Os ataques aéreos dos Estados Unidos no Iêmen começaram após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando as forças armadas dos Estados Unidos passaram a atacar os militantes islamistas presentes no Iêmen, em particular a al-Qaeda na Península Arábica usando guerra por drones. Al Qaeda Arrests Worldwide FOX News

Contexto Os Estados Unidos afirmaram que usaram assassinatos seletivos pela primeira vez em novembro de 2002, com a cooperação e aprovação do governo do Iêmen. Em 5 de novembro de 2002, integrantes da al-Qaeda em um carro que viajava pelo Iêmen foram mortos em um assassinato seletivo por um míssil lançado de um drone Predator controlado pela CIA.

Em 2004, o programa de assuntos internacionais da Australian Broadcasting Corporation (ABC-TV), Foreign Correspondent, investigou o assassinato seletivo e o envolvimento do embaixador estadunidense como parte de um relatório intitulado "The Yemen Option". O relatório examinou táticas e contramedidas em evolução ao lidar com ataques inspirados pela al-Qaeda.

Segundo o The Times, em 2010 os Estados Unidos, em cooperação com as autoridades iemenitas, lançou quatro mísseis de cruzeiro contra alvos terroristas suspeitos no Iêmen. Ainda segundo a publicação, o Iêmen solicitou aos Estados Unidos que suspendessem os ataques depois que um dos mísseis matou o líder tribal pró-governo, Sheikh Jaber al-Shabwani, vice-governador da província de Marib, o que levou sua tribo a revoltar-se contra o governo iemenita. The Times também afirmou que as tropas das forças especiais estadunidenses estavam no terreno iemenita ajudando a caçar membros da al-Qaeda. Tomlinson, Hugh, Michael Evans, and Iona Craig, "US Attacks Al-Qaeda In Yemen", The Times, 9 de dezembro de 2010.

Estima-se que 98 ataques por drones estadunidenses foram realizados no Iêmen de 2002 a 2015: 41 em 2012, 26 em 2013 e 14 em 2014.

Com a intervenção da coalizão árabe no Iêmen, essa coalizão liderada pela Arábia Saudita passou a atacar os rebeldes houthis também usando uma guerra por drones. O movimento houthi, em represália, igualmente utilizaria a guerra de drones para atacar a coalizão árabe e as tropas do governo iemenita liderado por Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi.

Cronologia 2002 No início de 2002, o governo de George W. Bush aprovou o envio de cerca de uma centena forças de operações especiais para o Iêmen.US Broadens Terror Fight, Readying Troops for Yemen, New York Times, 2 de março de 2002

Seis membros suspeitos da al-Qaeda do Iêmen foram explodidos em seu carro na província de Ma'rib em novembro de 2002 por um míssil Hellfire de um veículo aéreo não tripulado Predator da CIA. Entre os mortos estavam Qaed Salim Sinan al-Harethi (também conhecido como Abu Ali al-Harithi), um tenente do alto escalão da al-Qaeda que era considerado como um dos mentores do atentado ao USS Cole em outubro de 2000 e Kamal Derwish (também conhecido como Ahmed Hijazi), um cidadão norte-americano. "Q&A: Targeted Killings", Eben Kaplan, The New York Times, 25 de janeiro de 2006. Al-Harethi estava em uma lista de alvos cuja captura ou morte havia sido ordenada pelo presidente George W. Bush.

2009 Em 17 de dezembro, o vilarejo de Al Ma'jalah foi atingido por um míssil de cruzeiro que matou 41 pessoas, incluindo catorze mulheres e 21 crianças; catorze seriam supostos membros da al-Qaeda. Embora o governo do Iêmen assumiu inicialmente a responsabilidade, fotografias de componentes estadunidenses e o WikiLeaks sugeriram que o ataque aéreo teria sido realizado pelos Estados Unidos. A ABC News noticiou que os mísseis de cruzeiro dos estadunidenses faziam parte do bombardeio ao acampamento, visando Abu Hureira Qasm al-Rimi. Segundo uma autoridade local e uma fonte tribal, 49 civis (incluindo 23 mulheres e dezessete crianças) estavam entre os mortos no ataque aéreo.

2010 Em maio de 2010, um ataque errôneo por drone contra terroristas da al-Qaeda em Wadi Abida, no Iêmen, matou cinco pessoas, entre elas Jaber al-Shabwani, vice-governador da província de Ma'rib, que mediava entre o governo e os militantes. O assassinato enfureceu tanto os membros da tribo de Shabwani que, nas semanas subsequentes, eles lutaram pesadamente com as forças de segurança do governo, atacando duas vezes um importante oleoduto em Marib.

2011 Em 5 de maio de 2011, um míssil disparado de um drone estadunidense matou Abdullah e Mosaad Mubarak, irmãos que seriam militantes da al-Qaeda. O míssil atingiu o carro e ambos morreram instantaneamente. O ataque pretendia matar o propagandista da Al-Qaeda, Anwar al-Awlaki, mas ele não foi atingido no ataque. Mazzetti, Mark, "Drone Strike In Yemen Was Aimed At Awlaki", New York Times, 7 de maio de 2011, p. 11; Coker, Margaret, "Drone Targets Yemeni Cleric", Wall Street Journal, 7 de maio de 2011, p. 1.

Em 3 de junho de 2011, jatos tripulados (ou drones) atacaram e mataram Ali Abdullah Naji al-Harithi, um agente de nível médio da al-Qaeda e vários outros militantes suspeitos, incluindo Ammar Abadah Nasser al-Wa'eli, em um ataque no sul do Iêmen. Roggio, Bill, "AQAP confirms deaths of 2 commanders in US airstrike", Long War Journal, 21 de julho de 2011. Quatro civis também teriam sido mortos no ataque, coordenados pelas forças especiais e agentes da CIA baseados em Saná. Mazzetti, Mark, "U.S. Is Intensifying A Secret Campaign Of Yemen Airstrikes", New York Times, 9 de junho de 2011. Segundo a Associated Press, em 2011 o governo dos Estados Unidos começou a construir uma base aérea perto ou no Iêmen a partir da qual a CIA e os militares estadunidenses planejavam operar drones sobre o Iêmen. Associated Press, "Secret CIA drone base being built to target Yemen militants", Japan Times, 16 de junho de 2011, p. 1.DeYoung, Karen, "U.S. Air Attacks In Yemen Intensify", Washington Post, 17 de setembro de 2011, p. 1. Essa base está localizada em Umm Al Melh, ao norte do Iêmen, na Arábia Saudita. The Washington Post informou que os Estados Unidos usavam anteriormente uma base em Djibuti para operar drones sobre o Iêmen, Whitlock, Craig, and Greg Miller, "U.S. assembling secret drone bases in Africa, Arabian Peninsula, officials say", Washington Post, 21 de setembro de 2011. enquanto The Wall Street Journal informou que uma base de drones estadunidenses nas Seychelles poderia ser usada para operar drones sobre o Iêmen. Barnes, Julian E., "U.S. Expands Drone Flights To Take Aim At East Africa", Wall Street Journal, 21 de setembro de 2011, p. 1.

Em 14 de julho de 2011 aeronaves tripuladas (ou drones) estadunidenses atacaram e destruíram uma delegacia de polícia em Mudiya, na província de Abyan, que estava ocupada por militantes da al-Qaeda. A mídia e o governo iemenita deram informações conflitantes sobre o número de vítimas, estimadas em 6 a 50 mortes. No mesmo dia e nas proximidades, mísseis teleguiados teriam atingido um carro pertencente ao líder da al-Qaeda iemenita, Fahd al-Quso, mas al-Quso sobreviveu ao ataque. Arrabyee, Nasser, and Mark Mazzetti, "U.S. Strikes In Yemen Said To Kill 8 Militants", New York Times, 15 de julho de 2011, p. 9.Roggio, Bill, "US airstrike kills 6 al Qaeda fighters in Yemen: report", Long War Journal, 14 de julho de 2011.Whitlock, Craig, and Mohammed al-Qadhi, "Al-Qaeda Fugitive In Yemen Eludes Attack", Washington Post, 16 de julho de 2011, p. 9.

Em 1 de agosto de 2011, drones estadunidenses e aviões iemenitas atacaram três alvos com bombas e mísseis no sul do Iêmen, matando quinze supostos militantes da al-Qaeda e ferindo outros dezessete. Os locais atingidos incluem al-Wahdah, al-Amodiah e al-Khamilah na província de Abyan. Um dos mortos era o líder militante Naser al-Shadadi. De acordo com o Yemen Post, "pelo menos 35 ataques de drones estadunidenses foram notificados no Iêmen nos últimos dois meses". Al-Qadhi, Mohammed, "Airstrikes Kill Militants In S. Yemen", Washington Post, 2 de agosto de 2011, p. 9.

Em 24 de agosto de 2011, aeronaves não identificadas atacaram supostos militantes da al-Qaeda perto de Zinjibar. Os ataques teriam matado trinta militantes e ferido outros quarenta. Al-Haj, Ahmed, Associated Press, "Yemen strikes kill 30 al-Qaida-linked fighters", Military Times, 24 de agosto de 2011.

De acordo com oficiais iemenitas, conforme relatado no Long War Journal, os ataques aéreos estadunidenses no sudeste da província de Abyan, de 30 de agosto a 1 de setembro de 2011, mataram trinta militantes da AQPA. Os militantes teriam envolveram-se em combates com as forças militares iemenitas. Roggio, Bill, "US airstrikes in southern Yemen kill 30 AQAP fighters: report", Long War Journal, 1 de setembro de 2011.

Dois ataques aéreos com aeronaves operadas pelos Estados Unidos em 21 de setembro de 2011 teriam matado quatro combatentes da AQPA em Abyan e sete combatentes da AQPA em Shaqra. Roggio, Bill, "US airstrikes kill AQAP fighters in southern Yemen", Long War Journal, 22 de setembro de 2011.

Em 30 de setembro de 2011, os mísseis lançados por drones estadunidenses mataram quatro pessoas, incluindo o propagandista da al-Qaeda, Anwar al-Awlaki, na província de Al Jawf. O ataque também matou Samir Khan, cidadão norte-americano, editor da revista Inspire. Esse ataque marcou a primeira vez que os Estados Unidos atacaram deliberadamente cidadãos norte-americanos em um ataque por drone. Almasmari, Hakim, Margaret Coker, and Siobhan Gorman, "Drone Kills Top Al Qaeda Figure", Wall Street Journal, 1 de outubro de 2011, p. 1.

Um ataque com drones a esconderijos de militantes a leste de Zinjibar, capital da província de Abyan, em 5 de outubro de 2011, matou cinco membros da al-Qaeda. Segundo autoridades iemenitas, um ataque aéreo estadunidense em 14 de outubro de 2011 matou sete militantes da AQPA, além de Ibrahim al-Bana, nascido no Egito, chefe de mídia da AQPAAssociated Press, "Yemen Says Local Al-Qaida Chief, 6 Others Killed", Arizona Daily Star, 15 de outubro de 2011. e do filho de dezessete anos de Anwar al-Awlaki, Abdelrahman al-Awlaki.

Em outro ataque de drones, em 22 de dezembro de 2011 perto de Zinjibar, teria matado Abdulrahman al-Wuhayshi, um parente do líder da al-Qaeda iemenita Nasir al-Wuhayshi. Outros oito militantes haviam sido mortos em um ataque aéreo perto de Jaʿār, província de Abyan, em 17 de dezembro de 2011.

2012 Um ataque aéreo, realizado por aeronaves estadunidenses, em 31 de janeiro de 2012, próximo à cidade de Lawdar, na província de Abyan, matou onze militantes da AQPA. Os mortos incluem Abdul Monem al-Fahtani, participante do atentado ao USS Cole. DeYoung, Karen, "U.S. Airstrike Targets Al-Qaeda In Yemen", Washington Post, 1 de fevereiro de 2012, p. 10; Roggio, Bill, "US drone strike kills 11 AQAP leaders, fighters: report", Long War Journal, 31 de janeiro de 2012.

Long War Journal informou que, em 2012, os Estados Unidos realizaram seus primeiros ataques de drones contra a AQPA em Hadramout em maio de 2012. De meados de maio até o final do ano, os Estados Unidos lançaram sete ataques aéreos na província - um total de 41 ataques com drones que ocorreram no Iêmen em 2012.

Os drones se envolveriam em três ataques aéreos durante três dias, de 9 a 11 de março de 2012. O primeiro ataque teve como alvo um esconderijo da al-Qaeda perto de Al Bayda', província de Baydah, matando o líder local da AQPA, Abdulwahhab al-Homaiqani, e dezesseis de seus militantes. O segundo ataque atingiu Jaʿār, na província de Abyan, matando vinte combatentes da AQPA. O terceiro ataque, também em Jaʿār, teria matado três militantes da AQPA e alvejado um local de armazenamento de armas que o grupo havia apreendido depois de invadir uma base militar iemenita em Al Koud na semana anterior. Roggio, Bill, "US drone strike kills 3 AQAP fighters in Yemen", Long War Journal, 12 de março de 2012. Um quarto ataque de drones em 14 de março de 2012 em Al Bydah teria matado quatro militantes da AQPA em um veículo.Roggio, Bill, "US drone strike kills 4 AQAP fighters", Long War Journal, 15 de março de 2012.