Arlindo Chinaglia Junior (pronúncia AFI: [kiˈnaʎa]; Serra Azul, 24 de dezembro de 1949) é um médico e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. É deputado federal por São Paulo há oito mandatos, sendo presidente da Câmara dos Deputados entre 2007 e 2009 e Presidente do Parlamento do Mercosul desde 1º de janeiro de 2025. Foi também deputado estadual do mesmo estado e Presidente do Parlamento do Mercosul em 2016.
Biografia De origem italiana, graduou-se em medicina pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e com residência em Radiodiagnóstico pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE).
Ao longo de sua trajetória, foi membro fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), presidente da Câmara dos Deputados (2007-2009), do Parlamento do Mercosul (2017-2018 e 2025), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado de São Paulo (1988-1990) e do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (1984-1990). Foi reeleito para um terceiro mandato no sindicato antes de se afastar para candidatar-se a deputado estadual em 1990, sendo eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo e exercendo o mandato de 1991 a 1995. Em seguida, foi eleito deputado federal, cargo que ocupa desde 1995. Durante a gestão de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo, atuou como Secretário das Subprefeituras, sendo responsável pela implementação desse modelo administrativo, que aproximou os serviços públicos das comunidades.
Na Câmara dos Deputados, ocupou os cargos de líder e vice-líder do Partido dos Trabalhadores (PT), além de ter sido líder dos governos Lula e Dilma. Também foi relator-geral do Orçamento e presidente da Comissão Especial do Pré-Sal.
Assembleia Legislativa de São Paulo Nas eleições de 1990, Chinaglia candidatou-se pelo PT à Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). Foi eleito em último lugar, com votos (0,08%). Foi eleito deputado estadual em último lugar, parcialmente devido à baixa adesão ao partido nas urnas estaduais daquele ano.
Câmara dos Deputados Nas eleições de 1994, com mais que o dobro dos votos (; 0,15%), foi eleito deputado federal por São Paulo. Nas eleições de 1998, novamente dobrou seu eleitorado, sendo reeleito com votos (0,36%) Destacou-se durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995–2002). Ficou conhecido como proponente de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Entre 2001 e 2002, exerceu o cargo de Secretário de Implementação das Subprefeituras, na prefeitura de São Paulo.
Nas eleições de 2002, foi novamente reeleito para um terceiro mandato, dessa vez alcançando votos (0,69%). Em 2004, Chinaglia foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao grau de Grande-Oficial especial da Ordem do Mérito Militar. Nas eleições de 2006, foi reeleito com votos (0,84%).
Presidente da Câmara dos Deputados Na legislatura 2007–2009 foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, prometendo combater os "detratores" do Congresso Nacional. Disse à revista britânica The Economist: "quem quer que ataque o Parlamento… também ataca a democracia". Ao deixar o mandato, pediu desculpas aos deputados pelo excesso de rigor no comando da casa.
Nas eleições de 2010, foi reeleito para um quinto mandato com votos (0,97%). Nas eleições de 2014, registrou sua primeira queda: embora eleito, perdeu parte dos votos no estado para o palhaço Tiririca, que compôs a coligação entre o antigo Partido da República (PR, atual PL) e o PT. Nesse ano, foi eleito com votos (0,64%).
Foi reeleito para seu sétimo mandato nas eleições de 2018, mas com seu pior resultado eleitoral desde 1998. Debilitado nas urnas por um suposto envolvimento na Operação Lava Jato e pela vitória de Eduardo Bolsonaro como o mais votado da história, seu companheiro de partido Rui Falcão foi o mais bem-visto pelos petistas paulistas, enquanto que Chinaglia recebeu apenas votos (0,41%).
Caso Odebrecht O deputado é suspeito de cobrar propina da Odebrecht em troca da liberação de uma obra, segundo inquérito autorizado pelo ministro o STF Edson Fachin, e cujos valores chegaram a R$ 10 milhões. Os delatores da Odebrecth (atual Novonor) relataram terem destinado pagamento um total de R$ 50 milhões a um grupo de quatro parlamentares para auxiliarem a Odebrecht e Andrade Gutierrez a vencerem a licitação da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e aparar arestas com o governo federal. Um dos nome era o de Chinaglia, na época presidente da Câmara dos Deputados, que recebeu R$ 10 milhões; os outros eram o então deputado Eduardo Cunha (R$ 20 milhões), o senador Romero Jucá (R$ 10 milhões), e o deputado Sandro Mabel (R$ 10 milhões). Os valores seriam pagos pelas duas construtoras, de acordo com sua fatia no consórcio que ganhou a licitação. Segundo os delatores, Chinaglia ainda reclamou em 2014 que os valores não estavam sendo pagos. A Odebrecht acionou o "Setor de Operações Estruturadas", conhecido como "departamento de propinas", e destinou R$ 2,5 milhões ao deputado. Nas planilhas de pagamento de propinas da empresa, o deputado era apelidado de "Grisalho".
Ver também Eleições estaduais em São Paulo em 1990 Eleições estaduais em São Paulo em 1994 Eleições estaduais em São Paulo em 1998 Eleições estaduais em São Paulo em 2002 Eleições estaduais em São Paulo em 2006 Eleição para mesa diretora da Câmara dos Deputados do Brasil em 2007 Eleições estaduais em São Paulo em 2010 Eleições estaduais em São Paulo em 2014 Eleição para mesa diretora da Câmara dos Deputados do Brasil em 2015 Eleições estaduais em São Paulo em 2018
Ligações externas
Categoria:Alunos da Universidade de Brasília Categoria:Brasileiros de ascendência italiana Categoria:Deputados estaduais de São Paulo Categoria:Deputados federais do Brasil por São Paulo Categoria:Grandes-Oficiais da Ordem do Mérito Militar Categoria:Médicos do estado de São Paulo Categoria:Naturais de Serra Azul Categoria:Parlamentares do Mercosul pelo Brasil Categoria:Presidentes da Câmara dos Deputados do Brasil Categoria:Presidentes do Parlamento do Mercosul Categoria:Membros do Partido dos Trabalhadores de São Paulo Categoria:Membros da CUT __INDEXAR__