O Embraer EMB-121 "Xingu" é um avião turboélice bimotor de médio porte e cabine pressurizada, para uso executivo. Tem capacidade para transportar dois tripulantes e até nove passageiros em viagens de médio curso. Foi desenvolvido e fabricado no Brasil na década de 1970 pela Embraer, que utilizou como base o projeto de asa do turboélice bimotor para transporte regional de passageiros Bandeirante.

É o primeiro integrante do Projeto 12X da Embraer, que consiste numa família de aeronaves turboélices. Fruto de um pioneiro trabalho de pesquisa, criação e desenvolvimento de aeronaves turboélices pressurizadas para uso executivo, militar e transporte regional de passageiros, que incluiu posteriormente o EMB-120 Brasília.Ensaio de estol no Xingu, parte 2: novas emoções... - Poder Aéreo - Forças Aéreas e Indústria AeronáuticaFalando em ensaio de estol, um emocionante voo no EMB 121 Xingu - Poder Aéreo - Forças Aéreas e Indústria Aeronáutica

Na fase inicial de desenvolvimento do Projeto 12X, os engenheiros da fabricante contaram com o auxílio de colegas da norte-americana United Technologies, especialmente no aspecto de usinagem química, técnica necessária para fabricação de aeronaves metálicas pressurizadas.O que poucos sabem sobre a Embraer – 4 - Poder Aéreo - Forças Aéreas e Indústria Aeronáutica

História miniatura|esquerda|215x215px|Xingu da Força Aérea Francesa

No design do Embraer Xingu foi aproveitado o projeto das asas e a motorização Pratt & Whitney PT6A da aeronave turboélice EMB-110 Bandeirante, utilizada no transporte regional de passageiros e cargas, porém a fuselagem, incluindo a seção dianteira e os estabilizadores vertical e horizontal, era completamente nova.

Os conceitos técnicos relativos à sua tecnologia inovadora de pressurização foram utilizados como base para dar origem ao modelo turboélice para transporte de passageiros EMB-120 Brasília, com mais de 350 unidades operando nos principais mercados mundiais.

Na prática, foi um projeto completamente novo de uma aeronave executiva, ainda hoje utilizada por empresas de táxi-aéreo e operadores particulares, além da Força Aérea Brasileira e da Força Aérea Francesa.

Mercado esquerda|miniaturadaimagem|213x213px|Interior de um Xingu-II A principal configuração executiva adotada pela Embraer na cabine de passageiros, separada da cabine de pilotagem com dois assentos para piloto e co-piloto, foi de seis ou sete assentos, com porta lateral de acesso e escada embutida, corredor central na cabine de passageiros e um toalete básico ao fundo.

A rigor, o Embraer Xingu nasceu antes de 1976, mas a fase de testes e certificações das primeiras versões, incluindo os testes de pressurização, só foram concluídas no início da década de 1980. Sua velocidade de cruzeiro nas primeiras versões, com hélices de três pás, é de cerca de 410 km/h e, em versões posteriores, cerca de 430 km/h.

O projeto das asas e fuselagem, com a construção convencional em alumínio e ligas metálicas, foi certificado pelas autoridades aeronáuticas brasileiras e americanas entre o final da década de 1970 e início da década de 1980, incluindo o sistema de degelo dos bordos de ataque das asas.

Uma versão modificada e mais silenciosa, o EMB-121A1 Xingu II, foi introduzida em 4 de setembro de 1981, com motores PT6A-135, mais potentes, e uma outra versão com fuselagem ligeiramente mais espaçosa, o EMB-121B Xingu III, com motores PT6A-42, não chegou a ser produzida em série.

Em agosto de 1987 a Embraer encerrou a produção, com 106 unidades fabricadas, das quais 51 exportadas. Atualmente a Força Aérea Francesa tem o maior número de Embraer Xingu em atividade, com 43 aviões em serviço.

Na Força Aérea Brasileira, apenas o 6° ETA (Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo), sediado na Base Aérea de Brasília, opera 3 aeronaves no transporte de autoridades governamentais e para apoio ao VI Comando Aéreo Regional.

Ficha técnica Tripulação (civil): 1 piloto e 1 co-piloto Tripulação (militar): 1 piloto, 1 co-piloto e 1 mecânico Capacidade: 8 ou 9 passageiros Comprimento: Aprox. 12,3 metros Envergadura: Aprox. 15,5 metros Peso máximo decolagem: Aprox. 5.670 kg Peso Máximo de Pouso: Aprox. 5.340 kg Primeiro voo: 22 de outubro de 1976 Capacidade dos tanques (QAV): 1.720 litros Velocidade cruzeiro: Aprox. 450 km/h VMC (Velocidade Mínima Controle): Aprox. 178 km/h (embandeirado) Vento cruzado (pouso e decolagem): Aprox. 46 km/h Alcance: Aprox. quilômetros Teto de serviço: Pista de pouso: Aprox. 1 300 metros (lotado / dias quentes / tanques cheios) Motorização (potência): 2 x Pratt & Whitney PT6A (680 shp)

Versões VU-9 - Força Aérea Brasileira EMB-121A Xingu I EMB-121A1 Xingu II EMB-121V Xingu III

Ver também Embraer Embraer EMB-110 Bandeirante Embraer EMB-120 Brasília

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