Elimar Máximo Damasceno (Santa Maria do Suaçuí, 17 de fevereiro de 1951) é um médico e político brasileiro. Foi deputado federal por São Paulo entre 2003 e 2007, eleito pelo Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA). Em 2022, voltou a disputar uma eleição para deputado federal, desta vez pelo Republicanos no Rio de Janeiro, sem ser eleito.
Biografia Elimar Máximo Damasceno nasceu em Santa Maria do Suaçuí, em Minas Gerais, em 17 de fevereiro de 1951, filho de Joaquim Máximo da Fonseca e Marília Damasceno Fonseca. Formou-se em Medicina pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (EMESCAM), no Espírito Santo, em 1978. Posteriormente, realizou cursos de atualização médica no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde foi aluno de Enéas Carneiro, fundador do PRONA.
Antes de chegar à Câmara dos Deputados, Damasceno exerceu atividades profissionais na área médica e ocupou, entre outras funções, a direção do Hospital Municipal de Piabetá, em Magé, no estado do Rio de Janeiro, em 1990. Também integrou a Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
Nas eleições de 2002, foi eleito deputado federal por São Paulo pelo PRONA, apesar de ter recebido apenas 484 votos. A eleição ocorreu pelo sistema proporcional, e a expressiva votação de Enéas Carneiro, que ultrapassou 1,5 milhão de votos, permitiu que o partido elegesse outros cinco deputados no estado. Damasceno tomou posse em 1.º de fevereiro de 2003.
Durante seu mandato, integrou diferentes comissões da Câmara dos Deputados, entre elas as de Agricultura e Política Rural, Desenvolvimento Urbano e Seguridade Social e Família. Também participou de comissões especiais relacionadas a temas como a reforma tributária, a revitalização da bacia do São Francisco e a SUDENE.
Sua atuação parlamentar foi marcada por posições conservadoras em temas sociais e religiosos. Entre outras questões, manifestou-se contra o aborto de fetos anencéfalos e contra os direitos LGBT. Foi autor do Projeto de Lei nº 2279/2003, que visava tornar o beijo "lascivo" entre pessoas do mesmo sexo como contravenção penal. Foi também autor do Projeto de Lei nº 1030/03, que propunha pena de seis meses a dois anos de prisão para quem realizar tatuagens ou colocar adereços no corpo de criança ou adolescente sem autorização dos responsáveis.
Nas eleições de 2006, Damasceno tentou a reeleição para deputado federal por São Paulo, novamente pelo PRONA, obtendo 1.567 votos e ficando na condição de suplente. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 2007. Após deixar o Congresso, passou a exercer a chefia do gabinete de Enéas Carneiro, que havia sido reeleito deputado federal em 2006 e morreu em maio de 2007. Damasceno também esteve entre os dirigentes do PRONA no período de sua fusão com o Partido Liberal (PL), que deu origem ao Partido da República (PR).
A atuação de Damasceno no Congresso também foi associada ao conservadorismo de inspiração cristã e ao integralismo. Estudos acadêmicos sobre o neointegralismo brasileiro apontam sua proximidade com setores do movimento integralista e destacam a atuação de seu então chefe de gabinete, Paulo Fernando da Costa, ligado à Frente Integralista Brasileira.
Em 2022, Damasceno voltou a disputar uma eleição, candidatando-se a deputado federal pelo Republicanos no estado do Rio de Janeiro, com o nome de urna "Dr. Elimar". Obteve 1.480 votos e terminou como suplente.
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