Frederico da Silva Pinheiro Chagas (Lisboa, Santa Isabel, 7 de Junho de 1882 – Barreiro, Vale de Zebro, 5 de Outubro de 1910) foi um oficial da Armada Real Portuguesa, tendo atingido o posto de segundo-tenente. Destacou-se na Campanha da Guiné em 1907–1908, tendo, pelos seus serviços relevantes, sido agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada e com a Medalha Rainha Dona Amélia. Pelo governo de Espanha foi condecorado com a Cruz de 1.ª classe do Mérito Naval e apesar de ser novo de idade, quando morreu, tinha já quatro portarias de louvor.Frederico Pinheiro Chagas, Álbum dos Vencidos, Fasc. n.º 1, 15 de Março de 1913, pág. 16, Consultado em 7 de Abril de 2022
Assentou praça em 4 de outubro de 1900 como aspirante de marinha supranumerário, sendo promovido a guarda-marinha a 29 de setembro de 1905, e a 2.º tenente em 4 de outubro de 1907.
Durante a Revolução de 5 de Outubro de 1910, manteve-se fiel ao regime monárquico. Durante o movimento revolucionário, foi enviado com o primeiro-tenente Almeida Henriques em missão à Escola Prática de Torpedos e Electricidade de Vale de Zebro, no Barreiro, buscar os navios torpedeiros aí destacados e que poderiam ainda constituir ameaça aos cruzadores revolucionários em Lisboa. Aderindo os marinheiros à revolução, o comandante da Escola, capitão-de-mar-e-guerra Almeida Lima, entregou-se com a oficialidade. Recusando terminantemente render-se, contudo, Pinheiro Chagas suicida-se desfechando um tiro no próprio peito e, sobrevivendo, mais dois na cabeça.
Era filho do escritor, estadista e parlamentar Manuel Pinheiro Chagas e de D. Maria da Piedade da Silva Pinheiro Chagas.
Categoria:Nascidos em 1882 Categoria:Mortos em 1910 Categoria:Oficiais subalternos de Portugal Categoria:Oficiais da Marinha Portuguesa Categoria:Monárquicos de Portugal Categoria:Cavaleiros da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Categoria:Suicídios por armas de fogo Categoria:Naturais de Lisboa