 9 de Março de 1948http://www.comumonline.com/2020/01/perfil-manuel-resende-a-voz/ - Almada, 29 de janeiro de 2020) foi um jornalista, poeta e tradutorManuel Resende, Relógio D´Água português.
Biografia Formado em engenharia mas que não exerceu. Do pai, igualmente engenheiro, herdou o gosto pela poesia e as ideias de esquerda, que viriam a explodir, como luz em terra obscura, com o Maio de 68, que acompanhou, informado, à distância.Manuel Resende: Surrealista e mais ainda, por Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras, 26.04.2018 às 14h35
As suas últimas preocupações foram a "crise ambiental, a inteligência artificial, a robotização da vida, o futuro".
A sua poesia é "anarquista na forma, surrealista no conteúdo, a sua demanda é a da palavra certa, a que possa ter uma ressonância no mundo".
Para Graça Fonseca, Ministra da Cultura na altura do funeral dele, a obra poética de Manuel Resende, "tão curta quanto intensa, é herdeira e próxima das tradições literárias surrealistas, mas a sua originalidade nunca se deixou limitar por movimentos e grupos". "Os seus poemas demonstram um esforço de movimento e, também, de aprendizagem e abertura às influências porque, como o próprio dizia, 'Aceito todas as influências. Afirmo-me com o que recebo", observa.Manuel Resende "ficará na história da literatura portuguesa". por Lusa, Noticias ao Minuto, 29/01/20 20:38
Como tradutor para a língua portuguesa foi um dos grandes especialistas em grego moderno,
Trabalhou seis anos no Jornal de Notícias.
Trabalhou no Conselho de Ministros da União Europeia como Tradutor/Revisor de 1985 até 2003.
Morreu no Hospital da Luz, em Lisboa, na sequência de um acidente vascular cerebral.Manuel Resende (1948-2020): um grande poeta bissexto, por Luís Miguel Queirós, Publico, 29 de Janeiro de 2020
Obras Publicou três livros, a que juntou as experiências poéticas que atribuiu a um heterónimo (Mika Ahtisaari', nascido em 1960, em Tampere, na Finlândia) e três inéditos e esparsos.
«Natureza Morta com Desodorizante» (1983) «Em Qualquer Lugar» (1998) «O Mundo Clamoroso, Ainda» (2004) «Poesia Reunida» (2018)
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