Nico Erik Rosberg (Wiesbaden, 27 de junho de 1985) é um ex-automobilista que atuou na Fórmula 1 entre e pelas equipes e . Foi campeão mundial de Fórmula 1 em , superando seu companheiro de equipe Lewis Hamilton. Ainda foi vice-campeão por duas vezes, em e . Anteriormente, ele foi campeão da GP2 Series em 2005, e da Fórmula BMW ADAC em 2002. É filho do campeão de F1 Keke Rosberg.
Biografia Nico Erik Rosberg nasceu em Wiesbaden, cidade que à época, fazia parte da Alemanha Ocidental. Ele é filho de Keijo "Keke" Rosberg, campeão da Fórmula 1 em , com Gesine "Sina" Rosberg (nascida Gleitsmann-Dengel). Nico tem dupla nacionalidade, sendo alemão e finlandês. Ele chegou a correr com a licença finlandesa no início de sua carreira, mas depois, passou a correr sob bandeira alemã, por conta da facilidade em obter patrocínios. Sua família se mudou para Mônaco quando Nico tinha apenas um mês de vida, e passou a infância dividido entre o principado e a ilha espanhola de Ibiza. Ele foi colega de Nelsinho Piquet durante o jardim de infância, e os dois eram amigos nessa época, com Lewis Hamilton também sendo amigo de Nico durante a época em que eles corriam de kart.
Rosberg cresceu falando fluentemente alemão, inglês, francês, espanhol e italiano, mas não fala finlandês, nem sueco, uma decisão de seu próprio pai, que considerava que o filho deveria dominar os idiomas mais correntes no mundo da F1. Nico chegou a cogitar ser engenheiro aerodinâmico, mas o amor pela velocidade falou mais alto, especialmente após seus testes com o carro da Williams em 2002.
Nico casou-se em julho de 2014 com Vivian Sibold, com quem namorava desde 2003. Em agosto de 2015 nasceu a primeira filha de ambos, Alaïa. Em 2017, o casal teve uma segunda filha chamada Naila. Desde 2018, Nico e Vivian administram uma sorveteria em Ibiza.
Início de carreira Nico Rosberg começou sua carreira profissional no kart em 1996, aos 10 anos de idade. Anos depois, em 1998, atuou ao lado daquele que depois se tornou o seu maior rival na Fórmula 1: Lewis Hamilton. Ajudado pelos contatos do pai, o campeão de Keke Rosberg, passou sem dificuldades pelas principais categorias de base. esquerda|miniaturadaimagem|200x200px|Rosberg na Fórmula BMW alemã em 2003 Já nos monopostos, foi campeão da F-BMW Alemã em 2002 de forma dominante, com 9 vitórias e 13 pódios em 20 provas. Como prêmio, ele pôde testar o FW24 no Circuito de Barcelona-Catalunha em 3 de dezembro desse mesmo ano. Nico correu ao lado de seu pai Keke, e ele tinha apenas dezessete anos, cinco meses e seis dias na época, se tornando o piloto mais jovem da história a andar num carro de Fórmula 1. Esse recorde foi superado por Max Verstappen em , que participou de uma sessão de treinos com dezessete anos e três dias.
Rosberg correu na Fórmula 3 Euro Series entre 2003 e 2004 pela Team Rosberg, equipe de propriedade de seu pai Keke, e teve como companheiro Andreas Zuber. Em seu primeiro ano, Nico venceu uma vez no Circuito Bugatti e conquistou cinco pódios, ficando em oitavo lugar no Campeonato de Pilotos, com 45 pontos. No campeonato de estreantes, Rosberg venceu três vezes, sendo superado por Christian Klien. Em 2004, Nico teve três vitórias e mais dois pódios, sendo quarto colocado com apenas dois pontos à frente de Lewis Hamilton.
Nico participou da temporada inaugural da GP2 Series em 2005, correndo pela ART Grand Prix ao lado de Alexandre Prémat. Ele brigou pelo título com o finlandês Heikki Kovalainen, com os dois se igualando no número de vitórias, mas Rosberg fez 120 pontos, 15 a mais que Kovalainen, e após vencer as duas corridas da rodada no Barém, Nico se consagrou como o primeiro campeão da história da GP2.
Fórmula 1
Williams Após guiar um carro da Williams em 2002, Nico Rosberg participou de baterias de testes com Nelsinho Piquet a partir de 2003, para definir qual deles seria o piloto de testes e eventual titular da equipe britânica. Rosberg fez tempos melhores quando treinou separado de Piquet Jr., mas quando os dois treinaram juntos, o brasileiro foi cerca de 1 segundo e meio mais rápido. Nico foi anunciado para ser piloto de testes da equipe de Frank Williams em abril de 2005, chegando a ser cotado para substituir Nick Heidfeld, no entanto, a equipe colocou Antônio Pizzonia para disputar as etapas finais daquela temporada. Mas foi Rosberg que levou a melhor na disputa pela vaga de titular para .thumb|Rosberg na Williams em 2006 Assim, Nico Rosberg fez sua estreia na Fórmula 1 pela , sendo novo companheiro de Mark Webber. Logo na primeira corrida, no Barém, Rosberg terminou em sétimo e ainda marcou a volta mais rápida. Ele repetiu a colocação no GP da Europa. A Williams, entretanto, não tinha mais a performance de antes, e Rosberg, sofreu bastante no seu ano de estreia. Marcou somente quatro pontos, envolveu-se em vários acidentes, se classificou em décimo sétimo lugar, ficando atrás de Webber, e perdeu boa parte de sua reputação.
Em , Rosberg viu Mark Webber se transferir para a Red Bull Racing, a Williams trocar a BMW pela Toyota e Alexander Wurz chegar para ser seu novo companheiro. Rosberg iniciou a temporada com mais um sétimo lugar na Austrália, e depois alcançou um sexto lugar na Espanha, chegando a ficar em baixa após engatar uma sequência de seis corridas fora dos pontos, mas se recuperou com louvor, pontuando em quatro provas consecutivas e fechando o ano com um quarto lugar no Brasil e como um dos principais destaques. Segundo o chefe Frank Williams, Rosberg teve a "maior curva de evolução" de todos os pilotos da Fórmula 1. O alemão terminou a temporada em nono, com 20 pontos, marcando sete a mais que Wurz, que se aposentou da F1 após o GP da China e foi substituído por Kazuki Nakajima. E graças à desclassificação da McLaren, a Williams conseguiu ficar em quarto lugar no mundial de construtores. Em , Nakajima passou a ser seu companheiro em tempo integral. Antes mesmo da temporada começar, Rosberg disse ter escrito um e-mail para a equipe exigindo melhorias no carro. No Grande Prêmio da Austrália de 2008, conseguiu seu primeiro pódio na categoria, com um terceiro lugar. O segundo pódio veio no Grande Prêmio de Singapura de 2008, primeira corrida realizada à noite, ficando em segundo lugar, atrás do piloto espanhol Fernando Alonso. Esses resultados ajudaram a ofuscar um ano irregular de Rosberg, que só pontuou em cinco das dezoito etapas, voltou a lidar com quebras e abandonos, e somou dezessete pontos, quase o dobro da pontuação de Nakajima.
Na temporada , Rosberg se mostrou mais regular, tendo uma sequência de oito etapas dentro da zona de pontuação, e dois quartos lugares nas provas da Alemanha e da Hungria como melhores resultados. Com 34,5 pontos, Rosberg se classificou em sétimo lugar e foi disparadamente o melhor piloto da Williams no ano, já que Nakajima não marcou nenhum ponto, só ficou à frente de Rosberg em duas das dezessete etapas do ano (Itália e Singapura) e se classificou em vigésimo.
Anos depois, Rosberg revelou ter sido tratado de forma que o piloto considerou "cruel" por alguns chefes da Williams, como Sam Michael e Patrick Head. O primeiro o chamou de "inútil" após Nico bater nas primeiras voltas do GP da Alemanha de 2006, e o segundo deu tapas em seu capacete e gritado com ele durante a classificação para o GP da Austrália de 2008.
Mercedes miniaturadaimagem|Rosberg guiando a Mercedes no Grande Prêmio da Malásia de 2010 Em 23 de novembro de 2009 a equipe Mercedes, estreante na categoria, anunciou a contratação de Rosberg para a temporada de , com ele sendo companheiro do heptacampeão Michael Schumacher.Mercedes anuncia contratação de Nico Rosberg UOL Notícias Com um desempenho regular, conseguiu pontuar em 15 das 19 corridas disputadas, conquistando três pódios e terminando a temporada em sétimo lugar no campeonato de pilotos, com 142 pontos, dois a menos do que Felipe Massa e somando quase o dobro dos marcados por Schumacher.
Em , Rosberg não fez nenhum pódio, mas foi mais constante nos pontos do que Schumacher. O filho de Keke fechou a temporada em sétimo, com 89 pontos, superando Schumacher por 13 pontos.
2012: primeira pole e primeira vitória esquerda|miniaturadaimagem|Rosberg no Grande Prêmio do Canadá de 2012 No dia 14 de abril de , durante os treinos classificatórios para o Grande Prêmio da China, Rosberg conquistou a primeira pole position da carreira. Com uma boa largada e um rendimento constante, Rosberg conseguiu se manter em primeiro durante quase toda a prova, alcançando sua primeira vitória na categoria.
Na etapa seguinte, durante treinos livres do Grande Prêmio do Barém, Rosberg chegou a marcar o melhor tempo durante a terceira sessão. O mesmo desempenho, no entanto, não foi alcançado no treino classificatório e o piloto ficou com o quinto lugar no grid de largada. O piloto perdeu muitas posições durante a largada, mas conseguiu se recuperar durante a corrida, alcançando a linha de chegada na mesma posição em que largou.
Ele voltou a aparecer no pódio com o segundo lugar em Mônaco, e fechou o ano em nono, com 93 pontos, mais uma vez superando Schumacher, que anunciou sua aposentadoria definitiva da F1 ao final daquela temporada.
2013: chegada de Hamilton miniaturadaimagem|Rosberg durante os treinos do Grande Prêmio da Malásia de 2013 Rosberg viu Lewis Hamilton substituir Schumacher em . O alemão não começou bem a temporada, abandonando o Grande Prêmio da Austrália, primeira prova do campeonato, por causa de problemas elétricos no carro. No treino classificatório para o Grande Prêmio do Barém conseguiu a pole position, mas durante a prova, não conseguir manter o rendimento do carro, terminando a corrida apenas em nono. No Grande Prêmio de Mônaco, após ter largado em primeiro e liderado toda a prova, Rosberg conquistou sua segunda vitória na categoria. Em Silverstone largou em segundo, mas contou com a sorte de o carro de Hamilton ter o seu pneu furado e o carro de Vettel com problemas aerodinâmicos. Assim lhe foi possível faturar a vitória que lhe caiu "dos céus". Rosberg fez mais dois pódios na Índia e em Abu Dhabi, fechando o ano em sexto, com 171 pontos, mas foi superado por Hamilton, quarto colocado, com 18 pontos de vantagem sobre ele.
2014-15: rivalidade com Hamilton e dois vice-campeonatos consecutivos esquerda|miniaturadaimagem|Rosberg (esquerda) e Hamilton em 2014 Com o domínio do Mercedes F1 W05, Nico e seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, foram os postulantes ao título mundial. Iniciou a primeira metade do campeonato em vantagem em relação a ele. Entretanto, a partir da prova de , perdeu a liderança do campeonato. Em 16 de julho a equipe anunciou a extensão de seu contrato.
Na última etapa, com pontuação dobrada em , estava a 17 pontos atrás de Lewis. Apesar de partir na pole position, Rosberg enfrentou uma falha no ERS - sistema de recuperação de energia, que o fez perder posições e terminar em 14º lugar.
A equipe Mercedes seguiu dominante, mas foi sobrepujado desde o início da temporada por Hamilton, que se tornou campeão com três provas de antecedência. Chegou a perder a segunda posição no campeonato para Sebastian Vettel após o abandono no Grande Prêmio da Rússia, porém encerrou a temporada como vice-campeão obtendo consecutivamente seis poles e três vitórias.
2016: conquista do primeiro e único título thumb|Rosberg pela Mercedes no GP da Grã-Bretanha de 2016 Rosberg venceu as quatro primeiras corridas da temporada 2016 - Austrália, Barém, China e Rússia. Somando-se as três últimas provas de 2015, alcançou sete vitórias consecutivas, assim igualando as marcas de Michael Schumacher e Alberto Ascari. Ele teve mais cinco vitórias na temporada, e totalizou pódios, incluindo uma sequência de quatro segundos lugares nas últimas corridas da temporada, que também foram dobradinhas com seu companheiro de equipe Hamilton