A pandemia de COVID-19 no Reino Unido se espalhou em 31 de janeiro de 2020, quando os dois primeiros casos com a doença respiratória COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, foram confirmados na cidade de Newcastle, em uma família de cidadãos chineses que estavam hospedados em um hotel em York.
O Reino Unido desenvolveu posteriormente, um teste laboratorial específico para o vírus. Em resposta ao surto, o aeroporto de Heathrow recebeu apoio clínico adicional e vigilância reforçada dos voos diretos de Wuhan. Em 30 de janeiro, o grupo de risco do Reino Unido subiu de "baixo" para "moderado", após a OMS anunciar que o COVID-19 da doença como Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (PHEIC).
Assim que os casos apareceram no Reino Unido em 31 de janeiro, foi lançada uma campanha informativa sobre saúde pública em aconselhar a população, diminuir o risco de propagação do vírus. No início de fevereiro, outros casos levaram o Secretário de Saúde e Assistência Social, Matt Hancock, introduzir o instrumento estatutário de 2020 ao Regulamento de Proteção à Saúde. Orientações sobre prevenção e controle de infecções, como detectar e diagnosticar o COVID-19 e, atualizações diárias — incluindo conselhos aos viajantes, foram publicadas pelo Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) e Saúde Pública da Inglaterra (PHE). Além disso, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) criou centros de triagem drive-through em vários hospitais. O consultor-médico e chefe do governo britânico, Chris Whitty, explicou uma estratégia para combater o surto com base em quatro objetivos: contenção, retardamento, pesquisas e apaziguamento.
O primeiro caso documentado no Reino Unido ocorreu em 28 de fevereiro de 2020. Todos os casos detectados anteriormente foram infectados no exterior. No dia 1º de março, os casos haviam sido detectados na Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Escócia. Posteriormente, o primeiro-ministro Boris Johnson apresentou o Plano de Ação para o Coronavírus, com o governo classificando o surto como "estado de calamidade nível 4". Em 11 de março, a OMS classificou o surto com uma pandemia. Outras decisões incluíram a cancelamento das aulas na Inglaterra, optando pelo seu fechamento. As companhias aéreas anunciaram uma série de cancelamentos de voos, e alguns varejistas online relataram que os consumidores fizeram pedidos extraordinariamente grandes. Em 12 de março, o grupo de risco no Reino Unido subiu de "moderado" para "alto". Quatro dias depois, após a pandemia de COVID-19 na Itália, o governo advertiu medidas a respeito do distanciamento social, aconselhando a população evitar viagens consideradas "não essenciais", contato com outras pessoas, ambientes fechados, e se possível, passar a trabalharem em casa. Mulheres grávidas, idosos com mais de 70 anos e àqueles com algum grau de saúde comprometido, foram orientados a ficarem em seus domicílios de forma isolada. Em 18 de março, o governo tornou obrigatório o fechamento de escolas e universidades. Em 20 de março, foi divulgado que todos os restaurantes, bares, clubes e instalações esportivas e de lazer também seriam obrigados a fecharem, embora os serviços delivery pudessem permanecer abertas. Em 23 de março, o governo anunciou que essas medidas seriam mais rigorosas, com amplas restrições à liberdade de circulação, aplicáveis por lei.
Em dezembro de 2020, uma nova variante do Coronavirus começou a se espalhar pelo Reino Unido. O governo respondeu colocando novas restrições e começando um lockdown em várias partes do país. Em janeiro de 2021, o Reino Unido começou a vacinar sua população com a vacina BioNTech–Pfizer.
Antecedentes Em 12 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que um novo coronavírus era a causa de uma doença respiratória em um grupo de pessoas na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, sendo relatada à OMS em 31 de dezembro de 2019.
A taxa de letalidade para os casos de COVID-19 foi muito menor se comparado a SARS-CoV de 2003, no entanto, sua transmissão foi significativamente maior, com um número total significativo de mortes. A partir de 19 de março, a Saúde Pública da Inglaterra não classificou mais o COVID-19 como uma "alto" na categoria de grupo de risco.
Histórico
Janeiro de 2020 Em 22 de janeiro, após os Estados Unidos confirmar seu primeiro caso, um homem que havia retornado de Wuhan a Washington, onde havia 440 casos confirmados na época, o nível de risco de "muito baixo" a "baixo". Como resultado, o Aeroporto de Heathrow recebeu apoio clínico adicional e vigilância reforçada aos três voos diretos que recebia de Wuhan toda semana; cada um deveria ser atendido por uma equipe da Port Health com suporte ao idioma mandarim e cantonês. Além disso, todos os aeroportos do Reino Unido deveriam disponibilizar orientações por escrito para viajantes doentes. Simultaneamente, foram feitos esforços para rastrear 2.000 pessoas que voaram para o Reino Unido a partir de Wuhan nos últimos 14 dias.
Em 31 de janeiro, dois membros de uma família de cidadãos chineses hospedados em um hotel em York, um dos quais estudou na Universidade de York, se tornaram os primeiros casos confirmados de COVID-19 no Reino Unido. Após a confirmação, eles foram transferidos do Hospital Universitário Hull University para um centro de isolamento especializado, uma Unidade de Doenças Infecciosas de Alta Consequência designada em Newcastle upon Tyne. O caso se tratava de uma mulher de 50 anos que veio da província de Hubei e entrou no Reino Unido em 23 de janeiro. Desenvolveu febre e fadiga em 26 de janeiro, com a confirmação do caso se dando em 31 de janeiro.
No mesmo dia, um voo de evacuação de Wuhan pousou na RAF Brize Norton e os passageiros, nenhum dos quais com sintomas, foram submetidos a uma quarentena, em um quarteirão residencial do Arrowe Park Hospital, em Wirral. Anteriormente, havia uma disputa sobre se o governo deveria ajudar o repatriamento de portadores de passaporte do Reino Unido das áreas mais afetadas na China ou restringir completamente as viagens das regiões afetadas. Alguns cidadãos britânicos em Wuhan foram informados de que poderiam ser evacuados, mas cônjuges ou filhos com passaporte chinês continental não. Isso foi derrubado mais tarde, mas o atraso significou que algumas pessoas perderam o voo.
Fevereiro de 2020 Em 6 de fevereiro, um terceiro caso confirmado, um homem que havia viajado recentemente para Singapura e depois para a França, foi relatado em Brighton. Ele havia transmitido o vírus para seis de seus parentes na França, antes de retornar ao Reino Unido em 28 de janeiro. Após a confirmação, o governo do Reino Unido ampliou o número de países onde um histórico de viagens anteriores estava associado a sintomas semelhantes aos da COVID-19. Esses países incluíam a China, Hong Kong, Japão, Macau, Malásia, Coréia do Sul, Singapura, Taiwan e Tailândia.
Em 10 de fevereiro, quatro novos casos foram confirmados em Brighton, todos tendo tido algum tipo de contato com o portador do terceiro caso confirmado. Globalmente, o vírus havia se espalhado para 28 países. Naquele dia, o Secretário de Estado da Saúde e Assistência Social, Matt Hancock, anunciou o Regulamento de Proteção à Saúde (Coronavírus) 2020, para dar aos profissionais de saúde pública "poderes fortalecidos" para manter as pessoas afetadas e aquelas que se acredita estarem expostas isoladas. Um nono caso foi confirmado em Londres em 11 de fevereiro.
Em 23 de fevereiro, o número total de casos no Reino Unido chegou a 13, quando quatro novos casos de passageiros no navio de cruzeiro Diamond Princess foram confirmados. Eles foram transferidos para hospitais no Reino Unido. Em 27 de fevereiro, o número total de casos confirmados no Reino Unido subiu para 16, incluindo o primeiro caso na Irlanda do Norte, de uma mulher que havia viajado para Milão.
Em 28 de fevereiro, o primeiro caso no País de Gales foi confirmado em uma pessoa que retornara do norte da Itália. No mesmo dia, dois outros casos foram confirmados na Inglaterra, um dos quais era um homem que não havia contraído a doença do exterior. Ele era um residente em Surrey e o caso foi registrado no Centro de Saúde Haslemere. Um estudo levantou a possibilidade de que a primeira pessoa a contrair a doença no Reino Unido possa ter sido um dos dois cidadãos chineses com casos confirmados em 31 de janeiro. A primeira morte foi registrada em 28 de fevereiro.
Em 29 de fevereiro, mais três casos do vírus foram confirmados, elevando o número total para 23. 10.483 pessoas haviam sido testadas. Duas das três pessoas afetadas haviam retornado recentemente da Itália, enquanto a terceira havia retornado da Ásia. No mesmo dia, o governo escocês anunciou que começaria a realizar uma vigilância em alguns hospitais. Cerca de 442.675 ligações foram feitas para a linha não emergencial 111 na última semana de fevereiro.
Março de 2020 miniaturadaimagem|Prateleiras de mercado de Londres vazias. Em 1º de março, outros 13 casos foram relatados, acrescentando a Grande Manchester e a Escócia à lista de áreas afetadas e elevando o total para 36, três dos quais se acredita serem contatos do caso em Surrey. Em 2 de março, mais quatro pessoas na Inglaterra testaram positivo; os quatro haviam viajado recentemente da Itália. O número total de casos no Reino Unido subiu para 39. No dia seguinte, quando o número total de casos confirmados no Reino Unido chegou a 51, o governo do Reino Unido apresentou seu Plano de Ação para Coronavírus, que descrevia o que o Reino Unido tinha feito e o que planejava fazer a seguir. Paul Cosford, diretor médico da Public Health England, disse que a transmissão generalizada de COVID-19 no Reino Unido é "altamente provável".
Em 4 de março, o número total de casos confirmados subiu para 85. Em 5 de março, foram anunciados mais três casos na Escócia, e o total de casos confirmados no Reino Unido chegou a 115. No mesmo dia, uma mulher de 70 anos com uma condição médica grave, registrou a primeira morte por COVID-19 no Reino Unido. Outros 48 casos foram confirmados em 6 de março, com o total passando dos 200 no dia seguinte. Em 8 de março houve a confirmação de 64 casos, o maior aumento de casos até então. Em 9 de março, foram confirmados casos em Dorset. alt=|esquerda|miniaturadaimagem|A partir de 12 de março alguns estabelecimentos passaram a limitar o número de itens vendidos por cliente. Em 10 de março, foi anunciado que o Ministro da Saúde, Nadine Dorries havia testado positivo para o vírus e estava auto-isolando. Em 11 de março mais 83 casos foram confirmados, elevando o total para 456. No mesmo dia, a OMS declarou a eclosão de uma pandemia, e foi-se discutido o orçamento anual. Em 12 de março, o total de casos no Reino Unido subiu para 590. O governo aconselhou que qualquer pessoa com uma nova tosse contínua ou febre deve se auto-isolar por sete dias. As escolas foram solicitadas a cancelar viagens ao exterior, e pessoas acima de 70 anos e pessoas com condições médicas preexistentes foram aconselhadas a evitar cruzeiros.
Em 13 de março, o número total de casos confirmados subiu para 798, com a primeira morte sendo confirmada na Escócia. O governo do Reino Unido restringiu a exportação de três drogas que estavam sendo usadas em pacientes da COVID-19 em ensaios clínicos na China: Kaletra, fosfato de cloroquina e hidroxicloroquina. Em 14 de março, o número de casos confirmados aumentou para 1.140 e o número total de mortes subiu para 21. Em 15 de março, o secretário de Estado da Saúde e Assistência Social, Matt Hancock, anunciou que todos na Grã-Bretanha com mais de 70 anos seriam instruídos a se auto-isolarem nas próximas semanas. Naquele dia, o número de casos subiu para 1.372 e o número de mortes aumentou para 35. miniaturadaimagem|Uso de máscara e luvas em supermercado de Londres.